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1108 Palavras
Enterrar o Jefferson foi f**a! A medida que eu via aquele caixão entrando na gaveta ficava mais claro pra mim que ali era o fim. Fim da vida dele, dos nossos sonhos juntos e da nossa história. Meu maior medo quando ele entrou nessa vida era isso, tinha medo de perdê-lo, de nunca mais vê-lo e não conseguir superar jamais. O tempo passa e não para de doer, pelo contrário, você só entende que a pessoa não vai voltar mais, só que ainda permanece doendo. A dor da perda é f**a! Eu já conheci um dia e queria não conhecer nunca mais... Desde os sete anos quem me cria é a minha irmã mais velha, já que minha mãe morreu eu ainda era novinha, lembro de quase nada, mas até hoje sinto! Lá em casa mora eu, minha irmã, os dois filhos dela e o marido. Bofe esse que mete a porrada nela em qualquer lugar, até no meio da rua, porém ela continua com ele, larga o osso não. Já teve vez que eles caíram no p*u no meio da rua e os caras da boca que foi separar, rolou desenrolo, mas ela no fim ainda pediu por ele. Sério, amor louco, papo de zero vergonha na cara esses dois! Cara é um escroto, horrendo e fudido. Totalmente s*******o, pois até gente estranha ele traz pra dentro de casa com os próprios filhos pequenos dentro. Depois do enterro do Jeferson passei uns dias na casa da minha sogra, ela me chamou pra ficar lá com ela e eu fui... Só fui pintar em casa umas duas semanas depois do ocorrido e quando fui tentar abrir o portão com a minha chave não entrou. Morri de tentar e de estressada desistir, peguei o celular e comecei a ligar pra minha irmã que nem me atendeu. Com isso tive que ficar na rua, maior solzão lá, uma lua pra cada e eu sendo consumida. Pprt... Sorte minha que a vizinha me chamou pra entrar pra eu não ficar ali tomando sol do lado de fora. Ela me chamou pra entrar e já aproveitou pra me contar tudo que rolou quando eu tava fora né? Contou que o marido da Vânia bateu nela mais uma vez e que ele que tinha trocado o cadeado anteontem pra minha irmã não entrar com as crianças. Fiquei revoltada, p**a da vida! Que cara escroto e ela uma otaria toda vida! Casa nem é dele pra fazer isso, olha a liberdade que ela dá pra macho fazer esse tipo de coisa com ela e com os filhos, cara? Que raiva! Vânia só foi chegar em casa quase quatro da tarde e eu tava lá desde as uma. Quando ela chegou já fui logo questionando porque tinha trocado o cadeado do portão! Dandara: Por que trocou o cadeado aqui de casa, Vânia? Sol dando moca e eu aqui plantada po! - falei seria. Vânia: Quebrou com a chave dentro, daí teve que trocar. Dandara: Sério? Pois eu soube que o seu marido que trocou o cadeado e ainda deixou você e as crianças fora de casa. Tu não tem vergonha não, Vânia? Vai ficar com esse cara até quando? Homem escroto, nojento! - falei p**a. - Casa não é dele não! Vânia: Povo é muito fofoqueiro, não foi nada disso que aconteceu. - ainda quis defender. Eu falei a beça e ela só desmentindo, falando que não tinha sido nada daquilo e que o povo tava aumentando. Eu p**a da vida falei mais nada com ela não, não adiantava! Fui pro quarto que eu durmo mais as crianças minhas coisas tudo remexida, uma zona. Eu sabia bem que não tinha sido ela, mas sim ele, daí eu já me inflamei mais ainda. Fiquei só esperando ele brotar, quando ele brotou já comecei a falar pra c*****o. Xoxei ele todo e ele querendo me xoxar também! Ederson: Ah, garota! Vai tomar no **, quem mexeu nas porras das tuas coisas? Não tem merda nenhuma, é uma fudida e fica nessa aí. Tem onde cair morta e fica aí falando bobagem. Volta pra onde tu estava po, tava fazendo falha nenhuma. Dandara : Único fudido aqui é você, seu verme! Essa casa aqui era da minha mãe, se tem alguém que não tem onde cair morto é você, seu escroto. Quem tem que sair é você! Você é um lixo de homem... se é que dá pra te chamar assim. Na hora que falei isso o bofe caiu dentro de mim me agredindo. Só soco, chutes e pontapés! Apanhei babado pois ele dava uns três de mim na altura e tamanho, não dava. Só que é aquilo né... eu não podia com ele no soco, então só ia arranhando ele todo, tentava de chute, mordida, me defendi como pude. Pprt, posso não aguentar, apanhar, mas não deito pra homem nenhum! Ele me quebrou, tripudiou bem, mas eu tentei, não fiquei lá quieta só apanhando mesmo. Vânia não fez nada, só ficou de lá mandando ele me largar, mas nem pra pular no miolo por mim pulou! Dandara: Você é um monstro! - disse quando ele me largou. - Covarde! - falei me levantando do chão. - Eu vou falar com os caras lá, vou reclamar seu covarde, aí eu quero ver se tu essa brabeza toda! Bater em mulher é mole né? - falei chorando nervosa. Ederson: Vai lá po, teu vagabundinho tá mais aqui não, sua marmita! Já tá no inferno. Dandara: Quem vai pro INFERNOOOOOO é você! - falei irada quando ele falou do Jeferson. - Tu vai ver, Ederson, tu tá fodido... vou fazer sua caveira legal. - falei no ódio mesmo, chega tava tremendo. Falar do Jeferson? Vai tomar no **, ele não tá nem mais aqui pra se defender e esse escroto com o nome dele na boca. Em vida nunca se bateram, Jeferson não se dava bem nem com minha irmã, nem muito menos com ele, tanto que ele nem ficava aqui em casa. Vânia: Dara, você vai fazer isso, cara? Para de bobeira! - ela viu que eu tava certa. Dandara: Vou sim! - falei convicta. Quando falei isso ele saiu, meteu o pé de casa, sabe que eu iria falar mesmo. Tava com ódio, com raiva, cara escroto, imundo! Vânia: Coé, Dara... Não to pedindo que pense em mim não, pense nos meus filhos. Os caras lá ja estão de cara quente com Ederson, tu sabe que eles já falaram que se ele aprontasse iriam matar. Pensa nos meus filhos, eles vão ficar sem pai! - falou me travando de sair, pois eu já estava indo pra porta.
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