No momento seguinte ao olhar de Taehyung, Jimin sentiu braços o envolverem e seu rosto ser pressionado contra um peito magro. Taehyung não o assou a fogo lento, ele o abraçou apertado, como se m*l pudesse acreditar que Jimin ainda estava vivo.
Paralisado de choque, Jimin não soube o que fazer por um segundo, até que ele ficasse na ponta dos pés e seus braços envolvessem o pescoço de Taehyung, um sorriso enorme brincando em seus lábios rubis.
Taehyung notou tarde o que estava fazendo e se afastou bruscamente, falando friamente: – Você tem muita coragem de aparecer agora, procurei por você por muitas horas, você é tão irresponsável, deixando todos preocupados!
Baixando o olhar Jimin sussurrou: – Eu sinto muito, não farei novamente.
– Porquê Jimin?
Jimin entendeu a pergunta de Taehyung, mais não sabia o que dizer, então continou a sussurrar: – Sinto muito. Eu fiquei bastante preocupado com o que Miguel faria. Acho que os quatro cavaleiros também estavam assustados e me mandou pra longe como forma de se auto-proteger.
– Faz ideia do que fez a si mesmo? Duzentos anos cuidado de você pra na primeira oportunidade você entregar sua segurança em uma bandeja de prata!
– Eu lamento.
Taehyung olhou pra Jimin, então começou a andar em círculos, sussurrando pra si mesmo, então se virou pra Hoseok. – Você deve entender de medicina mortal e imortal como ninguém, avalie o Jimin.
Hoseok parecia já estar pensando o mesmo, porque se aproximou imediatamente e tocou o pulso de Jimin e o avaliou cautelosamente. Os olhos, os cabelos, as mãos, as batidas do coração e a circulação sanguínea incomum.
A cada momento seu rosto parecia mais sério, por fim ele falou como um pedido de desculpas:
– Jimin tem a capacidade de absorver quaisquer criatura imortal, unindo esse poder a invasão das quatro calamidades...em resumo, o núcleo de Jimin se fundiu com os dos quatro cavaleiros e os quatro não existem mais, é só o Jimin carregando os poderes deles.
Taehyung caminhou loucamente em círculos e todos estavam pesarosos, como se fosse a sentença de morte de Jimin.
Hoseok continuou apressadamente: – Mais eu vou buscar por uma solução Jimin, não desistirei.
Jimin ficou de pé com o gato no colo: – Obrigado Hobi, mas eu já sabia disso, não perca tempo buscando uma solução. Uma vez que meu núcleo foi afetado de tal forma nem a morte resolverá.
Yoongi se aproximou alguns passos, olhando Jimin de cima a baixo: – Como você se sente? Seu humor mudou?
Jimin respondeu sinceramente: – Na verdade me sinto mais leve, menos preocupado, é um alívio.
Yoongi insistiu: – Tem certeza, não deseja a coxa de uma donzela no café da manhã?
Antes que Jimin pudesse fazer careta Taehyung perguntou: – Tá insinuado que meus filhos comem estas coisas no café da manhã?
– Não? Eles deixam a coxa para o almoço?
Antes que a terceira guerra mundial começasse, Seokjin interviu impaciente. – Ninguém por aqui mudou a dieta. Jimin, porque veio para cá ao invés de nossa casa ou sua Fortaleza?
– Não seria o primeiro lugar que Miguel procuraria?
– De fato ele esteve em ambos os lugares. Mas porque não entrou em contato com nenhum de nós?
– Porque Taehyung estaria bravo e Jungkook tem motivos pra me entregar a Miguel.
Jungkook pareceu supreso ao ser mencionado de repente e deixou os coelhos para se juntar a conversa. – Entregar você seria o correto, mais somos amigos agora, eu não faria isso.
Os olhos de Jimin brilharam: – Você tem razão, somos amigos agora. Eu consigo imaginar uma casa aqui...
Jungkook pareceu confuso assim como todos os outros. Jimin suspirou sonhador:
– Esse lugar é perfeito, nós podemos ficar aqui, construir uma casa longe do mundo a até mesmo longe dos olhos de outros seres. Com a casa pronta fazemos uma barreira mágica tão poderosa quanto o pacto das sete cordas.
Namjoon parecia intrigado, sua mão sobre os lábios enquanto uma borboleta azul pousava em seus cabelos, batendo as asas graciosamente, como se exibisse seus movimentos majestosos. – Moramos juntos nas divisões dos mundos, sequer precisamos de barreira mágica, faz diferença aqui ou lá?
