O amanhecer chegou com uma tensão quase palpável. Eu estava sentado à mesa do meu escritório improvisado, os olhos fixos em um mapa desgastado que cobria a superfície de madeira. Ao meu lado, Marco mexia em papéis e análises, revisando os detalhes da informação que havíamos conseguido arrancar do pirata capturado. Embora a noite tivesse sido longa, eu não havia pregado os olhos. Os pensamentos sobre a responsabilidade que carregava e o risco que cada decisão trazia não me deixaram descansar. Marco interrompeu o silêncio com sua voz firme: — Deciframos parte das mensagens, Matteo. Os símbolos eram coordenadas. Aqui – apontou no mapa. — Eles têm um acampamento temporário nesta região, perto do rio. Parece ser o ponto de encontro principal. Assenti, mas havia algo em meu olhar que denuncia

