Belote Narrando Cheguei no Salgueiro com o sangue fervendo, mano. Desci do carro na parte baixa, passei pela guarita onde uns moleques do MT tavam encostados, um deles me reconheceu de cara. Não é surpresa, né? Eu sou o Belote, frente do Alemão, todo mundo ligado. Fiz um aceno seco de cabeça e continuei subindo, sem dar papo. Minha missão era clara: ir atrás da Giulia. Cê acha que eu ia ficar no Alemão, chupando dedo, enquanto ela some e me larga daquele jeito? Negativo. Se o lugar dela é aqui, então vim cobrar meu espaço também. O caminho até a casa do MT não é pequeno. Ele mora lá no alto, no quase pico do morro, num casarão gigante de uns três andares. Toda vez que venho aqui, me espanto de novo com o tamanho do bagulho. Nunca entendi como esse coroa gosta desse luxo todo, mas cada um

