Dois dias que nem vejo a cara do dito cujo, melhor assim, não quero ter que olhá-lo mesmo. Eu e Martina temos nos aproximado ainda mais, ela é uma pessoa tão boa e eu estou tão triste pela situação dela. Já coloquei Henry para dormir e estou me preparando para deitar também. Escuto alguém bater na porta e acho estranho. — Oi — Abro a porta e é Hugo. — Te acordei? — Não. Deixo a porta do quarto aberta e ele entra. — Toma — Me entrega um cartão — Depositarei todo mês um dinheiro nessa conta. — Pra que? — Seu salário. — Serei livre para gastá-lo? — Estou com raiva e não quero nem saber a forma como estou falando. — Por enquanto não, mas o dia de amanhã é incerto. — Obrigada. Pego o cartão, tomo o maior cuidado para não tocar em sua mão e guardo na gaveta. Ele continua parado se

