LUXÚRIA: apego aos prazeres carnais, sensuais; lascívia.
"Continue. Me chame de sexy. Todo mundo faz." Jimin - O inebriante
É a luxúria, nascida dentre a paixão, que se transforma em ira quando insatisfeita. A luxúria é insaciável, e é um grande demônio. Conheça-a como o inimigo.
– Não tenho um prazer carnaval a ser revelado, se alguém tem que beber a poção do amor, precisa ser um dos mais velhos. — Dito isso Seokjin afastou-se dos caldeirões, a fim de evitar que o cheiro o atraisse, a ação não passou despercebida por Jimin, que sorriu travesso.
– Taehyung é o mais velho mas n**a-se em absoluto a ajudar. Resta então, eu, Hoseok e Yoongi. — Namjoon tocou nas rosas no pulso, os olhos vagos, em buscas de lembranças tão antigas quanto o tempo.
– Hoseok veio depois do Taehyung. — Afirmou Jungkook. – Ele es a vida. Namjoon por consequência durante a criação do paraíso, Yoongi apenas depois que Eva comeu o fruto e jogou o pecado na terra. – O peito de Taehyung cresceu em orgulho, olhos vermelhos faiscando em satisfação.
– Quem seras o escolhido então? - Taehyung serviu em uma taça improvisada uma dose generosa da porção que ainda borbulhava, ofereceu a Yoongi que mostrou uma faca com um sorriso sugestivo: "ofereça a mim e sinta o aço da minha lâmina" seus olhos diziam. Hoseok aceitou prendendo o lábio inferior entre os dentes, deixando uma marca vermelha de mordida quando separou os lábios o suficiente pra engolir a poção.
No momento seguinte nada aconteceu, e Hoseok sorriu, indiferente. Seus olhos mudou para um vinho inteso. – Não achei que a poção funcionária comigo, de fato. — Mais seu dedo mindinho deslizou pelo braço mais próximo, e Yoongi se retesou ao sentir Hoseok tentar segurar sua mão.
– Oh, pelos anjos da morte, não serei eu Hoseok, não serei! — Sua faca era agora uma espada de lâmina fina e reluzente, nomes e símbolos gravados. Apontada diretamente entre os olhos de Hoseok. – Ficarás longe de mim Hoseok.
– Sei de sua imperícia com relacionamentos Yoongi doce-amargo — Hoseok inclinou a cabeça olhando Yoongi com os olhos vinhos, perdidos de paixão e luxúria. Indiferente as infinitas ameaças de seu oposto. – Mais sugiro que me dê uma chance, quem além de mim combina com você?
Hoseok estava literalmente flertando com a morte.
– Vou ignorar sua falta de decoro, a porção fala por você. — Yoongi baixou a cabeça para devolver a espada a cintura. – Ache a porta para o reino da luxúria.
– Não preciso de porção pra saber meus próprios sentimentos — As palavras de Hoseok eram duras embora seu rosto brilhasse em êxtase. – Você me deixa curioso Yoongi: O que passa na sua cabeça? Qual a sensação da sua pele? Seus lábios seriam gelados como gelo ou quentes como uma fornalha? Você é capaz de sentir prazer?
Incredualidade brilhou nos olhos escuros de Yoongi, Jimin podia ver sua mente trabalhando na possibilidade de Hoseok não estar falando por si mesmo, embora uma porção não fosse capaz de obrigar alguém com tal poder a nada, o provável era que a poção arrancasse as amarras e Hoseok estivesse sendo sincero querendo ou não, isso sim a poção poderia fazer.
– É claro que se sente curioso, sou exatamente seu oposto, mato o que você manteve vivo, somos lados diferentes da mesma moeda.
– Lados diferentes, mesmo material. — Retrucou Hoseok. – Teme o que nossa aproximação causará?
– Eu não temo nada. — Os dedos de Yoongi correram pelo cabo da espada, mais ele não a empunhou. – Talvez devesse considerar a possibilidade de que eu não sinto nada por você.
