Inveja

3801 Palavras
– O que?! – E porque isso agora?! – Nós já estamos aqui! Os protestos surgiram de todos os lados. Yoongi havia parado antes deles voltarem as bigas e declarado com fervor que Seokjin, Jungkook e Jimin não deviam prosseguir, que desde o início ele havia discordado com a companhia dos três. Diante dos protestos Yoongi respondeu calmamente: – São claramente mais afetados pelo inferno. Taehyung discordou no início, não sei porque mudou de ideia. – Jimin nunca ficou na terra sem que eu estivesse atento a tudo. Mais desta vez, ocupado com os círculos do inferno eu não poderia ficar de olho nele, era melhor que ficasse comigo pois assim eu poderei protege-lo. – Taehyung, porque não conversamos sobre o Jimin não ser mais uma criança? — Assim que fechou a boca Seokjin notou pelos olhos de Taehyung que falou algo que não devia. – Acha que duzentos anos é experiência? Jimin abriu a boca pra discutir, mais logo notou que essa discussão não iria a lugar nenhum pelo simples fato de Taehyung ignorar tudo que o desagradava. Ele ouvia o que queria e apenas. Seokjin foi rápido em mudar de assunto, se voltando pra Yoongi ele perguntou: – Porque devo voltar mesmo que já tenha chegado tão longe? Só faltam três, logo o oitavo reino chegará. – Os círculos restantes são os piores, é de fato por isso que deve retornar. – Eu sobrevivi até aqui. — A resposta de Seokjin quase escapou como um grito furioso. – Facil dizer isso depois que ficou morto por duas horas no fundo do rio estige. – O quê?! — Seokjin negou com a cabeça. – Impossível, não fiquei vinte minutos lá! – O tempo é diferente aqui, você se afundou nas lembranças por muito tempo e não notou. O rio estige é extremamente poderoso. – Eu sou imortal, não posso ter morrido por duas horas inteiras. – Como eu disse, o rio estige é muito poderoso. — Houve uma pausa tensa em que Yoongi deslizou os dedos cobertos por luvas nos lábios rosados. – Assim que desapareceu com Astaroth seu nome apareceu na lista de pessoas que iam morrer Seokjin. – E você não pensou em me contar?! – Não, é claro que não primata. Você mesmo disse, é imortal e, a lista de morte pode ter visto que você estava em perigo no inferno e se antecipou. Com a energia maligna que há no inferno é difícil não estar morto. Seokjin levou os dedos ao centro da testa massageando levemente. Não era improvável que ele tenha de fato apagado no rio no momento que afundou, enquanto achava que voltou a superfície no mesmo instante, duas horas tinham se passado. Ele mudou a direção da conversa: – Fiquei duas horas lá Yoongi, você não fez nada nesse tempo todo? – Procuramos você por quase duas horas nesse lugar vicioso que parece um labirinto vivo. Sem uma direção nem Taehyung pôde encontra-lo. Seokjin não pôde evitar a surpresa, mais protestou mesmo assim. – Quase duas horas? Por que não as duas horas inteiras? – E você ainda não se ajoelhou pra agradecer porque? — Perguntou Namjoon, sua voz e olhar rude. Yoongi continuou pacientemente. – A alma dos mortos que não viram fantasmas vem até mim imediatamente após a morte ou sou puxando pra elas, algumas vezes se perdem em desespero, mais isso duro no máximo meia hora. Sua alma não veio pra mim mesmo depois de uma hora inteira. Se você estava morto, mas sua alma não despencou, só posso presumir que você voltaria a vida, em algum momento. Seokjin negou com a cabeça bagunçando os fios ruivos que lhes caiam pelo rosto belo. – Me chama de primata como um insulto, isso é uma brincadeira, e de m*l gosto. A resposta desta vez veio de Jungkook, pegando Seokjin como um tapa. Anjos não mentem. – Todos nós sentimos quando morreu Jin, a maldição das doze cordas avisou. Quando Yoongi concluiu que você voltaria só nos restava retornar ao lugar de onde saímos e esperar. E ninguém mencionou nada porque era de se esperar que você soubesse. Por um longo momento Seokjin não disse nada. Seus olhos corriam pelo chão como se a resposta fosse se materializar diante de seu olhos. Quando falou foi com determinação resoluta. – Eu estou aqui, sobrevivi no fim das contas e cheguei mais longe que qualquer um. Sem direito de arrastar Jin inferno a fora e sem argumentos Yoongi se calou. Foi a vez de Jimin perguntar a ele: – E quanto a mim? Porque não posso ficar? – Você veio aqui esperando a proteção do Taehyung. Jimin estava