Parecia que aquela hora não passava nunca e eu fiquei sentada na cama olhando para a porta esperando o tal cliente aparecer. Intimamente eu rezava para que ele fosse um velho gagá fácil de enrolar e eu pudesse executar meu plano. Tentei ficar o mais apresentável possível com a roupa horrível que o cara tinha deixado ali. Era grande demais no meu corpo e eu tive que improvisar uma amarração para caber em mim. O perfume era forte e estava me deixando enjoada e eu não via a hora de tudo aquilo terminar e eu poder chorar sozinha. Minhas mãos tremiam e quando a porta finalmente se abriu eu respirei fundo e pedi a Deus que pelo menos naquela horta, ele esquecesse meus pecados e me ajudasse. O homem entrou meio desconfiado e eu respirei aliviada ao constatar que ele tinha pelo menos uns setenta