Seokjin respondeu antes de Jimin, empolgado: – Há controvérsias. Você mesmo fez este lugar longe dos olhos de todos, difícil de encontrar a localização, se temos que morar juntos porque não em um lugar como esse? A vista é a mais linda.
Hoseok complementou: – A casa nas divisões dos mundos parecesse viva, obedecendo a Darius.
Namjoon concordou amargamente: – Você tem um ponto humano. — Yoongi deu de ombros desinteressado, para ele não fazia diferença se seria obrigado a morar com eles aqui ou em qualquer outro lugar. Jungkook mostrou sua empolgação de forma polida, Hoseok, por sua vez, sorriu e gritou alegremente. – Se separem e ergam as mãos, vamos construir nossa casa por nós mesmos!
De fato os sete se espalharam, Namjoon afastou dezenas de árvores, deixando um campo aberta bem no meio da floresta Neideg. Os animais furigam assustados ao sentirem a terra tremer: o chão se abriu como se pronto a engolir tudo a sua volta, mais saiu de dentro dele uma construção alta de madeira, mármore n***o, jade, mármore branco e paredes em vidro com sete torres cortando o céus, majestosa e sombria.
Trezentos comodos ao todo. Os primeiros eram escadas de madeira e mármore, sala em vermelho sangue e dourado e cozinha, nos andares acima dez corredores com dez quartos cada, biblioteca e salas vazias. As sete torres eram comodos a parte, e cada um tomou uma para si, marcando seu território.
Da torre mais alta os cabelos loiros prateados de Jimin dançavam com o vento, o sol do fim de tarde refletindo em seu rosto o dando uma visão irreal. Sorrindo Jimin tirou do bolso a pedra, encontrou um móvel que a deixasse exposta ao sol da manhã e ali a deixou, como um detalhe bonito para o quarto.
Hoseok mais uma vez se ofereceu a buscar o que eles deixaram para trás enquanto Jungkook escrevia um pergaminho a Darius explicando a mudança de localização, já que ninguém parecia ter essa intenção. Hoseok trouxe consigo a sete estátuas de mármore e encontrou uma sala onde as mesmas poderiam ser exibidas como uma exposição de arte. Darius respondeu ao pergaminho com felicitações e não perguntou os motivos da mudança. A mudança de localização não era proibida e no fim das contas os sete estavam juntos como devia ser.
Deitado em sua cama acariciando o gato prateado que o adotará, Jimin não saiu de sua torre nem quando a noite chegou. Nada podia atrapalhar os milhares de pontos brilhantes no céu e as árvores coloridas sacudiam como se estivessem em uma dança, os animais correndo felizes ou acordando pra sua vida noturna ou indo dormir, o lugar perfeito para se viver era bem ali.
Mais não só por causa da beleza extrema, mais também porque longe de pessoas comuns as chances de Jimin perder o controle dos quatro cavaleiros era menor. E mesmo que ele perdesse o controle afinal, os seis poderiam subjuga-lo sem correr riscos. E também porque finalmente Jimin sentia que não tinha vários olhos no céu e inferno o seguindo.
Embora estivesse em paz, Jimin não dormiu naquela noite.
Começou à meia noite, vozes de todos os tipos o chamando, algumas pareciam orações, outras agradecimentos e várias delas pedidos: "Meste dos feiticeiros, guie meu caminho da magia para o sucesso" "Senhor dos bruxos, proteja-me" havia até pedidos mais extremos como: "Meu bom mestre, eu não desejo nenhum m*l a meu inimigo, só que ele morra."
Apavorado Jimin bloqueou tais pedidos mais continou a ouvir as orações. Muitos deles são de muitos dias atrás, mais o inferno os bloqueva. Um pedido em especial não deixou Jimin descansar por um minuto, ele foi repetido e repetido sem parar: "Na cidade sem luz uma criatura maligna que tem se alimentado de todos que se aproximam. Mais sua preferência é por seres não humanos." "Há uma cidade que precisa de você mestre, soube que salvou a bruxas de Salem, pode fazer isto desta vez?" "Grande meste supreso, venha para a cidade sem luz e nos ajude."
Quando o sol da manhã refletiu na pedra e o brilho da mesma iluminou o quarto, Jimin se vestiu em roupas confortáveis que não fosse uma túnica e desceu para o andar principal com seu gato. Era cedo da manhã mas Seokjin já fazia um café da manhã, e serviu a Jimin uma xícara depois de um 'bom dia' preguiçoso.