Segurando um sorriso e com olhos dóceis, Hoseok sussurrou descaradamente: – Manterei distância. — Uma mentira, mais Yoongi aceitou dando de ombros. Hoseok deu as costas a ele e Jimin seguindo seu olhar, suspirou audivelmente.
Anteriormente não havia o arco que estava a seis metros deles agora, com os dizeres em letras tortas "VALE DOS VENTOS" uma fragrância intoxicante voou com o vento até eles, Jimin jogou de lado os fios loiros. Hoseok liderou o caminho, assim que o arco foi deixado para trás o cenário mudou; furacões e ventanias jogava as almas a quilômetros de distância, tamanha força arrancava a pele de seus corpos, os deixando em carne viva, depois ossos e novamente pele para que pudessem ser novamente arrancada. As ventanias representavam o vício da carne, que assim como o vento, os levavam de encontro ao pecado.
Além deles, apenas um homem era indiferente ao caos, o vento desviava dele como se tivesse vida própria. Ele virou-se com um sorriso cheio de dentes, como se esperasse por eles a séculos. Com dois metros de altura e pernas longas, ele fechou a distância em segundos, olhos azuis irradiando sexo, cabelos curtos loiros. Príncipe da Luxúria e Rei do Segundo Círculo.
Jimin não se deixou enganar, Asmodeus era como um inucubos, assumindo uma forma bela e extremamente atraente, seduzindo e levado os tolos a cometer pecados da carne.
Ele girou como se estivesse em um ensaio, os olhos fixos em Taehyung. – Gostou? Gostou sim. Assumir essa forma apenas para você, muitos morreriam por esse rostinho e corpo. — Era um jogo de perguntas e respostas de Asmodeus com Asmodeus, a voz baixa, um ar de mistério.
Taehyung o olhou lentamente, ergueu uma sobrancelha perfeita: – Nam, olhos azuis ganham muito mais charme com cabelos pretos, não gaste seu tempo, estou de passagem.
– Um dia homem perverso, cansarei de tentar seduzi-lo, sua indiferença me faz pensar que não sou bom o suficiente.
– Oh, certo, acredito nisso. — Taehyung riu gostosamente, arrancando um olhar derretido de Asmodeus, Jimin sentiu um frio na espinha, uma sensação nova. – Hoseok tomou sua poção, entramos, agora desejo sair.
– Tudo que meu rei desejar. Mas, temo que terei que decepciona-lo. — Asmodeus fingiu uma tristeza que durou três segundos, suas palmas ecoaram alto embora o vento assoviasse perigosamente, um sofá de veludo vermelho surgiu defronte a uma mesa com champanhe. – Setamos e bebemos enquanto eu explico.
Jimin sentou-se o mais longe que se era possível de Asmodeus, Jungkook ao seu lado, os dedos finos correndo pelos bolsos da túnica. – Nós temos pressa Asmodeus, ou melhor, Paris, é seu novo nome, certo? — Yoongi serviu-se do champanhe, os olhos vinhos de Hoseok obcecados em cada movimento gracioso da Morte.
– Sim, sim, mais ninguém aqui se lembra disso, acredita? — Asmodeus apontou o polegar na direção das almas que estavam demasiadas ocupadas sendo torturadas para lembra-se de qualquer coisa. – Eu não sei porquê. Mais o que me deixa sedento é Minos, o rei maldito insiste em chama-me pelo meu nome mais antigo.
Jimin procurou com os olhos pelo rei Minos que vivia com Asmodeus no Vale dos Ventos, Minos ouve as confissões dos mortos e decide se eles meressem uma condenação mais misericordiosa—isto é: purgatório, mais frequentemente as punições se tornavam piores; submundo, dominado por Hades, que se localizava ao lado do inferno. Dois demônios em um único reino causava desordem, mais Taehyung se deliciava com o caos.
– Paris, perdoe minha intromissão, mais estamos com pressa, poderia, por favor, nos ajudar? — Asmodeus saltou do sofá ao som da voz de Jungkook, fúria gélida moldando seu rosto, revelando sua verdadeira natureza. No entanto ele voltou ao normal tão rápido quanto, e sorriu perigosamente.