abismado, mais sua fúria não causara qualquer hesitação deles antes e agora não seria diferente. – Como ousa...porque diz isso? Acha que não sou perfeitamente capaz de mim cuidar por mim mesmo? – O reino da luxúria foi o primeiro dos problemas que enfrentará aqui. Pretende chamar por Taehyung todas as vezes? Os lábios de Jimin se abriram inúmeras vezes, totalmente imudecido. Após um momento ele finalmente falou – Eu desmaiei quando a dor me pegou no Reino da luxúria, como poderia chamar por Taehyung? — Taehyung olhou pra ele mais foi Yoongi quem disse com desdém. – Você não se lembra que chamou pelo Taehyung pedindo ajuda? De fato Jimin não se lembrava. A dor agressiva que o tomou enquanto se contorcia no sofá da luxúria o levou a perder a consciência, quando voltou a si estava nos braços de Jungkook fora do Reino da luxúria. – Eu-eu...não... – Sequer se lembra, vê agora porque não devia estar aqui? Mais Taehyung é seu padrinho no fim das contas, ele decide e não eu. Onde estávamos? Ah, sim. E quanto a você Jungkook? Jungkook estava afastado da conversa, com seu jeito inocente ele pegava as pedras no chão e as jogava longe, tentando ver até onde elas iam, quando seu nome foi citado ele se virou confuso e os cabelos escuros se agitaram. – Eu? Não vejo razão pra retornar uma vez que fui escolhido para estar aqui dentre tantos anjos. – Por que você acha que foi escolhido ao invés de um arcanjo. — Como não notou que a pergunta de Yoongi era retórica, Jungkook a respondeu com a honestidade que pingava de sua voz angelical. – Sendo um servo do senhor, eu não questiono ordens, apenas obedeço. – Você está aqui porque dentre todos os anjos, a chance de Taehyung mata-lo era menor. Sem dúvidas Darius escolheu bem. Jungkook deixou as pedras que ainda tinha em mãos cair com um estalito repetitivo. Ele se aproximou de Yoongi respondendo o mais gentil que conseguia. – Mais isso não faz sentido. – Como não? Você ainda está vivo não está? Jungkook negou com a cabeça enquanto limpava as mãos sujas de poeira infernal na túnica angelical. – Porque ele não faria comigo? – Seu defeito de criação, ou como os anjos chamam "Echec" é exatamente o mesmo que o de Lúcifer — Yoongi não permitiu a Jungkook perguntar, respondeu de antemão – Você assim como Taehyung, é capaz de sentir. – Não Yoongi, meu Echec é duvidar de certas ordens. Mais mesmo assim eu o faço em segredo. — A última parte foi falada rapidamente. Mais Yoongi ignorou propositalmente ou não, a parte que um anjo revela omitir coisas. – Porquê acha que tem consciência pra tais questionamentos. – Outra pergunta retórica.– Você nunca notou que é capaz de sentir? Possivelmente tem um coração. Incredualidade brilhava nos olhos de Jungkook, a surpresa o fez tropeçar levemente, então Seokjin o ajudou a sentar na borda de uma das bigas – Achei que todos os anjos eram como eu mais escondiam melhor, afinal todos tem mais anos e experiência que eu. – Isso é surpreendente, mais expressivo e emotivo que você, só o Hoseok. — Yoongi não protestou o silêncio do anjo e o olhou enquanto o mesmo permanecia de cabeça baixa, como se pensasse o que devia fazer agora. – Não é nada demais, você vive toda sua existência no céu com sua peculiaridade e nunca foi repreendido por isso. – Tem razão Yoongi doce-amargo. — Mais ele ainda permanecia triste. Ocorreu a Jimin que ele devia se aproximar e afagar os cabelos de Jungkook pra que ele se sentisse melhor, mais o que devia dizer? Se ele está aqui porque Darius o escolheu na esperança de Taehyung não mata-lo então não havia palavras o suficiente para amenizar a situação. Após vários minutos de silêncio Yoongi repetiu: – Você se decidiu Jungkook? – Voltar para o céu apenas porque não fui escolhido pelo motivo que pensei é egoísmo e vaidade, e no céu ambos não são permitidos. Eu estou aqui e não voltarei. – Lembre-se que aqui o céu não poderá mandar ajuda divina. – Não recebemos ajuda divina em lugar nenhum, anjos são sua própria salvação. Yoongi e Taehyung trocaram olhares antes de assumirem as bigas e com um impulso nas rédeas voar para cada vez mais fundo no inferno. Por estar sem cavalo a biga liderada por Taehyung foi arrastada pelo próprio inferno enquanto ele mudava a direção. Quanto mais fundo eles adentravam o inferno, pior o ar ficava, se tornando tão opressivo e depressivo que Namjoon