capitulo 6 Murilo Ferreira

2623 Palavras
🔞 O PACTO DA CARNE E O IMPÉRIO DOS SENTIDOS ​ ​Melissa apertou meus braços com uma força que eu não esperava, as unhas bem feitas cravando no meu bíceps como se quisessem alcançar o osso. Os olhos dela, aqueles olhos que geralmente é o meu mar de calmaria, tavam brilhando com uma mistura perigosa de medo e desafio, uma eletricidade que fazia o ar ao redor estalar. Ela se inclinou, ignorando o fuzil atravessado entre nós, e encostou o rosto no meu pescoço, bem onde a veia latejava. A voz dela saiu como um sussurro cortante, carregado de uma verdade ácida que a gente tentava manter trancada a sete chaves num porão escuro da nossa consciência. ​— "O buraco é muito mais embaixo, Murilo... tu não tá entendendo a gravidade da situação." — Ela soltou, a respiração quente e ofegante batendo na minha pele, me arrepiando até a alma. — "Se esse homem sonhar que a advogada que ele tanto odeia, que ele tenta humilhar todo dia naquela corte, é a mulher do Murilo Ferreira... se ele descobrir que a 'Dona da Lei' dorme todo dia nos braços do 'Dono do Morro' e que o Fantasma, na verdade, é o pai dos meus filhos, ele não vai só tentar me cassar. O Cavalcanti vai usar cada vírgula, cada nota de rodapé daquela maldita Constituição pra me ver apodrecer numa cela. Ele vai querer me trancar num buraco de isolamento só pra ver você descer o morro desarmado, com as mãos pro alto, e se entregar pra me salvar. Ele quer o teu sacrifício, Murilo. Ele quer a tua queda através da minha dor." ​Senti o meu maxilar travar de um jeito que os dentes chegaram a ranger. O pensamento da Melissa a minha gordinha, a mulher que passou noites em claro estudando, a rainha absoluta daquela laje e da minha vida atrás de uma grade, cercada de verme e covardia por minha causa, fazia meu sangue virar gelo e fogo ao mesmo tempo. Era uma fúria cega, uma vontade de descer e apagar a luz daquela cidade inteira. ​— "Ele não vai saber de p***a nenhuma, Mel. Tira essa paranoia da cabeça." — Falei, segurando o queixo dela com uma força necessária, forçando ela a encarar o abismo que tava o meu olhar. — "A gente limpou o rastro, c*****o. No papel, na burocracia do Estado, tu é a Melissa Rocha, a advogada braba que veio da periferia e venceu por conta própria. Ninguém liga o teu sobrenome ao meu oficialmente. O Júlio tá longe, vivendo a vida dele, os moleques do bando são leais até o último suspiro, ninguém abre o bico. Pro mundo, pra esses engravatados, a gente é só cliente e advogada. E vai continuar exatamente assim, nem que eu tenha que costurar a boca de quem pensar diferente." ​Melissa deu um riso amargo, seco, balançando a cabeça com aquela sabedoria de quem conhece a maldade dos homens de toga melhor do que eu. ​— "O Cavalcanti não é um promotor comum, Murilo. Ele não é um desses b***a-suja que aceita arrego e fecha o olho. Ele é um caçador de alma. Ele não olha só o papel, ele olha o detalhe, a entrelinha. Ele me perguntou hoje, com aquele sorriso cínico de quem sabe mais do que diz, por que eu sempre ganho as causas impossíveis da Vila. Ele perguntou como uma advogada do meu porte, que ganha o que eu ganho, ainda mora no mesmo endereço de anos atrás. O desgraçado tá ligando os pontos, Murilo, e quando ele chegar no final do desenho... ele vai vir com o peso de uma retroescavadeira. Ele disse na minha cara, no meio do corredor do fórum: 'Dra. Rocha, eu sinto cheiro de crime de longe, e o seu perfume... o seu perfume tem notas nítidas de pólvora'." ​Eu puxei ela pra um abraço