– Um anj...sim. Luxúria é mente sobre a matéria, a luxúria despreza limites, uma pessoa é capaz de tudo pelo desejo, é disse que me alimento, dessa paixão que leva a fúria, que leva a soberba, posso não estar no primeiro círculo, mas sou o pecado que leva a outros pecados. E seria um erro dar uma passagem sem cobrar um preço. Para passarem preciso de um segredo pecaminoso, um desejo lascivo escondido na alma. De cada um. — Sua voz soou baixa, erótica. – E aquele que atraiu a luxúria passará por um teste.
Jimin tinha a nítida impressão que Taehyung poderia mudar aquilo, mais não faria, seu olhar queimava como uma forja. Raiva ou desejo, impossível determinar. Ainda assim ele olhou o padrinho: – Se ordenar a Asmodeus, ele obedecerá.
– Eu ajudei muito mais do que pretendia Jimin, responda uma pergunta e nada mais.
– Ele quer saber um desejo, um pecado Taehyung! — Os olhos do inferme brilhou, ouro derretido. – Jungkook é um anjo, como poderia responder isso?
– Estas defendendo um anjo? — A fúria do demônio atingiu Jimin como adagas, ele sufocou uma birra.
– Certamente que estou, se depender dos pecados dele, jamais sairemos deste lugar.
– O quê tem de lindo tem de mimado, ousado e teimoso. — A voz do tinhoso soou estranhamente gentil. – Asmodeus, que pecado Jungkook poderia oferecer?
– Não sou nem de longe poderoso como vocês, mais se existir luxúria em qualquer criatura, eu sentirei, é meu dom. Esse anjo tem luxúria, todos eles têm. — Seus olhos azuis brilhavam, ansiosos. – Eu me alimento da luxúria, um pecado de cada um de vocês e não sentirei fome por sete décadas.
– Que assim seja — O sorriso de Hoseok era como o sol nascente. – Senti cheiro de pergaminho velho na poção, e verbena...verbena é o cheiro verdadeiro do Yoongi, aroma semelhante ao de um limão doce, porém mais refinado. Tem efeito relaxante, revigorante e revitalizante sobre as emoções.
Um olhar sombrio dominou as feições de Yoongi, enquanto isso Asmodeus estremecia em êxtase, sentindo a verdade nas palavras ele aguardou em silêncio.
– Eu desejo loucamente encontrar um homem rico, e muito, muito bonito. — Confessou Seokjin, rindo de um Hoseok livre de barreiras graças a poção do amor. Incentivados por Seokjin, as confissões saíram uma após a outra; Natureza, Demônio, Morte, Anjo e Inferme.
– Meu desejo é soltar a floresta sobre os humanos, permitindo que ela devore suas carnes e matem sua sede se banhando em sangue mortal.
– Meu desejo lascivo é tomar o submundo de Hades, governar tanto o inferno quanto o submundo. O crânio de Hades irá para minha coleção.
– Tolos, é o que são. — Yoongi engoliu o resto na taça e a jogou no chão a três metros deles, fazendo pedaços de vidro voarem em todas as direções. – Desejo matar Hoseok e guardar seu crânio em uma coleção que começarei, inpirada na coleção de Taehyung.
– Eu não deveria, mas desejo que não mais nos odiamos, desejo um mundo melhor e quem sabe, se não for punido apenas por pensar, eu gostaria de férias do céu, que eu aproveitaria conhecendo sentimentos, tristeza, alegria... — Sua aura ficou púrpura como se estivesse corando e ele não prosseguiu.
– Eu gostaria de dançar Light On da Maggie Rogers pelado por aí, me sentir livre pela primeira vez. — O sorriso nos lábios de Jimin eram sonhadores.
Asmodeus agora estava rígido, raiva pulsante deformado seu rosto belo, chifres bifurcados saltando dos cabelos sedosos, os azuis de seus olhos tornaram-se vermelhos com íris duplas e pousaram em Jimin, sua cabeça inclinada, ele galgou até Jimin, seus rostos agora uma respiração de distância. – Faz duzentos anos que não o vejo, o filho do Conde Dracula. Você se tornou a critura que eu temo pequeno Jimin, se tornou sim, tão belo quanto o horizonte.