precisou liberar ar da natureza em cada um dos cinco. Taehyung puxou as rédeas quando uma rocha de dois metros foi avistada, afetada pelo tempo ela tinha rachaduras e terra morta, mais se de fato ela estava ali a um século ou a um dia era impossível saber, o tempo no inferno era diferente. Todavia o nome gravado nela estava tão aceso que poderia ser visto de longe. Colina da Rocha Olhando para além da Rocha para o vasto espaço aberto e meio morto não havia nada. Mais atravessando a rocha o cenário mudava. No primeiro momento Jimin achou que eles estavam de volta no Reino da preguiça. Milhares de almas de mulheres e homens empurravam rochas em todas as direções. Mais olhando atentamente Jimin notou; não eram pedras e sim ouro bruto, e eles o empurravam uns contra os outros. Pessoas de todas as épocas e profissões poderiam ser indetificadas no vasto campo. Reis, padres, políticos, pregadores, narcisistas e tantos outros perdidos em meio ao ouro. Personalidades que se julgavam importantes em vida não eram nada além de mais um condenado aqui. Jimin olhou para o padre duas vezes, por todos os infernos passados padres foram vistos. Que surpresa. Por não ser recebidos a porta pelo rei daquele círculo eles o atravessaram evitando os mortos com seus sofridos gemidos. Atrás de Jimin, Jungkook fazia caras e bocas, mesmo que até agora os cenários não tenham fugido do habitual, ele ainda sentia-se m*l, como se as torturas fossem direcionadas a ele. Quando as almas com rochas de ouro foi deixada para trás tudo pareceu calmo, calmo demais. Vindo de algum lugar uma mulher agarrou o sapato imaculado de Jungkook. Seus cabelos e roupas mesmo no estado rasgado e podre indicavam que em vida ela era uma simples camponesa. Nada em sua aparência justificava o gemido de espanto de Jungkook. Apenas os olhos brutalmente costurados. Ainda havia sangue seco em seus cílios e abaixo dos olhos. Como não podia ve-lo ela devia ter sentido sua bondade extrema e se arrastado até ali. Se tivesse os olhos normais, eles estariam encarrando Jungkook. – Me ajude, por favor, me ajude, estou arrependida, tão arrependida. Jungkook sabia que se ela estivesse realmente arrependida já não estaria aqui, mesmo assim não pôde evitar se inclinar na direção da mulher, pensando se não haveria uma forma de ajudá-la. No entanto ele recolheu sua mão no último instante. – Sinto muito, não posso fazer nada por você. — Jungkook parecia ter empalidecido, suas mãos com dedos delgados se fecharam em punho, fosse por raiva de si ou dá impotência. Independente de qualquer que fosse seu sentimento, não cabia a ele ajudar almas que há muito foram condenadas ao inferno. A dinâmica do inferno da inveja era fácil de entender. Enquanto as rochas eram em palavras simples: "você queria, tome!" Os olhos costurados eram: "se almejava tanto o que não era seu, ignorando suas próprias dádivas, sequer merece ver de novo a luz do dia." Jimin riu internamente ao pensar "a única luz por aqui é a das chamas do inferno." Namjoon, que odiava pecadores quase tanto quanto os anjo, estava prestes a tira-la dali quando um sibilo foi ouvido. O som era como um sussurro venenoso, um aviso do perigo, ou como se uma criatura de sangue frio estivesse farejando o ar pra descobrir se diante dela estava uma ameaça. Mais só uma criatura gigante produziria um tom tão alto. Minha casa...quem está em minha casa sem um convite? — A voz venenosa vibrou no ouvido de Namjoon mandando arrepiados de repulsa pra seu corpo. – Taehyung...seja lá o que for, não quero essa coisa sussurrando tão perto. Jimin olhou para Namjoon. – Sussurrando? Quem está sussurrando?! Ainda olhando apressadamente para os quatro cantos do campo aberto, Namjoon perguntou: – Essa voz, alguém falou, não ouviram? – Eu só ouvi o sibilo estranho. Quando o som foi tão sentindo quanto ouvido por Namjoon novamente, ele falou aborrecido – Taehyung! – Estou começando a ficar ofendido em ser acusado a cada cinco segundos. Não sou o único demônio nesse lugar, será que é por que estamos no inferno? Em resposta a ironia de Taehyung, o dono da voz apareceu finalmente. Com uma cabeça gigante e olhos finos tão verdes e pretos quanto as cores em si, um corpo flexível ainda maior, pele albina e presas escorrendo veneno o suficiente para criar um rio, ele era a cobra mais feia que Jimin já viu. Congelado