esmagador, daqueles de tirar o fôlego, sentindo o perfume dela que ela tanto defendia e que me deixava louco. O cheiro de mulher rica, misturado com o cheiro da nossa guerra. ​— "Pois deixa esse filho da p**a cheirar o quanto quiser. Se ele tentar te tocar, se ele ousar passar pela mente vazia dele a ideia de colocar uma algema que seja nesse teu pulso, ele vai descobrir que o perfume de pólvora não é só charme ou coincidência. É aviso de óbito. Eu derrubo essa cidade, Mel. Eu transformo o asfalto em brasa, explodo cada ponte que liga o morro ao asfalto, mas ninguém te tira de mim. Nem o Cavalcanti, nem o Estado, nem o próprio d***o se ele subir o morro pra te buscar." ​Ela relaxou o corpo no meu por um segundo, se entregando ao meu abraço, mas a tensão ainda tava ali, vibrando sob a pele dela como uma corda de piano esticada até o limite. ​— "A gente precisa de um plano, Murilo. Um plano de verdade, que não envolva só o fuzil e o sangue. A gente precisa jogar o jogo dele, ser mais suja que ele, antes que ele mude as regras e coloque a gente num xeque-mate que não tem volta." ​Olhei pro horizonte, onde o sol já ameaçava dar as caras, tingindo o céu de um laranja sangrento. A guerra jurídica tava batendo na porta, chutando o portão, e o Cavalcanti achava que tinha o controle total do tabuleiro. Ele só esqueceu de um detalhe fundamental: na Vila, quem manda na lei é ela, e quem manda na vida — e na morte — sou eu. ​— "Um plano, né? Pois eu já sei exatamente o que eu vou fazer com esse doutorzinho." — Falei, a voz baixinha, com aquele tom de quem já tava sentenciando o destino do promotor no tribunal das ruas. — "Se ele quer tanto cheirar pólvora, ele vai sentir o cano quente do meu ferro encostado na nuca pra aprender que com a minha mulher não se brinca nem de brincadeira. O plano tá aqui, Mel... tá desenhado na minha mente e vai ser executado pela mão do meu bando. Vou mostrar pra ele que fantasma não deixa rastro, mas deixa corpo." ​Ela me olhou nos olhos, as pupilas dilatadas, aquela mistura de t***o visceral e preocupação que só ela conseguia ter por um homem como eu. O perigo sempre foi o nosso maior afrodisíaco. ​— "O que tu vai fazer, Murilo? Pelo amor de Deus, não faz nenhuma loucura que eu não possa te tirar depois com um habeas corpus... não me obriga a defender o impossível." ​Eu não respondi com palavras. Dei um tapa estalado, sonoro, naquela b***a farta e deliciosa que eu conhecia centímetro por centímetro. Ela deu um pulinho, soltando um gemido curto de surpresa que virou um sorriso malicioso no pé da boca. ​— "Deixa comigo, gordinha. O Fantasma sabe como assombrar quem dorme demais no ponto. Agora chega de falar de fórum, de processo, de lei e desse promotor de merda. Eu quero é você. Quero a minha mulher. Vem aqui, minha gostosa..." ​A Melissa não precisou de um segundo convite, nem de contrato assinado. Ela era safadona por natureza, o fogo dela sempre casou com a minha fúria. Ela pulou no meu colo com uma agilidade de quem foi criada na correria, as pernas grossas, macias e poderosas prendendo a minha cintura como um torniquete, as mãos dela agarrando meu pescoço com força enquanto ela mordia meu lábio inferior até sentir o gosto de sangue. ​— "Tu é muito abusado, Murilo Ferreira... o homem mais perigoso e mais convencido dessa cidade." — Ela sussurrou, a voz já rouca de desejo, roçando a i********e dela no meu volume que já tava latejando, pedindo passagem, pronto pra explodir. ​Desci da laje com ela no colo, degrau por degrau, sem pressa nenhuma, sentindo o