Enquanto adocava o líquido preto que ele jurou não mais beber ele se destraiu ponderando se devia compartilhar as vozes da noite passada, Seokjin saiu e ele sequer notará. Jimin não sabia se devia responder aos pedidos, afinal não era um santo ou um deus, então atende-los não parecia certo. Todavia, ainda eram pedidos de ajuda. No fim ele sussurrou pra cozinha vazia: "Venham até aqui, quero dizer algo."
Não houve resposta mais um a um eles foram surgindo como se sempre estivessem ali. Seokjin veio por último e bombardeou como sempre fazia: – Antes um pergaminho precisava queimar na minha cara, agora ouço vocês a distância como se falasse no meu ouvido. Duas horas de morto valeu a pena. Porque você não disse antes Jimin, o que aconteceu?
– Passei a noite ouvindo pedidos. O quê é a cidade sem luz?
Namjoon respondeu: – É exatamente o que o nome diz. Está deserta depois que os moradores foram massacrados brutalmente, o autor é desconhecido e agora todo tipo de criatura habita lá.
– Pelo que entendi no meio da bagunça de vozes, há uma criatura lá se alimentando de seres não humanos.
– Não é incomum Jimin, criaturas malignas também vivem lá. Sem falar dos espíritos dos moradores, ainda é possível ouvir gritos até hoje.
– Mais se isso é normal então o pedido de ajuda só mostra a seriedade da situação, eles não rezariam por algo que acontece sempre.
Namjoon acenou com a mão, descartando o assunto:– Deixe que os feiticeiros ou qualquer outro cuide disso, se fosse algo perigoso os clãs interviriam.
Taehyung, no entanto, sorriu:– Eu não contaria com isso, em casos assim sem qualquer recompensa, os clãs de vampiros ignoram, e se não afetar os lobos as matilhas ignoram, em resumo, eles fingem que não vê a não ser que seja para benefício próprio.
Jimin acariciava destraidamente o gato: – Não quero ser como eles, quero ajudar se puder. Mais não quero ir sozinho sem ter experiência e conhecer o lugar.
Namjoon suspirou: — Hoseok, Seokjin ele ouve vocês, digam que se ele não é um deus ou um santo ele não tem que atender a pedidos.
Seokjin sentou-se diante de Jimin, mais foi olhando pra Namjoon que ele falou: – Eu também m*l dormi ouvindo pedidos, tem bruxas, feiticeiros e vampiros rezando por mim, um humano. Jimin tem razão, se podemos ajudar, porque não fazer?
Hoseok complementou, como fez mais cedo: – Eu também estou sobrecarregado de pedidos desde que Darius espalhou sobre nós, eu ouvia até no inferno que é bloqueado para maioria de vocês.
Namjoon suspirou. Taehyung ponderou por um longo momento, mais por fim disse: – O quê sabemos sobre o lugar?
Namjoon explicou: – Humanos tem mais chances de sobreviver lá se não encontrar os fantasmas ressentidos e mesmo durante o dia a luz do sol não penetra na escuridão. Eu passei um tempo pensando nela e concluir que talvez uma luz de dentro para fora tenha mais poder que de fora para dentro.
– Então nos aproximamos com disfarce humano até ter uma ideia da situação. Vou abrir um portal.
Hoseok disfarçou suas energias para a mais humana possível e com um carro comum eles abriram uma f***a para cortar toda distância que teriam que percorrer. A cidade sem luz fazia jus ao nome: não havia nenhum traço de luz em qualquer lugar, e o tempo ali parecia parado. Se não fosse a audição e visão impecável dos seis, eles nunca poderiam se orientar aqui, nem mesmo o farol do carro era de muita ajuda.
No entanto, Seokjin que estava no volante, dirigiu devagar, simulando um humano perdido, eles não sabiam o nível de inteligência da criatura que procuravam então por ora, precisavam ser cautelosos. Por vários quilômetros árvores altas com matas fechadas estava por toda parte. Por fim as casas em situação de abandono mais em ótimo estado de conservação pelo tempo, surgiu finalmente.
Yoongi não estava com eles, já que tivera que levar mortos, mais ele garantiu que viria ao encontro deles assim que pudesse.
Namjoon perguntou a Hoseok: – Quantos vivos você sente?
– No mínimo quinhentos, mas os mortos eu não sei, não é minha especialidade. Só uma das crituras me preocupa, sua raiva e poderosa...ele sabe que estamos aqui, está chegando perto.
– Podemos resolver isso num segundo.
Hoseok, no entanto, se opôs. – É justamente por isso que devíamos deixar para Jimin e Seokjin, para ganhar experiência.
Sorrindo Jimin se inclinou para beijar o rosto de Hoseok, depois se voltou para Jin: – Abra o teto do carro.
