Destino traidor

1118 Palavras
CAPITULO 5 Beatriz Rodrigues Olho bem para a a cara do Pedro, e ele deve ter pensado que eu pirei! Sabe quando você olha para algo, mas você nem está vendo direito, os seus pensamentos estão num lugar muito distante dali? Assim eu me sinto. Perdida como a Alice no país das maravilhas, eu fiquei lá boiando... As vezes eu via de relance o rosto do meu cunhado se movendo, e quando voltei a si, já tinha dúvidas se a louca era realmente eu, ou o Pedro era mais piradinho ainda. — Que merda é essa, Pedro? Você só pode ter ficado louco! — Digo a bater a mão na mesa e levantando para intimida-lo, a altura. — É assim que me agradece por arrumar o seu emprego dos sonhos? — Diz parecendo confuso. — Emprego dos sonhos, uma ova! Trabalhar com o Matthew? Se tivesse me dito que está me mandando para o “inferno”, eu estaria mais conformada! Agora o Matthew? Ah... — Em qual outra empresa, pensou que te mandaria, com um cargo como este? Quer ir para Curitiba? Hugo é gente boa, mas não poderia manter o seu cargo, tão importante! — Diz o Pedro, e eu tenho vontade de meter chute nele, mas daí eu apanharia da Gabi, então... deixa em off... — Sabe muito bem, que não pretendo ir para Curitiba! Gosto do meu emprego, cargo e salário! Mas duvido muito o Matthew querer deixar eu cumprir a minha função de forma pacífica! — Digo exasperada. — Não se preocupe, já falei com ele! Ele precisa muito de uma assistente como você, e está ansioso, para que comece a trabalhar! E não se preocupe, pois, nunca entendi o que rolou entre vocês, mas ele nem se importou de ser você a nova assistente dele! Então vida que segue... “Nossa! Nem se importou? Sinal que tanto faz a minha presença para ele?“, penso. — Mas aqui eu resolvo toda a área administrativa e parte da financeira... — Tentei explicar. — Não se preocupe, falarei com ele, para que não se meta na sua função! Ele vai adorar, ter um problema a menos para resolver! E quanto ao seu namorado, vou falar com ele, para encontrar uma vaga, mas que não seja tão próxima à sua, para evitarmos transtornos, tá? — Tá! E, vou viajar quando? — Pergunto meio baixo, desanimada. — Isso é um, sim? Ótimo! Pode comprar a passagem que irá amanhã mesmo, e o Lourenzo, eu ainda vou ver certinho a vaga, e ele vai depois! — Diz o Pedro sorridente. — Está bem! Tenho vontade de te bater, não vou negar..., mas obrigada! Você sabe o quanto sempre sonhei com isto! Então... eu só tenho a agradecer por tudo! Vou aproveitar para me despedir da família e os amigos, e amanhã, começo uma nova etapa na minha vida! — Parabéns Bia! Você chegou longe já! Mas acredito que construirá muito mais do que isto! — Obrigada Pedro! — Digo. Se estou confortável com essa viagem? Claro que não! Estou muito apavorada, pois não sei o que me espera lá! E que tipo de Matthew vou encontrar, não estou nem um pouco interessada naquele mentiroso de uma figa, que me enganou e depois sumiu, mas vou fazer o meu trabalho corretamente, e ele que se lasque! Mas, pensando bem... O meu destino é realmente um traidor de merda! Mas ele que me aguarde, pois, mostrarei quem é que manda, não tenho medo dele, receio sim, mas só um pouquinho..., mas medo? Não! Deixei de ter medo de algo a bastante tempo! Agora sou a Beatriz Rodrigues, segura de mim, e treinada em auto defesa, e ataque! Aproveitei as últimas horas restantes do dia para me despedir da minha família, e agora estou com o coração mais aliviado, pois o meu pai, tratou a Leucemia por duas vezes, mas graças a Deus, até agora está curado. Pois, da primeira vez, pensamos estar, e levamos mais um susto, ao saber que começaria tudo de novo. Me despedi da família, e decidi ir dormir na casa do Lourenzo, pois ainda não sei que dia nos encontraremos em Nova York, então preciso conversar com ele essa história do Matthew. Na casa do Lourenzo... — Oi querida! O Lourenzo está no quarto, pode ir lá com ele! — Diz a dona Vera, mãe dele, com um sorriso bonito e um abraço caloroso. — Obrigada dona Vera! Entrei no quarto, e ele estava no computador digitando algumas coisas. — Oi amor! Já estava com saudades! Diz o Lourenzo. — Oi, vim me despedir, pois, vou viajar amanhã cedo para Nova York! — Digo. — Que legal! Que bom que conseguiu! Mas será que o seu cunhado vai mesmo arranjar algo para mim, lá? Quero ir te encontrar logo... — Diz e começa a me apertar, mas eu não gosto muito desses toques, e logo me afasto. — Está tudo bem princesa? — Pergunta, e nem vou perder o meu tempo brigando pelo “princesa” que eu odeio. — Mais, ou menos... tirando o “princesa”, que não gosto, tem o fato que o Matthew, vai ser meu chefe! — Digo a fazer bico. — Não se preocupe, vou estar lá com você, logo logo! E Matthew é passado, você mesma disse que está morto, e enterrado! Não, é? — Ele pergunta e eu fico lá fazendo que sim, e provavelmente com cara de paisagem, ao pensar... “Será?“ — Agora, vem aqui! Deita aqui comigo, que quero ficar bem juntinho de você hoje! — Ele diz, mas julgo que já me arrependi de posar aqui, então preciso de uma desculpa para ir embora. — Nossa! Acabei de lembrar, que não poderei ficar! Preciso resolver alguns documentos que faltaram, o Lucas dá um auxílio para o Pedro, mas prefiro deixar tudo organizado por ordem, para facilitar! Vou indo tá? Eu te ligo assim que chegar, e te aviso da sua vaga e a sua passagem, para os Estados Unidos. Ele ficou triste, mas entendeu! Ele sempre entende, e gosto nisto, nele, embora eu ache um pouco chato ele aceitar tudo, as vezes eu gostaria de ser confrontada, ou intrigada, pelo menos, mas gosto do Lourenzo. Acredito que esse problema com o toque, seja relacionado ao meu problema na adolescência. Voltei para a casa pensando na vida, e em como eu infernizarei a vida do Matthew? A princípio pensei que seria r**m, mas agora que coloquei tudo em ordem... vou transformar a vida dele num inferno, e ele vai implorar para não ter nascido! Me perguntem, vai.... — Eu sou má? Claro que não... apenas tenho uma boa memória! (Risos)
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