peso gostoso, as curvas abundantes do corpo dela balançando contra o meu peito tatuado. O bando já devia estar longe ou fingindo que não via nada, porque o silêncio no corredor do nosso andar era absoluto ninguém era louco de interromper o momento do patrão. Entrei no nosso quarto, chutei a porta com o pé e joguei ela naquela cama gigante, a mesma cama que já viu mais guerra de prazer e mais confissões de crime que o próprio morro. ​Liguei a luz fraca do abajur, só pra deixar o clima no veneno, e parei por um segundo na beira da cama, só admirando o espetáculo. Comecei a tirar a roupa dela devagar, mas a minha mão tava nervosa, o desejo tava transbordando. Cada peça de grife que caía no chão era um pedaço do meu paraíso que se revelava sob a luz âmbar. p**a que pariu, a Melissa tava cada dia mais gostosa, uma perdição de carne e curvas. Aquela pele clara, cheia de marcas de vida, de estrias que contavam a história dos nossos filhos, e os p****s fartos, pesados, que pareciam clamar pelas minhas mãos brutas. ​— "Olha pra você, Mel... olha o mulherão do c*****o que eu tenho em casa." — Falei, a voz saindo vulgar, do jeito que eu sabia que molhava ela toda. — "O Cavalcanti quer te ver presa numa cela imunda, mas o único lugar que tu vai ficar trancada, totalmente rendida, é aqui, comigo, debaixo de mim, sentindo quem manda nessa p***a toda." ​Ela se contorceu nos lençóis de seda, abrindo as pernas devagar e me chamando com aquele olhar sujo de quem queria ser possuída. Eu não perdi tempo. Avancei no meio das pernas dela, senti o cheiro doce, quente e visceral que me deixava completamente maluco. A calcinha de renda preta tava pedindo socorro, esticada no limite. Eu não tive paciência pra frescura de tirar com calma. Enfiei os dedos por baixo do elástico, senti que ela tava ensopada, um mel quente que escorria, e rasguei aquela p***a com uma mão só, ouvindo o som do tecido cedendo como se fosse o sinal de início da batalha. ​— "Isso, Murilo... faz o que tu quiser comigo, seu bandido desgraçado..." — Ela gemeu alto, jogando a cabeça pra trás, expondo o pescoço. ​Eu mergulhei. Enterrei meu rosto com vontade naquela b****a gordinha, lisinha e quente, sentindo o gosto dela, a língua trabalhando firme, rústica, direto no c******s enquanto ela enterrava as unhas nas minhas costas, me marcando como território dela. Eu chupava aquela b****a com uma fome de quem tava vagando no deserto há anos. Era o meu vício mais pesado. A Melissa gemia alto, o som ecoando pelo quarto, tremendo inteira como se tivesse levando um choque, travando as pernas na minha orelha enquanto eu não dava descanso nenhum pra ela. ​— "p**a que pariu, Mel... tu tá muito molhada, gordinha safada..." — Falei entre uma lambida e outra, sentindo o suco dela escorrer pelo meu queixo e se misturar com a minha barba. — "Tu é minha. Inteira. Só minha. O Estado não tem poder aqui dentro." ​Ela arqueou o corpo, o g**o batendo forte, as paredes da v****a pulsando contra o nada, e me puxou pelos cabelos pra cima com uma bruteza que me deu ainda mais t***o. ​— "Me come, Murilo! Agora! Me faz esquecer o nome do Cavalcanti, me faz esquecer a lei, me faz esquecer tudo! Só me rasga no meio!" ​Eu me levantei da cama por um segundo, o sangue fervendo tanto que eu sentia a têmpora pulsar como se fosse estourar. Joguei minha camisa em qualquer canto e abri o cinto com uma pressa cega, o metal batendo no chão com um estalo seco, dando o sinal definitivo de combate. Tirei a calça de uma vez e fiquei ali, de pé na frente dela, com o p*u