Com a garganta rascante Jimin afastou-se de luxúria. – Eu não sabia que Taehyung contou a vocês quem é meu pai.
O sorriso de Asmodeus era triunfante, o sorriso travesso de quem sabe de algo que ninguém mais sonha. – Falou de seu pai o conde, de sua mãe, a harpia, falou sim. Ela ainda vive, tem setecentos anos, belíssima, mais você ainda consegue ser mais. Quanto ao Conde... — Dessa vez os olhos de Asmodeus estavam em Taehyung, que sentado de pernas abertas no sofá, permanecia em um silêncio tástico. – ...ninguém sabe a que fim levou o Conde.
– Paris, continue a falar, e cortarei sua garganta e darei para Minos comer, ele vai gostar disso. — A ameaça de Taehyung foi o suficiente para que Asmodeus se afastasse de Jimin, seu rosto voltando a fúria que as confissões trouxeram, ele falou como se a conversa nunca tivesse se desviado:
– Mentiras! Muitos subestimam a luxúria, acham que é só desejo por sexo e mais sexo. Temem mais a ira, a ira é um problema? sim, certamente. Mais eu sou muito mais que isso porque a luxúria não tem limites, o desejo pode fazer as pessoas cometerem loucuras, e isso me dá muitos poderes. Um exemplo disso é que eu sei que a maioria mente, estão omitindo o que de fato desejam, eu poderia faze-los dizer a verdade ameaçando não os permitir passar? Poderia sim, os obrigando a dizer verdades que desejam esconder do outro. No entanto não vou pedir isso? Não vou. Eu posso ler a verdade e sei muito, e isto por ora me basta. Desejam sair, o primeiro passo é saber quem atraiu a luxúria.
Com um estalar de dedos de luxúria, Jimin, o pequeno inferme, soltou um gemido baixo, calor rastejando por suas veias como brasas, formigamento deslizando da cabeça a ponta dos pés, o cume duro pressionando contra a túnica angelical. Ele estava quente como fogo, caramba. – O que é isso? — Perguntou baixinho, ele se acomodou no sofá, se contorcendo levemente, pensamentos absurdos o dominando, muitas coisas das coisas sequer conhecia.
– Jimin, isto não surpreende, vi em seus olhos quando ainda era um baby do tamanho da minha mão, que você faria tudo pelo que deseja, não há limites para onde você pode chegar.
– Não é verdade. - Ofegou Jimin.
– Ele está com dor — Hoseok tocou Jimin na testa, que queimava como o inferno, os olhos dourados girando nas órbitas, os dentes brancos segurando os lábios rubis, os dedos dos pés afundando no sofá. – Está e******o, e assustado porque é a primeira vez e ele não sabe o que fazer.
– Ele pratica a castidade, o oposto da luxúria, mas precisa conter o desejo ou não superará a luxúria. — Belfegor dançava ao redor do sofá, controlando o vento forte que trazia as ondas de desejo que refletiam em Jimin, que gemia mais alto a cada segundo.
Ele sentia que morreria se não o tocassem, não tomassem seus lábios e atingissem todos os pontos de seu corpo. Mais havia outros sentimentos que em nada tinha a ver com desejo carnal; Asmodeus estava certo, Jimin faria tudo pelo que deseja, e ele quer Taehyung, parte de si quer Jungkook, e ele terá isso.
Punir. Possuir. Proteger.
Taehyung afastou-se do sofá bruscamente, evitando olhar para o rosto corado e olhos perdidos de Jimin. – Ele tá liberando os feromônios, se afastem dele!
– Ele está com dor Taehyung, faça Belfegor parar.
– Se ele me obrigar a isso Vida, ficarão presos aqui. — Belfegor ria alto.
– Você não tem poder para nós prender aqui. — Retrucou Hoseok obedecendo a ordem de Taehyung e mantendo distância de Jimin.
