Aos poucos a noite vai caindo e quando todos já estão prontos saímos da casa. Todos vestindo roupas confortáveis, como eu.
Os irmãos se pirraçam e depois se juntam para atormentar a caçula. Apesar de tudo, mesmo Malia brigando com eles, vejo que ela gosta dessa relação que tem com os irmãos.
Sorrio lembrando que eu e Angelina também adorávamos implicar um com o outro.
- Me poupe pequena, nós somos mais bonitos.
- Mais gostosos.
- Mais irresistíveis que você. – Os irmãos falam e acho graça essa mania deles.
- Mas continuam uns solteiros babões, ainda mora com a mamãe e o papai. Eu sei muito bem que o Bryan ainda perturba a mamãe de madrugada, o Breno adora tomar um leite quente antes de dormir e você bruno, não quero nem mencionar o quão triste você fica se a mamãe esquece de te dar um beijo de boa noite. – Malia diz olhando para a cara deles que não parecem nem um pouco mexidos com o que ela diz.
- Mamãe gosta de dar carinho para a gente.
- Não temos culpa se você se acha adulta.
- Ainda somos os bebês dela.
- Chega meninos, vamos indo para o restaurante antes que a cidade inteira decida jantar fora hoje. – Dona Vilma diz. – Vamos nos cinco no carro do papai, Malia vai com a bebê e o namorado no carro dele nos seguindo. Tudo bem?
- Sim. – Respondo já que ela me olhava.
Entramos todos nos carros e assim que o carro deles saem, eu os sigo.
- Eu já falei que a cidade é pequena? – Malia pergunta e eu sorrio. – Eu estou falando sério, esse é o único restaurante da cidade e aposto que todo mundo já sabe que vamos jantar lá.
- Não se preocupe. – Falo e aperto sua mão.
Eu pretendo pedi-la em casamento hoje, mas pelo que eu vi seus pais achariam muito cedo e ela ficaria um pouco nervosa no meio de tanta gente. Então eu pretendo fazer algo mais formal.
Não acho que ela iria querer que eu fizesse uma cena.
Continuo seguindo o carro de seus pais, até eu paramos em um restaurante. Estacionamos na rua mesmo e saímos do carro.
Pego Sofia no colo para que Malia se ajeite e nos encontramos na porta do restaurante. David e outros nos esperam e entramos todos juntos.
- Vilma, me disseram que você viria. – Uma senhora de idade diz se aproximando. – Guardei uma mesa para vocês, hoje estamos cheios.
Vejo Malia balançar a cabeça e os rapazes segurarem o riso.
- Dona Chica minha linda, viemos jantar com o nosso novo cunhado. – Um dos irmãos diz abraçando a mulher.
- Quem veio fofocar para a senhora? – outro a questiona.
- As pessoas aqui são rápidos ne dona Vilma? – o outro conclui dando a entender que é culpa da mãe todos saberem.
- São um bando de fofoqueiros, isso sim. – Ela diz nem um pouco abalada. – Vamos nos sentar.
A mulher nos leva até a nossa mesa, que fica exatamente no meio do restaurante. Enquanto andamos, todas as pessoas ali nos olha.
- Eu disse. – Malia sussurra do meu lado.
- é assim com todo mundo que chega na cidade? – pergunto.
- Não, mas minha mãe sendo a líder da alcateia da cidade a fofoca se espelha rápido. Eles já devem até ter pesquisado a placo do seu carro. – Ela diz divertida e eu rio.
- Você exagera, eles devem só estar olhando que está entrando. E não é fácil assim olhar as placas de carro.
- Eu estou falando sério, dona maria faz parte do bando e o marido dela é o delegado. Ou seja, mamãe como líder se já não sabe tudo sobre você, vai ficar sabendo logo. – Ela sussurra para mim e para de falar quando chegamos a mesa.
Olho para dona Vilma que me trata normalmente, eu acho. Não creio que já saiba mais do que eu falei até agora.
- Aqui Eduardo, olhe o cardápio. – Dona Vilma diz o entregando para mim.
- Aqui Malia, escolha. – Digo passando o cardápio para a mão dela.