Taehyung estava com os olhos sombrios – Jimin, você tem certeza? — Sorrindo para tranquilizar o anjo renegado, Jimin ficou de pé no carro.
Eles estavam adentrando a cidade naquele momento, uma carroça virada precisou ser tirada do caminho por Jimin. A energia maligna na cidade não era tão pesada, as árvores pareciam saudáveis e ervas e flores consumiam a carroça e as paredes do que um dia foi uma casa, pusada e bar.
Jimin perguntou hesitante: – Devo me preparar Hoseok?
– Talvez, ele esta inseguro, acho que o carro o assusta...Jimin!
Outra palavra não precisou ser dita, naquele momento Jimin sentiu um vento raivoso em seus cabelos e se virou muito lentamente. A criatura não era feia e monstruoso como Jimin imaginara, ao invés disso ele era uma árvore muito semelhante a um homem, ou um homem com pele cor de troco de árvores e cabelos de folhas. Seu rosto eram dois traços para os olhos e um para boca, sem nariz.
Seus braços como galhos se esticaram e bateram em Jimin com força, o jogando longe por muitos metros. Seu corpo bateu contra uma parede e ele a atravessou, caindo em uma cama de lençóis esfarrapados, o cheiro de mofo abafando o ar e poeira em camadas cobriam cada canto do comodo.
Sem se alterar Jimin se arrastou para fora, seus olhos buscando algo que pudesse ser usado como arma. Ao ver um pedaço de madeira velha ainda com um prego enferrujado na ponta, ele o transformou em um bastão, o girando nas mãos. Ele gritou para a árvore louca: – Você é ressentido cara!
Vendo que Jimin estava inteiro a árvore viva ginchou horrivelmente, ele na verdade tinha dentes afiados como espinhos, e se jogou para Jimin como uma bala. Jimin se inclinou e segurou o bastão, com um arremesso ele o bateu contra a criatura que voou sobre as casas e caiu com um BAC dentro da floresta.
Jimin gritou na direção do carro: — Namjoon, tenho a leve impressão que isso tem a ver com você!
De dentro do carro, a voz de Namjoon saiu abafada: – Ele é um Elemental, espírito das árvores, mais era um pouco violento como você pode ver, então eu o expulsei e tirei um pouco de seu poder. Nunca imaginei que ele estaria aqui roubando os poderes de outros. Provavelmente quer se vingar de mim, mais quando o assunto é vingança, ninguém é melhor que a natureza.
Com sua personalidade correta e polida, Namjoon não aceitava nada que fugisse do que era correto, então era compreensível sua falta de empatia com um espírito tão violento e instável. Talvez por causa da camuflagem de Hoseok ou por não conhecer Namjoon pelo nome de Namjoon, o Elemental não notou que era seu criador dentro do carro, no entanto ele reconheu a voz e saiu da floresta trotando em fúria. Ele deu uma volta na carro, parecendo testar se era uma ameaça e ao notar que não era ele se afastou para ganhar impulso e se jogou contra o carro de cabeça. Um único golpe e a porta do carro amassou enquanto o mesmo virava.
Alguém no carro fez a árvore sair voando e bater contra outra árvore, enquanto isso Taehyung saiu para fora intacto e comentou casualmente olhando pra Jimin: – Você precisa de uma arma, vou pedir que meus ferreiros forjem uma pra você.
Jimin protestou: – Aqueles que trabalham com as mãos nuas no fogo? Não, obrigada!
Taehyung tinha a voz displicente: – É o castigo deles Jimin, eles estão lá porque merece.
Jimin perguntou: – Até o senhor H?
Taehyung levantou a sobrancelha esquerda: – Senhor H?
Jimin notou de canto de olho um vulto passar, seguido de uma gargalhada de uma criança e um grito doloroso, mais o ignorou: – O velho com olhos jovem que conta histórias de sua vida.
O rosto de Taehyung ficou sombrio, entrementes o Elemental persistentemente se recuperou e se jogou contra Taehyung, que se virou calmamente e com um soco poderoso afundou o Elemental no chão. Taehyung parecia furioso, mais sua ira não era direcionada a Jimin nem a árvore, e Jimin não pôde perguntar a quem era.
Enquanto a árvore se arrastava para fora da cratera que seu próprio corpo fez, Seokjin se arrastou para fora do carro. Por estar ao lado da porta, um lado do seu rosto estava cortado com pedacos irregulares de vidro, seu braço torcido em um ângulo estranho. Ele os tirou como se fosse meros galhos de árvore, acostumado a curas como essa, embora fosse mais rápida agora, enquanto olhava Namjoon que saiu ajudando Jungkook. Hoseok não estava em nenhuma lugar a vista.
