CAPÍTULO TREZE- A CONFISSÃO

617 Palavras
_ Gus! Marianna disse num misto de felicidade surpresa pelo esbarrão que recebeu do melhor amigo. _ Mari, desculpe, eu…_ o rapaz respirou fundo e olhou para trás. _ Que isso, campeão, quase atropelou sua namorada. Bela moça. _ Alex Hamilton apareceu como num passe de mágica. _ Alex Hamilton, muito prazer. _ Pegou a mão da menina e beijou. Diferente das moças a qual Alex já foi apresentado, ou se apresentou, Marianna não esboçou sorriso algum, ao contrário, respirou de forma impaciente e recolheu a mão rapidamente. _ Prazer. _ Respondeu de forma robótica. _ Vamos, Mari. _ Gustavo pegou sua amiga pela mão e começou a caminhar. _ Ué, mas não vai ter comemoração? O adversário do Smith falou com um sorriso no rosto, que se desmanchou quando os dois já estavam distantes o bastante para não o ver. _ Gus, agora você precisa me explicar o que aconteceu. Depois que Gustavo se apressou e levou-a junto, ficou impossível para Marianna não pensar que havia algo de errado. _ Eu não posso contar. _ O rapaz não hesitou em proteger a ruiva. _ Como assim? _ Marianna respirou fundo com tamanha confusão. _ Vai por mim, é melhor você não saber. _ Tudo bem, vou respeitar sua decisão. _ A ruiva se lembrou das coisas que também não poderia relatar a Gustavo. Os dois continuaram caminhando até que Gustavo tocou em um assunto inacabado. _ E, então, conseguiu descobrir mais alguma coisa sobre seus pais? _ Não, na verdade, essa semana não consegui me concentrar em quase nada. _ Mas, por quê? Quer dizer, se não quiser falar, tudo bem. _ Foi por causa da gente. Ou melhor, por causa dessa distância. Costumava ter mais paciência, mas agora eu simplesmente não consigo não pensar sobre isso, sobre nós. _ Sobre nós? _ Gustavo parou de caminhar na mesma hora. _ Eu não parei de pensar naquela declaração que você fez e no quanto isso é real para mim também. _ Marianna não controlou mais o que iria falar, decidiu contar o que a afligia naquele momento. _ Gus, eu nunca te achei infantil, eu só não posso te contar agora tudo o que aconteceu de verdade. Eu falei aquilo porque estava com medo…_ a ruiva parou para respirar, parecia tirar o peso de suas costas. _ Espera, o que disse? Medo? Mas, medo de quê? _ O garoto sentiu-se perdido. _ Medo de aceitar o que eu sinto, medo do que pode acontecer se assumir os meus sentimentos, medo do futuro. _ Assumir seus sentimentos? O que você quer dizer com isso, Mari? _ De repente, Gustavo sentiu seu coração acelerar. _ Eu também gosto de você, Gustavo, não só como amigo. Não sei como ou quando aconteceu, só sei que sinto mesmo e não quero mais esconder. _ Eu… No mesmo instante, Gustavo começou a sorrir, e a rir, e de uma hora para outra ele passou a ter uma crise de risos. Marianna, já conhecendo o melhor amigo, acompanhou-o dando boas risadas. Ela também estava nervosa, não sabia como as coisas seriam dali para frente. Gustavo foi reduzindo a risada até que conseguiu controlar as suas emoções. Com isso, ele olhou em seus olhos e decidiu dizer: _ Temos o costume de, antes de namorar, orar juntos. O casal, no caso. Alguns casais demoram meses orando, outros, anos. Podemos ir aos poucos, se você quiser. _ Eu aceito, mas você vai precisar me ensinar como isso funciona. Marianna sorriu de forma tímida e Gustavo abraçou-a de lado. Decidiram que esperariam até o dia seguinte para comunicar aos pais a decisão. Pela primeira vez, a ruiva não teve medo da reação de seu padrasto.
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