Karina fechou os olhos e as lágrimas rolaram pela sua têmpora, caindo direto no chão. — Só eu sou o culpado pelo que aconteceu. Eu não a salvei, eu armei para ela por causa do meu capricho. Mas eu queria muito tirá-la daquela favela. Mas aconteceu... Acontece que eu tirei a vida dela. Privei ela de todas as alegrias, privei ela do futuro. Mamãe fez tudo por mim, e eu... A partir daí tudo deu errado. Jurei que assim que me recuperasse e ficasse mais forte, com certeza encontraria aqueles bastardos. — E você encontrou? — Eu encontrei. Balancei a cabeça. — E matei. Loirinha. Virei-me para o bebê e peguei a sua mão. — Me castigue se quiser. — Direi onde escondi os corpos e você poderá escrever um depoimento à polícia. — Tenho certeza de que mais de quinze anos se passaram. Você diz, Kari