Seokjin questionou enquanto colocava o osso do braço direito de volta no lugar com um estalo: – Como matamos ele Namjoon?
– Corte com machado, ou aquele serra que você mesmo fala. Ou fogo, é cem por cento de garantia.
Jimin estava procurando por madeira para acender uma fogueira, quando o Elemental se aproximou silenciosamente, envolveu suas raízes no tornozelo do mesmo e se mandou para o céu, gargalhado vitorioso.
Enquanto se debatia de cabeça para baixo pra se libertar Jimin não pôde deixar de admirar sua determinação. Mesmo com as chances quase nulas de ganhar, o Elemental ainda tentava incansavelmente. Mais saber aceitar a derrota ainda era uma forma de vitória.
Jimin parou de lutar contra o aperto para pensar. Ele precisava ter sucesso em seu primeiro trabalho sem contar com a ajuda dos demais, e nenhum deles tinha intenção de ajudar de qualquer forma, portanto ele precisava resolver isso.
Após um momento silencioso em que eles subiam cada vez mais alto, Jimin percebeu que nada podia ser feito. Com seu corpo balançando era muito difícil fazer uma mira, e o escuro não ajudava. Jimin já perdia as esperanças quando um brilho amarelo cortou a escuridão anormal. Alguém acenava alegremente lá de baixo.
Em seu sumiço Hoseok já tinha pensado a frente e acendeu um fogo mágica de quase três metro. Jimin encontrou a solução.
O Elemental notou que ele parou de lutar e olhou para baixo confuso, nesse momento Jimin se jogou para cima e segurou seu tronco, afiando as unhas longas que ele ganhará desde a noite fatídica ele cortou o cabelo-folhas do Elemental, que o mesmo usava para voar e juntos eles perderam altitude.
Jimin pode ouvir gritos confusos, enquanto o Elemental lutava contra seu aperto. Hoseok notou que eles caiam muito para a esquerda e moveu o fogo na direção de ambos. Notando que as chamas estavam cada vez mais perto o Elemental lutou contra o aperto loucamente, gritando em fúria.
Jimin tomou uma decisão. Se ele o soltasse e ele conseguisse fugir, se camuflado entre as árvores seria difícil encontrá-lo sem ajuda de Namjoon. Enquanto Taehyung gritava furiosamente Jimin se agarrou ainda mais e caiu nas chamas.
Suas costas, braços e pernas esquentaram agradavelmente, enquanto diante dos seus olhos o espírito queimava até se tornar um pequeno troco queimado. Por um momento apenas o crepitar das chamas era ouvido por ele, e o som pareceu muito famíliar.
Hoseok o tirou das chamas e Jimin pode ouvir a voz preocupada de Jungkook e os protestos furiosos para os céus de Taehyung. Como se ele culpasse o pai por tudo.
Jimin repetiu várias vezes que estava bem enquanto limpava a fuligem de seus cabelos e roupas. Yoongi apareceu nesse momento, e inocentemente perguntou: – Eu perdi alguma coisa?
Deixando o carro para trás os sete caminharam lado a lado, as chamas do fogo mágico ainda ardendo no meio da cidade. Jimin trocou um olhar significativo com Seokjin e um sorriso surgiu no rosto do humano. Ao atravessar a f***a Jimin contemplou a construção no meio da floresta nefasta, seu coração satisfeito.
Se arrastando até seu quarto Jimin tirou a camisa queimada a jogando na cama, nesse momento seus olhos caíram na pedra azul, tão linda e solitária no quarto espaçoso. Ele atravessou o quarto e a tocou, transferindo todo o calor que absorveu ao cair nas chamas, como se isso fosse de fato aquece-lá.
Na manhã seguinte, Jimin sentou-se ao lado de Namjoon na sala, lendo em silêncio, até que alguém bateu na porta. Essa ação deixou todos alerta e imediatamente todos se reuniram na sala. A barreira mágica era tão poderosa que ninguém com exceção dos sete deveria atravessa-la sem permissão, no entanto, nesse momento alguém batia à porta.
Taehyung abriu a porta e trouxe para sala um homem de quarenta anos vestido em terno preto. Ele fez uma reverência respeitosa antes de se apresentar: – Perdoe a chegada sem aviso meus lordes, eu me chamo Sebastiam e estou aqui para preencher a vaga de mordomo.
– Não precisamos de um mordomo.
– Cabe a todos a escolha Tae.
– Odeio a democracia.