Saí da casa de Luna como se estivesse flutuando. Só Deus sabia o quanto eu estava com saudade, o quanto queria vê-la, o quanto me culpei por tê-la afastado. O beijo me reacendeu. Por um momento, parecia que eu era o mesmo Matteo de um ano atrás. As lembranças invadiram minha mente como um filme passando em câmera lenta: as risadas despreocupadas, os beijos roubados, as vezes que cozinhamos juntos e depois nos jogamos no sofá para assistir a um filme, o jeito que ela dormia nos meus braços enquanto eu observava seu rosto, dando-lhe um beijo leve nos lábios para não acordá-la. Era como se, por um instante, tudo tivesse voltado a ser como antes. Depois daquele breve reencontro, senti forças para continuar. Entrei no carro e, assim que fechei a porta, meu celular tocou. Olhei para a tela. E