no lugar, até a respiração de Jimin foi cortada. Ele só tinha medo de duas coisa além de morrer pelado: Ovelha e cobra. – Taehyung! Jimin só voltou a respirar quando Taehyung acidentalmente ou não, escondeu sua visão da cobra, no entanto o pavor ainda estava ali e ele não moveu um único músculo, ficando totalmente inanimado. Taehyung acenou com a cabeça – Leviatã, perdoe a entrada sem aviso, estou só de passagem. Leviatã era um dos reis do inferno, ele assumia forma de todos os tipos de criaturas uma vez que se funde com animais. Mais era frequentemente retratado como uma serpente, dragão marinho e polvo. Ele não podia assumir forma física humana porque no último instante durante a queda Lúcifer sugou seus poderes a fim de preservar os seus próprios. Então pra sobreviver Leviatã se tornou um animal feroz que reinava no inferno da inveja. Por ser um animal feroz, era totalmente provável que ele tenha perdido a consciência, por isso não atacou Taehyung ao ouvir sua voz. Ele também poderia não ter se importado em seder seu poder a Taehyung, afinal antes da queda ele o seguia traindo o próprio criador. Leviatã ser uma cobra explicava só Namjoon o ouvir com exceção de Taehyung. Namjoon falava com os animais. Ouve um silêncio em que Taehyung acenou com a mão e sorriu: – Certo, certo, você quer falar com o anjo, tudo bem por mim. Mais não o devore ou os anjos virão aqui reclamar, não sei porque tanto egoísmo, um mísero anjo não faria falta. — A cobra devia ter dito algo, porque um segundo depois Taehyung gargalhou alto. O inferno parecia rir com ele. – Jungkook, chegue mais perto. – Não, não obrigado. – Apenas dê um passo a frente — Taehyung estendeu a palma aberta pra Jungkook, que o olhou espantado. – Você atraiu o reino da inveja Jungkook. – Como eu poderia ter tais sentimentos e não ter sido castigado ainda? – Dá mesma forma que seus questionamentos nunca o levaram a ser castigado, ou acha que o fato de não dizer em voz alta os torna menos reais? – Eu sei que Ele sabe. Mais eu...e-... – Você acha que o quê Namjoon faz é mais interessante, é mais importante, você quer isso também, ter um trabalho que não envolva viver no céu todo o tempo. Seu pecado pode não ser como o dessa mulher no seus pés agora, mais ainda é um pecado. Jungkook olhou a mulher ainda ajoelhada diante dele, embora a presença da cobra e a voz de Taehyung tenha a deixado retraida. Antes que ele pudesse responder gemidos vieram de todos os lados: centenas de almas de olhos costurados se arrastaram até Jungkook, implorando por perdão e uma ajuda que ele não podia dar. Com apenas 90 décadas, Jungkook só havia deixado três vezes o céu, nunca antes usou de fato as habilidades que tinha, seu único contato com almas foram com as que ganharam o céu. Na presente situação ele empunhou a espada de fogo celestial que se materializou, mais com tantos corpos fervilhando e chorando, ele não soube em quem usar primeiro. Quando as chamas azuis tomaram a espada as almas gritaram em desespero, se arrastando para longe. Leviatã aproximou os olhos viperinos, curioso mais incerto. Quando o calor das chamas chegou até ele o poder angelical o atingiu, sibilando alto seu corpo longo moveu-se rápido e sua cauda tentou jogar para longe a espada. Toda colina da Rocha se agitou, as almas fugiram para longe e Leviatã assumiu que eles eram inimigos. Desviando do ataque, Jungkook correu para longe e a serpente gigante o seguiu, tão furiosa que sua cauda e presas atacavam a segundos de intervalo. O veneno deixado para trás por ele tinha cheiro podre e deixava um rastro de fumaça. O medo paralisou cada movimento de Jimin, nem mesmo o sangue se atrevendo a correr. Ao vê-lo ainda parado Taehyung o jogou sobre os ombros e afastou-se o suficiente para deixa-lo em segurança. - Fique até que eu chame por você. - Ele gentilmente colocou Jimin no chão. – Jimin, vai fazer o mesmo de antes e se esconder enquanto seu padrinho o protege? — Yoongi estava a quilômetros de distância mais os ouvidos de Jimin não o permitiu perder um suspiro. – Taehyung quer e pode cuidar de mim, porque me arriscar se posso ficar aqui? — Com um sorriso inocente, Jimin sentou em uma pedra e olhou Leviatã finalmente. De fato ele tinha medo de cobras, mais também as achava fascinante. Os olhos assustadoramente belos, Jimin sentia que poderia perder