latejando, esticado, uma tora de carne pulsando e pedindo guerra. Olhei pra Melissa, toda jogada na cama, os cabelos ruivos espalhados como fogo no travesseiro e a b****a ainda brilhando, aberta e convidativa, banhada com o meu mel. ​— "p**a que pariu, Mel... olha o que tu faz com o teu homem, olha o estado do teu bandido." — Rosnei, segurando meu próprio p*u com força, as veias saltadas como se fossem explodir de pressão. — "Vem cá, gordinha... mostra pro teu homem que tu não esqueceu o que eu mais gosto. Mostra o que tu sabe fazer com essa boca que ganha processo impossível lá no fórum. Quero ver se tu é boa de lábia aqui também." ​Ela não falou nada, só deu aquele sorriso de lado, o olhar mais sujo e pecaminoso que as vielas da Vila na madrugada mais densa. Ela se arrastou na cama, lenta, provocante, como uma leoa que sabe que a presa já tá dominada e só quer brincar antes de devorar. Se ajoelhou na minha frente, os p****s fartos balançando com o movimento e os m*****s endurecidos quase roçando na minha barriga. ​— "Vem cá, meu criminoso favorito... deixa eu cuidar dessa tensão pra você." — Ela sussurrou, a voz saindo lá das profundezas do útero. ​A Melissa não teve escrúpulo nenhum, e é por isso que eu amo essa mulher. Ela agarrou meu p*u com as duas mãos, sentindo o calor brutal da tora, e começou a lamber a cabeça devagar, me olhando fixo nos olhos, sem piscar, um desafio mudo. Depois, ela abocanhou tudo de uma vez, descendo até o talo, fazendo um vácuo tão forte que eu senti minha alma querer sair pelo c*****o. Eu enfiei as mãos naquele cabelo ruivo cheiroso e empurrei com força, ritmo de rua, sentindo ela engolir cada centimetro de mim, o som da saliva e da respiração pesada dela me deixando completamente fora de órbita. ​— "Isso, safada! Chupa como se a tua liberdade dependesse desse boquete!" — Eu xingava, a voz saindo estalada, pura vulgaridade de quem esqueceu que existia polícia, promotor ou lei lá fora. — "c*****o, Mel... tu tá melhor que nunca, p***a! Depois de dois filhos, tu virou uma perdição total, gordinha gostosa do c*****o! Quem tem uma fêmea dessas em casa não precisa de mais p***a nenhuma na vida, só de munição e sossego!" ​Ela parou por um segundo pra recuperar o ar, limpou o canto da boca com o polegar de um jeito que me deu um soco no estômago de tanto desejo, me deu uma piscada de quem manda na situação e voltou pro serviço. Usou a língua pra contornar a cabeça, explorando cada nervo, enquanto fazia uma massagem firme com as mãos na base. Eu tava quase no limite, as pernas tremendo, a visão ficando turva. ​— "Pára, Mel... pára agora se não eu vou gozar na tua garganta e tu vai ficar engasgada com o meu leite agora mesmo." — Falei, puxando ela pra cima com bruteza, colando nossos corpos suados. — "Eu não quero só isso. Eu quero é te rasgar no meio, p***a. Quero sentir esse aperto absurdo que só tu tem, essa pressão que me faz esquecer até meu nome." ​Joguei ela de quatro na cama, a b***a gigante, branca e macia apontada pro teto como um convite irrecusável pro inferno. Segurei firme nos quadris dela, sentindo a carne firme, e me posicionei na entrada daquele paraíso molhado. ​— "Agora o Cavalcanti vai ter que esperar sentado na cadeira de couro dele, porque a única sentença que vai ser executada agora é a minha, e eu não aceito recurso!" — Gritei, antes de enterrar tudo de uma vez só, sem dó, ouvindo o grito de prazer dela ecoar pelas paredes do quarto e se misturar com o som da madrugada da Vila.
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