– Não, mais podem dizer o mesmo do humano? Não podem. — Os olhos de Belfegor soltaram das órbitas quando Namjoon moveu a mão direita e dela surgiu um pedaço de madeira de vinte cinco centímetros.
Seokjin sorriu embora o rosto estivesse pálido. – Isso é uma varinha Namjoon? Uma farinha mágica?
– De onde acha que surgiu a ideia das varinhas mágicas? — Namjoon a apontou para Belfegor. – Vai libertar Jimin e partimos daqui, os sete. — Sua aura era de um verde inteso, os olhos brilhando em chamas altas.
– Estão travando uma guerra comigo? - Belfegor fitou Taehyung. – Eu cair com você, e vai escolher esses novos amigos que escondem desejos de você, e que você esconde os seus, contou da maldição que o ronda desde que caiu? Sabia que ele é um maldito profeta? — Perguntou luxúria com as garras apontadas para Hoseok.
– Você é um profeta Hoseok? — Gritou Namjoon, os olhos no demônio que mantinha as íris duplas na varinha, cuja ponta brilhava com raios verdes.
– Um oráculo — Hoseok deu de ombros, os olhos em Jungkook, que por sua vez não desviava de Jimin, queria ajudar, mais não sabia como. – Na verdade eu sou o pai dos oráculos, a profecia que Jungkook leu no céu foi eu quem fez. O que achou que a vida fazia?
– Não responda minha pergunta com outra pergunta. Não achou importante compartilhar? Sequer nos contou o resto da profecia.
– Eu não trabalho mais com isso a muito tempo, são tantas profecias o tempo todo que fiz pequenos oráculos, cada um cuida de um lugar. E que diferença faz aquela profecia? Está quase completa!
– ...e se você travar uma guerra com Hades? — Perguntou Belfegor a Taehyung ignorando a todos e com olhos malvados na varinha. – Não é sensato não ter um dos senhores do seu lado, principalmente se Hades é o inimigo. A outra opção para evitar minha fúria é me dar o que quero, você.
– Isso não vai acontecer. Quando a guerra chegar, falo com você, liberte Jimin da luxúria imediatamente. — O rosto de Taehyung era frio como mármore, humor inalterável, mas ele não perdoava quem desobedecesse suas ordens, deu a Belfegor três segundos para agir, então surgiu diante do mesmo e com um movimento elegante, cortou fora a mão direita do demônio que rugiu.
O vento nos cabelos de Jimin reduziu a uma brisa, mais o desejo ainda o queimava de dentro para fora, os lábios sangrando tamanha a força das mordidas, uma tentativa desesperada para controlar uma dor muito maior, sua visão uma confusão de cores.
Todos os sentidos de Jimin estavam atentos, ele podia ouvir o sangue correndo nas veias de Seokjin, o cerne pulsante que vivia dentro de Hoseok e Taehyung, a massa de poder angelical que formava Jungkook. Jungkook, sim, Jimin podia sentir tão facilmente que o anjo estava preocupado, e com a mesma força não conseguia ler o que Taehyung sentia.
Deitado sozinho agora no sofá, em sua magnitude esplendorosa, Jimin exalava cheiro de bolo de anjo e sexo duro e magnífico. Com os olhos toldando Jimin sussurrou súplice: – Tae, doi tanto...e..e eu quero u-uma coisa tão estranha.
– Sim, mais você ficará bem. — O tom de voz de Taehyung era aveludado, a surpresa quase destraiu Namjoon, mais ele permaneceu com os mirantes em Belfegor.
– Você não pode me ajudar apenas um pouco...a dor me matará. — Sua voz resoou delicada, assustada.
– Se você ceder a luxúria perdemos a chance de avançar, aguenta firme.
Mais Jimin não parecia ouvir, com um gesto de mãos ele puxou Taehyung pra si, que caiu no sofá, a centímetros do inferme, o calor que irradiava de ambos ameaçou colocar em chamas o sofá, a garrafa de champanhe estalou, então explodiu em um show de espumas. As pernas curtas de Jimin enlacaram a cintura de Taehyung, seu pequeno corpo pressionando contra a rigidez do outro, seu cheiro atingindo um ponto que deixou os outros selos tontos.
