MV Narrando O motor da minha moto roncava alto enquanto eu subia o morro do Salgueiro, com sangue nos olhos e o coração apertado. A raiva misturada com a mágoa queimava no meu peito como se tivessem jogado gasolina e acendido o fósforo. Não era só pelo fato de a Luna ter ficado com o meu tio, Kauã, ou Pivete, como a galera conhece ele. Era pelo jeito que ela contou, quase chorando, e pela bagunça que isso fez na minha cabeça. Parecia que tudo que a gente tinha construído nesses meses tava desmoronando. Parei a moto de qualquer jeito na frente do bar que ficava perto da entrada do complexo. Nem desliguei direito, já desci e fui direto pro balcão. O som do funk estourava no paredão, a galera na resenha, mas eu não tava com cabeça pra isso. — Me vê um uísque aí, caprichado. — falei pro