Ainda seguro Sofia, que brinca com a gola da minha camisa. Balanço minha perna na qual ela está sentada e ela sorri largamente.
- O que querem comer? Podemos pedir um pouco de tudo. – Malia fala olhando para a família.
- Não vai ser muito? Podemos dividir a conta, o que acha Eduardo? – dona Vilma me pergunta e eu tiro minha atenção de Sofia e olho para ela.
- Não se preocupe, foi ideia minha virmos jantar. Eu vou pagar. – Falo sorrindo para ela que concorda, com um sorriso largo.
Sofia puxa minha mão e eu olho novamente para ela, eu a vejo olhando interessada para o meu relógio e eu o tiro dando na mão dela.
- Gostou pequena? – pergunto continuando a balançar minha perna enquanto ela olha para o meu relógio com atenção.

( descrição do relogio PORTUGIESER CRONÓGRAFO: Movimento do cronógrafo mecânico, corda automática, calibre manufaturado IWC 69355, reserva de marcha de 46 horas, vidro de safira, bombeado, antirreflexo de ambos os lados, caixa em ouro rosa, altura da caixa 13,1mm, diâmetro 41mm e resistente à água 3 bar.
valor: 117.000.00)
Sofia emite sons de bebê e aponta com seu dedinho para o relógio enquanto me olha tentando dizer algo. Então ela da pulinhos sentada no meu colo e sorri largamente, batendo palmas com ele na mão.
- Ela gostou do seu relógio. – Dona Vilma diz nos observando.
- é um relógio bonito. – David, o pai de Malia fala. – Onde comprou? Tenho alguns relógios lá em casa, são um poucos caros, mas gosto de relógios.
- Papai coleciona relógio e Malia canecas. – Breno, se não me engano ser seu nome, diz.
- Lá em casa cada um tem seu tipo de coleção, Malia e suas canecas, David e seus relógios. Bryan e sua paixão por carros, como ele não tem dinheiro para comprar os que quer de verdade, ele coleciona miniaturas. Bruno e suas revistas da playboy, ele acha que consegue esconde-las de mim. Logo embaixo do meu teto, e Breno, meu deus, quero nem falar o que ele coleciona.
- Ok, já entendemos, vamos voltar para o assunto do relógio. – Breno fala e sua mãe apenas ri. – Então cunhado, onde comprou o relógio? Assim já sabemos o que dar de presente para o meu pai no aniversario dele.
- é da IWC schaffhausen, é um Portugieser. – Falo e vejo David arregalar os olhos.
- é aquela marca famosa? Tipo, os relógios deles não valem menos de 30 mil dólares. – Ele diz admirado, dá para ver que é mesmo fã de relógios.
- O seu sonho de consumo não é mesmo papai? Nem todos os seus relógios caros juntos valem tudo isso. – Breno diz.
- Meus relógios são relíquias paspalho, sei que você nunca entenderia. – Ele fala para o filho.
- Aqui família, eu trouxe as porções. – A mulher que nos recebeu no restaurante chega a nossa mesa e começa a deixar a comida com os garçons.
- Foi rápido. – Digo impressionado para Malia, que pega Sofia do meu colo para alimenta-la.
- Eu pedi por porções em vez de um jantar mais elaborado, sai mais rápido e satisfaz mais. Mas se quiser podemos pedir comida. – Ela diz.
- Não, tudo bem. – Falo.
Com as porções, vem arroz também. Creio que para acompanhar a porção de peixe.
Malia pediu file de peixe frito, batata com queijo, frios, salada, tambaqui, frango e linguiça acebolada.
É bastante coisa e acho que dá para todos comerem, se não, qualquer coisa pedimos mais.
- Malia sabe pedir comida. – Bryan diz.
- A única coisa que ela sabe fazer bem. – Breno fala.
- Tirando a nossa pequena Sofia, que é perfeita. – Bruno completa.
- Vocês vão começar a comer ou eu vou ter que socar goela abaixo? – Malia pergunta e eles dão de ombros começando a comer.
Primeiro, só os gêmeos conversa, os outros estão mais concentrados em se servir e Malia em alimentar sua pequena.
