Capítulo 22

1003 Palavras

Estou ouvindo uns sons estranhos, é como se alguém estivesse a comer vorazmente. Como hienas em cima da carcaça de um antílope deixada por um leão. Não é só isso, eu ouço sons de tiros, não sei se estão distantes ou perto, ouço gritos, ouço alguém chamar o meu nome. Depois, um cheiro estranho me revira a natureza. Um odor azedo, meio podre, como comida estragada. Também sinto e c*************e, pela primeira vez eu identifico que é sangue. Ainda bem que o cheio do barro é abundante, e me faz não sentir tanta repulsa. Eu abro os olhos aos poucos, a luz do sol incomoda as minhas vistas como se fosse a primeira vez que eu as abri. Mas não as sinto doerem. Agora percebo onde estou, no fundo do helicóptero tombado e desperto completamente. Ainda deitado no chão, vejo uma mão amarelada encosta

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