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1687 Palavras

Giulia Narrando Voltei do plantão moída, a cabeça a milhão e aquela vontade de jogar o jaleco no lixo. Entrei em casa meio sem ar, e o Belote, óbvio, tava largado no sofá. Olhei pra cara dele, nem tive paciência pra explicar nada. Ele, percebendo minha cara de cu, levantou, abriu os braços e eu, do jeito que tava, já passei reto, indo pro quarto. Não queria papo, não queria agrado falso. — Ué, Giulia, cê nem me ligou pra eu te buscar. Que foi, amor? — ouvi a voz dele ecoando no corredor. Minha paciência tava zero. Bati a porta do quarto com força, larguei a bolsa em cima da cama. Respirava fundo pra não explodir no meio da sala. Ele entrou logo atrás, empurrando a porta de leve, como se fosse me encurralar. — Tá boladona com o quê agora, Giulia? — perguntou, olhando pra mim com aquela

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