- é uma boa hora para perguntar se você poderia explicar o que disse mais cedo? – David diz me olhando. – Digo, como vai ajudar Malia a ter a guarda da minha neta.
Olho para o meu prato e depois para ele, sem saber ao certo como começar. Então eu decido ser direto.
- Eu quero me casar com Malia. – Falo e na hora todos para de comer e Malia se engasga. Ela sabia que uma hora íamos chegar ao assunto, mas acho que ela também foi pega de surpresa.
- casar? – o pai dela pergunta me olhando chocado.
- Sim, eu gosto dela e sei que se ela estiver estabilidade vai ser mais fácil conseguir a guarda de Sofia. – Digo, mas não menciono que se for preciso eu suborno cada juiz desse país.
- Mas... mas Malia pode ter estabilidade sem se casar. Ela pode voltar a morar com a gente e pedir a guarda. – Ele diz, não se opondo, apenas pensando nas opções.
- Não seria uma boa ideia, ela precisa de estabilidade financeira e uma união estável. Seria os pontos fortes para ter causa ganha, mas será impossível ela conseguir sem ter um emprego e morando com os pais. Sei da sua intenção de ajudar, já conversei com Malia também. Quero me casar com ela, formar uma família e isso inclui Sofia. Quero ela crescendo perto da mãe. – Falo enquanto todos eles me olham chocados.
- Eu sei que é repentino, mas a gente se gosta. – Malia diz pegando na minha mão. – E se não der certo, eu ainda vou ter minha filha comigo, vou estar melhor do que estou agora. – Ela fala olhando nos olhos dos pais.
- Meu deus... – a mãe diz a olhando.
- Mas vocês querem isso para quando? Do jeito que estão falando parece que querem se casar amanhã. Você não está gravida esta filha? Quer dizer... só por hipótese. – O pai dela parece um pouco nervoso, mas acaba sendo engraçado. Apesar da situação.
- Quem engravida por hipótese? – Bryan questiona o pai que o olha, ainda espantado.
- Imagina Malia falando, "se por hipótese eu estiver gravida, temos que nos casar" – Breno continua.
- "vamos usar a hipótese para escolher o nome do nosso bebê, hipocles para menino e hipotenusa para menina" - bruno termina afinando a voz e tentando imitar Malia.
É inevitável que todos riem, aliviando um pouco a tensão.
- Eu não estou gravida pai, e o casamento não vai ser assim tão rápido. – Malia responde.
É, dentro de dois meses não é rápido.
- Estamos nos conhecendo ainda. Mas posso afirmar que é Malia que quero ao meu lado. – Falo e a olho, vendo-a ficar vermelha.
- Ok, tudo bem. Teremos tempo para falar sobre isso. – O pai dela diz e não demora muito para que todos voltem a comer.
Os gêmeos puxam uma conversa animada e vamos conversando, até que um casal passa ao nosso lado e se senta na mesa próxima anos, muito próxima.
Os gêmeos param de conversar abruptamente e olha para o casal com desgosto. Os pais de Malia parecem fingir não ver eles, enquanto Malia tem sua total atenção em Sofia.
- Malia, quanto tempo. Nem me lembro a última vez que nos vimos. – O homem diz e vejo sua namorada olhar com desprezo para Malia.
Não sei o que está acontecendo, mas que tem algo, isso tem.
Vejo Malia levantar o olhar para o casal e franzir a sobrancelha.
- Ah, oi Paulo. Como vai? Tudo bem, Carla? – ela os cumprimenta educadamente.
- Estamos bem sim. – A mulher a responde impaciente. – Amor, vamos sentar e pedir?
- Calma, Carla. Faz tempo que não vejo Malia, quero m***r a saudade. – Ele diz com um sorriso sedutor e eu ergo uma sobrancelha.
- Cuidado cunhado, esse i****a fica atras da minha irmão desde a época da escola. – Breno que está mais próximo de mim fala.
- Não tem saudade nenhuma para m***r Paulo. Sua namorada parece com fome, considerando a cara f**a dela. – Bryan diz nem um pouco educado.
- Bryan! – seu pai ralha com ele, mas parece querer rir.