a alma se as olhasse de perto, mesmo que as cobras sequer pudessem ver cores além do verde e vermelho. Pra encontrar Jungkook, Leviatã seguia o cheiro do anjo e o poder angelical, ou colocava para fora a língua bifurcada, usando o ar como um localizador. Assustador, não recomendado para olhar muito, mais certamente fascinante. – Taehyung! – Pelos fogos do inferno Namjoon, o quê você quer de mim agora?! – Não podemos matar um dos líderes do inferno, então livre-se dele! – Certo, também não podemos ser mortos, porque não esperar Leviatã cansar? – E quanto tempo vai levar isso? Atrás de Namjoon, Jungkook corria em círculos, confundindo tanto a si mesmo quanto a cobra, que tinha movimentos rápidos mais visão lenta. – Um século, talvez menos. — Taehyung deu de ombros, ele não estava lutando, mais estava pronto para defender o ataque caso a situação se voltasse para Jimin. – Eu estive no céu tantas vezes, como não vi que você era um lunático?! — Namjoon jogou no ar os braços, um sinal claro de descrença. Taehyung gargalhou alto, os olhos mudando para um carmesim envolvente que fez Jimin perder o fôlego. No entanto, o riso de Taehyung foi cortado: Jungkook havia parado de correr, abrindo os braços e pernas ele parecia pronto pra lutar. Sua túnica angelical mais leve que as demais, flutuava por si mesma, o fazendo parecer irreal. Sua rebeldia de mudar a túnica e revelar o tronco havia passado assim que eles atravessaram o portão do inferno, o que cobria seu corpo agora era uma calça branca e blusas muito semelhantes ao robe usado por homens na china antiga. Leviatã também notou que a situação mudou, parando para farejar o ar ele se moveu tão rápido que seus movimentos eram quase imperceptíveis mesmo com seu tamanho. Ele estava se preparando para dar o bote quando Taehyung correu, deixando para trás o vento dos cabelos longos. As sombras do chão o envolveram e desaparecendo por completo, ele surgiu um instante depois. As costas de Jungkook, onde suas asas estavam guardadas quando não abertas, bateu contra um peito firme. O susto o fez soltar um suspiro pelos lábios e a mão da espada fraquejou. Taehyung mergulhou a mão esquerda no espaço dentro do robe de Jungkook, segurando o peito do mesmo com sua mão quente como brasas. A voz de Taehyung foi sussurrada em seu ouvido, mas desta vez os lábios do demônio estava de fato um centímetro de distância da orelha do anjo.  – Se atacar, o deixará furiso, derrube suas defesas e assuma seu pecado, livrando-se dele. Jungkook se virou para Taehyung no exato segundo que Leviatã abriu a boca gigante, pronto pra o engolir inteiro. Ignorado o perigo em sua nuca Jungkook confessou sem escapar do olhar de Taehyung. – Eu admito, sinto inveja da liberdade de ir e vir de vocês, de fazerem o que quiserem e quando quiserem. Eu invejo até você Taehyung, que não teve medo de ser expulso do céu por ser diferente, você passou por isso e se ergueu mais poderoso, líder de algo só seu. E acima de tudo eu tenho inveja de sentir, de rir tanto que os olhos se enchem de lágrimas, de chorar por ter uma dor que não pode ser descrita e a capacidade de amar algo ou alguém, simplesmente amar, simplesmente amor. Quando a última frase escapou, seus olhos brilhavam azuis cintilante. – Castigue-me se preciso for. Leviatã foi erguido e jogado para longe como se nada pesasse, por trás da ação um Seokjin de madeixas bagunçadas sorriu. – Que coisa, não? — Ao notar que Taehyung se afastava vagarosamente de Jungkook, Seokjin olhou o anjo mais atentamente. Paralisado no lugar, Jungkook parecia está perdido em reminiscências. – Jungkook, você está corado. Jungkook tocou o próprio rosto. Foi como se a água estivesse fervendo e subisse rapidamente dentro dele: uma sensação escaldante que fez seu rosto arder no frio – Não estou, anjos n-... Seokjin gesticulou apressado. – Sua aura está púrpura, demorou mas aprendi o que as cores significam. – Desde quando você ler auras? – Desde que nasci. Não precisamos ir? Leviatã vai voltar furioso. — Jungkook concordou vagamente e atravessou a porta que surgiu a poucos segundos, sendo seguido pelos outros selos. Leviatã se ergueu em fúria e explodiu em chamas se tornado um dragão marinho. Com um grito furioso ele avisou ao inferno que os sete selos estavam chegando.
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