**Capítulo 37** **Fabiene narrando** Eu entro na confeitaria, apressada e ofegante, com Miguel e Maria logo atrás de mim. O pânico é palpável, e o caos nas ruas parece estar se infiltrando em nosso refúgio. Rapidamente, começamos a trancar todas as janelas e portas. O som das balas e o barulho dos tiros ficam cada vez mais próximos, e minha mente está cheia de uma mistura de desespero e determinação para proteger meu filho. Enquanto tranco a porta, um tiro atravessa a janela, e o vidro estilhaçado voa pelo ar. Miguel, assustado, começa a chorar alto. Meu coração acelera ao vê-lo tão desesperado. — Mamãe! — ele grita, sua voz cheia de medo. — Calma, meu amor — eu digo, correndo até ele e o pegando no colo. A sensação de ter meu filho em meus braços é uma mistura de alívio e terror. O c