Taehyung percebeu com um arrepiou que algo embaixo da túnica de Jimin estava úmido. – Faça algo Taehyung, qualquer coisa. — Pediu suplicante. Taehyung fez um sinal de garra no próprio peito, o repetiu na testa de Jimin e viu os olhos do mesmo se fecharem lentamente.
Saltando para trás, Taehyung gritou para Jungkook: – Pegue o Jimin, vou abrir a porta a força. — Seus olhos buscaram um espaço livre de almas, a uns dez metros um pedaço de terra vazia chamou atenção: seus olhos perderam qualquer sinal de vida, tornado-se tão vazios quantos os olhos de um corvo, um feixe de luz brilhou na sombras.
Seokjin suspirou em alívio, e Belfegor notou a porta com um rugido de estourar os tímpanos, ele saltou na direção de Namjoon, que defendeu o ataque com uma rajada poderosa saída da varinha. Belfegor deslizou para trás, garras no chão, dentes afiados, ele girou cambaleante ao redor de Natureza, que seguiu seus passos, totalmente imperturbável com a ameaça do demônio.
– O quê estão esperando? Passem pela porta! — A varinha de Namjoon desenhou círculos no ar, chamas azuis lamberam o demônio, a falsa e bonita pela derretendo, seu grito de dor estremeceu as paredes e as ventanias levaram as almas até que só terra ficou para trás.
Em sua verdadeira natureza Belfegor tinha cinco metros de altura, músculos estourando dos braços e pernas, chifres curvados e presas de sabre. A pele vermelha imperturbável com o fogo. De costas para porta e de frete para o demônio Namjoon andou lançando um feitiço após o outro, lampejos de luz azul, vermelha, verde, roxa e amarela clareando seu rosto, a força dos golpes desfazendo o penteado impecável, a capa rugindo com o vento.
Jungkook envolveu Jimin no braços, o segurando pelas pernas e ombros, os cabelos loiros caídos para trás. Jungkook abriu as asas agressivamente, e prorrompeu até as sombras, mais se deteve um segundo depois, azul safira passado por seus olhos. – O cheiro dele... é incrível. A poção do amor, tinha o mesmo cheiro.
–Resista. —Rugiu Taehyung, e o inferno concordou estremecendo.
Taehyung abriu a porta nas sombras para Seokjin, que passou correndo, logo depois Hoseok, Yoongi e Jungkook que carregava um Jimin dormindo pacificamente, o rosto corado e sereno. Girando a varinha no ar invocando um último feitiço, fogo santo, Namjoon o lançou em Belfegor, que queimou até desaparecer com gritos terríveis e maldições antigas. Com um movimento gracioso da capa que parecia asas de morcego Namjoon deixou o reino da luxúria com Taehyung e a porta fechou com um click.
– Não o matou, certamente o atrasou, quando voltar estará furioso. — Namjoon olhou Jungkook que se ajoelhou no chão com Jimin nos braços, o inferme acordava lentamente.
Seokjin arfava audivelmente, o peito subindo e descendo, as batidas do seu coração soando tão alto quanto sua respiração. – Não acredito que perdi anos da minha vida trabalhando gerenciando um hotel, poderia muito bem arriscar minha segurança com aventuras extremamente perigosas. Por um segundo achei que não sairia de lá.
– Achou que nós o abandonariamos? — Perguntou Namjoon. – Quão t**o você pode ser Seokjin, acabei de salva-lo, sorria e agradeça.
– Desculpa, você foi incrível Namjoon, tenho certeza que Dumbledore ficaria supreso com suas habilidades.
– Não foi nada. — Namjoon guardou a varinha. – Não sei quem é Dumbledore.
– Por Deus, você tem que ler Harry Potter, vai rir muito quando notar que você usa uma arma parecida.
– Jimin precisa de um minuto, está um tanto fraco — Taehyung pediu a Hoseok que fizesse para Jimin algo confortável. Jimin repousava em um sofá tão leve quanto nuvens. – Ele não devia esta tão cansado.
