Três meses. Esse foi o tempo que passou desde a última vez que algo realmente interessante aconteceu dentro dessas paredes frias. Três meses iguais, longos, silenciosos demais para alguém como eu. Mas agora… agora tudo estava prestes a mudar. Eu continuava preso, sim. Oficialmente esquecido pelo mundo, jogado numa cela que nunca foi pequena para quem sabe dominar espaços. O erro de todos foi achar que grades me limitam. Grades só atrasam. Nunca impediram ninguém que pensa à frente. Eu estava na minha sala. Poucos têm esse privilégio aqui dentro, mas privilégios se compram. Sempre se compraram. Dinheiro, promessas, medo… tudo tem preço. E eu aprendi cedo a pagar o que fosse necessário para sobreviver. Para mandar. Para não morrer. A mesa à minha frente estava coberta por papéis, mapas ra