- Sempre nervosinho não é Bryan? Mas é claro, considerando que você não consegue ver alguém melhor que você. – Ele diz e vejo que isso aqui pode acabar virando um circo.
Olho para os lados e percebo que todos no restaurante estão em silencio, tentando escutar a conversa.
- Claro, se não estiver se referindo a você é claro. – Bryan o responde.
- Claro que estou, meu pai é o prefeito e o seu é um arquiteto. Eu trabalho como gerente do único banco da cidade e você?... bom, é um simples engenheiro que trabalha na empresa do papai.
- Acha que isso é uma ofensa? Pelo menos eu não consegui meu emprego ou terminei minha faculdade com a ajuda do meu pai. – Bryan diz e vejo o homem ficar com raiva.
Olho os outros irmão de Malia, que parecem divertidos com a situação.
- Olha aqui seu...
- Chega rapazes, viemos aqui para jantar. – O pai de Malia entra na conversa, parecendo nem um pouco abalado pela discussão deles. – Paulo, deixa eu te apresentar o namorado da Malia, esse é o Eduardo.
O homem olha para mim de cima a baixo e sorri cínico.
- Namorado é? – ele pergunta ainda sorrindo.
- E futuro marido. – Bryan completa.
- E você trabalha com o que? – ele me pergunta e tenho vontade de rir.
- Dá para você sentar na sua mesa com a sua namorada e parar de agir como o pai da minha irmã? Ela já tem quem faça esse papel por ela. – Bryan fala irritado e com um sorriso o homem se afasta e se senta na mesa ao lado.
Ele está tão perto, que se juntar sua mesa na nossa, a distância ainda pode ser a mesma.
- Então... Malia já conheceu sua família Eduardo? – dona Vilma pergunta puxando a atenção de todos.
- ainda não, só minha sobrinha rapidamente. Íamos jantar com meus pais essa semana, mas meu pai teve que viajar então eu remarquei. – Explico.
- Entendo, seu pai e você trabalha com o que? – o pai de Malia pergunta.
- Já sabemos que ele não é advogado.
- Nem juiz.
- Muito menos político. – Os irmãos brincam e eu sorrio.
- Meu pai é aposentado e eu... – nem término de falar quando eu ouço uma risada na mesa ao lado.
- Posso saber do que está rindo? Se não, ria mais baixo e não atrapalhe os outros. – Bryan fala para Paulo, que o olha com desdém.
- Nada não, só estava aqui conversando com a minha namorada que é engraçado como hoje em dia muitas pessoas dependem do salário que o governo paga. – Ele diz e isso começa a me irritar, mas de um jeito que me faz rir.
- Salário que o governo paga... – repito sua frase e rio.
Todo mundo me olha, menos Malia que está concentrada em limpar a sujeira que Sofia fez na roupa. – Qual banco mesmo você disse que trabalha?
- Na Le'bank, sei que já ouviu falar, é um dos maiores bancos do nosso país e eu sou o gerente do banco daqui. A cidade é pequena, mas como meu pai é o prefeito, ele conseguiu trazer a agência para essa cidade. Por causa dele não vivemos na idade das pedras nessa cidade pequena. – Ele fala se gabando e eu sorrio.
- Não liga para esse i****a cunhado, se o pai dele dependesse da nossa família para virar prefeito, ele não ganharia nem um voto. – Breno diz para mim. – Você estava falando que eu pai era aposentado e você...
- Outro encosto do governo, aposto. – Paulo diz na mesa ao lado.
Não me incomoda ele se achar superior, a pessoas como ele por todo lugar. Mas me irrita como ele tenta rebaixar as pessoas no processo. Ele ofendeu o pai de Malia ao tentar compara-lo ao seu.
- Eu trabalho com bancos também. – Digo o ignorando.
- E quanto você ganha? Digo, meu salário é mais alto que a média, mas deixo você contar os bônus. – Ele fala e me pego rindo.
- é 30 mil e eu não recebo bônus. - Falo e penso em calar sua boca de uma vez quando ele começa a rir de novo.
- 30 mil por ano? Eu recebo cerca 80 mil por ano, mas tudo bem, já é algo.