– Quando foi a última vez que se alimentou? O sangue de unicórnio ficou para trás intacto.
– Ele precisa se alimentar, imediatamente.
– Jimin pode beber o sangue de qualquer um de nós, podemos dar a ele. — Sugeriu Namjoon.
– A-acho que posso fazer isso — Disse-lhes Jungkook timidamente. – Eu ajudo, esse é meu propósito.
– Mais se isso deixar algum tipo de dívida, deve cobrar a mim. — Avisou Taehyung depois de um momento de silêncio. Jungkook pareceu ofendido.
– Não me insulte, por favor. — Ele olhou para Jimin, depois novamente pra Taehyung. – Não sei como fazer.
– Ofereça a ele a si mesmo, deixe que ele aceite se confia em você.
– Eu achei que a alimentação fosse veias fartas e presas, precisa de confiança? — Yoongi estava a alguns metros de distância, olhos atentos.
– Aceitaria beber de alguém que não confia? — Perguntou Hoseok.
No entanto Yoongi se destraiu com outra coisa: – O efeito da poção passou Hoseok?
– Porquê? — Hoseok abriu um sorriso de mil estrelas. – Teme que meu sentimentos por você mude?
– Esqueça, eu não perguntei nada. — Mais um sorriso brincou em seus olhos.
Jungkook guardou suas asas e lentamente sentou-se ao lado de Jimin, o envolveu pela cintura de modo que ficasse sentado, então sussurrou para ele: – Jimin, acorde, preciso de sua permissão para alimenta-lo.
Os lábios do pequeno ômega se abriram lentamente, mas nada saiu deles além de um leve arfar. Jungkook chegou mais perto, tocou-lhe os cabelos macios, os tirando do rosto sonolento, lembrando do caldeirão que exalava o mesmo cheiro doce de Jimin. Alguma coisa se apertou no peito de Jungkook, um sentimento até então nunca sentido, como se aquele Jimin em sono solto, passasse algo para Jungkook.
– Vois é tão pequeno, os anjos são maiores que vois, no entanto sinto que poderia dar a todos eles uns sacodes, ainda falam assim hoje em dia? — Jungkook sorriu, então virou o rosto e expôs o pescoço para Jimin. – Estou dando a ti meu sangue, minha força vital, toma-te.
No segundo que a pele quente de Jungkook entrou em contato com os lábios de Jimin, o inferme abriu os olhos tomados do dourado vivo, seus lábios se abriram revelando o par de presas afiadas como adagas; com um rosnado feroz Jimin os penetrou no pescoço de Jungkook, que estremeceu com a dor, mais imediatamente relaxou, suas asas se libertando e envolvendo ambos em um casulo angelical.
Uma lembrança vaga, Jimin já sentiu aquela sensação antes, duzentos anos atrás. O sangue de Jungkook era uma luz ofuscante, o gosto da bondade e ambrosia, tão doce, tão bom. Ele cravou as unhas no couro cabeludo de Jungkook aproveitando a delicadeza e avisando de forma silenciosa que Jungkook não tinha permissão para afasta-se de Jimin nem agora, nem nunca.
Possuir. Proteger.
Não estava satisfeito quando libertou o anjo, jamais estaria saciado daquele gosto. Jimin ficou de pé, sorrindo agradeceu a Jungkook que demorou a responder por estar atordoado, então agradeceu a Taehyung que quase retribuiu.
Meu. Jimin sabia que era dele aquele anjo-Proteger. Sabia que era dele aquele demônio - Possuir.
Hoseok sorriu, diria algo, mais seus olhos extraviaram, tornado-se verde neon, sua voz soou etérea e antiga: – O fim de tudo vem pelo amaldiçoado, uma luta pelos dois lados do mesmo homem.
Sete vidas, uma vida.
É do passado que vem o segredo.
É das mãos do querubim que o traidor encontra o último suspiro.
A natureza em fúria, o traidor mata, o último suspiro da esperança da raça.
– Ele acabou de citar a grande profecia, e é sobre nós.