O dia passou devagar, do jeito bom que eu quase tinha esquecido que existia. Sol alto, água da piscina refletindo a luz, risadas espalhadas pelo quintal. Nada de pressa, nada de tensão visível. Apenas família. Apenas presença. Fiquei observando a Catharina ao longo da tarde, atento a cada gesto, cada silêncio, cada sorriso que surgia sem esforço. E, aos poucos, fui percebendo algo importante: ela estava mais tranquila. Não completamente livre dos medos, eu sei. Isso não some de um dia para o outro. Mas havia uma leveza diferente nela. O jeito como sentava à beira da piscina com os pés dentro da água, conversando com a mãe. O cuidado tranquilo ao passar protetor solar nas meninas. O sorriso espontâneo quando Cristina espirrava água sem querer ou quando Luara batia palminha animada com qual