- Não devia falar com seu chefe desse jeito, Paulo. – Malia diz pela primeira vez desde que a discussão do irmão dela com ele começou. – Agora está limpinha, princesa.
Malia não dá atenção a ninguém que a olha sem entender e surpresos.
Mas ali vejo uma mulher de negócios, sei das faculdades dela e Malia apesar de estar arrumando a filha, olha com frieza para o homem e em seguida volta calorosa para a filha.
- Chefe? Ele? Esta doida Malia? – ele pergunta rindo para ela.
- O que ela quer dizer? – Breno pergunta do meu lado.
- Meu avó é Antony Lecler, fundador da Le'bank. Depois que meu avó morreu meu pai assumiu, quando meu pai se aposento, eu assumi o negócio da família. Ou seja, o banco é meu.
- Não brinca, você acabou de dizer que ganha 30 mil por ano. – Ele retruca.
- Não, eu não disse. Eu disse que ganho 30 mil, isso é o que eu ganho de lucro por hora, meu salário por mês é em torno de 100 mil. Não que eu precise verificar se meu salário cai na conta. – Digo e todos me olham chocados.
- Podemos ir? Sofia já está ficando com sono. – Malia pergunta a todos que concorda em silencio.
- Aqui, você paga? – pergunto pegando um cartão na minha carteira e estendendo a ela.
- Sim, e eu esqueci de devolver o seu quartão mais cedo. – Ela fala culpada.
- Não se preocupe, a senha é a mesa. – Digo entregando o cartão para ela que pede para eu ficar com Sofia um momento e sai.
Todos ficam em silencio, inclusive o i****a na mesa ao lado.
- Aiai. Me diz cunhadinho, sendo o dono você pode demitir quem quiser, não é mesmo? – Bryan me pergunta e vejo que ele quer provocar.
- Sim. – Apenas o respondo, não olho para ver a cara do outro. Apenas fico olhando Sófia.
- é uma pena que você não escolha a dedo seus empregados. – Ele diz frisando a última palavra. – Entendo, são tantos trabalhando para você que a existência de alguns são irrelevantes. – Ele diz continuando a provocação.
- Pronto, já podemos ir. – Malia diz me entregando o cartão e pegando Sófia.
Todos nos levantamos e vamos para a saída. Os pais de Malia cumprimenta algumas pessoas na saída e logo depois voltamos todos para a sua casa.
- Me desculpe, foi um caos esse jantar. Ainda mais quando aquele i****a apareceu. – Malia diz dentro do carro.
- Ele e seu irmão não se dão bem. – Falo o obvio.
- Bryan era apaixonado pela irmã de Carla, essa que era apaixonada por Paulo. Os dois não se gostam desde a escola, mas quando Paulo descobriu de quem Bryan gostava ele foi lá e ficou com a menina. Namorou ela por algum tempo, foi na mesma época que ele ficou atras de mim na escola, creio que era só um jeito dele perturbar meu irmão. A menina sabia que Bryan gostava dela e começou a culpar ele, disse que Bryan estava me jogando para o Paulo para os dois se separarem. Paixão adolescente, mas depois de algum tempo ele terminou com ela para namorar a irmã. Paulo ainda gosta de dar em cima de mim para provocar meu irmão, todo mundo sabe disso, mas Bryan se deixa levar.
- Paulo não parece ser uma pessoa boa.
- Ele não é. É só um b****a e piorou depois que o pai virou prefeito, sai da cidade antes dele começar a trabalhar no banco. - Ela diz. – E sobre o casamento, você me pegou de surpresa dizendo daquele jeito. – Ela fala sorrindo.
Acabo de estacionar na porta de seus pais, mas nenhum sai.
- Me desculpe, mas achei bom ser direto. – Falo e ela concorda. – Acha que dois meses está bom? Digo, para nos casarmos?
- Quanto mais rápido melhor. – Ela diz ansiosa e olha para o banco de trás, observando a filha.
- Então depois que conhecer meus pais, você pode começar com os preparativos.. – Digo e ela concorda com a cabeça.
Olho para o lado de fora e vejo a mãe dela conversando com algumas senhoras um pouco acima e os três irmãos no portão de casa rindo.
- Malia, posso te beijar?