Ella poderia dizer que esteve em ―modo automático‖ durante toda a semana. Dormindo muito pouco e com sono conturbado por imagens que não deveriam estar lá, não sabia como conseguiu executar corretamente suas obrigações. As aulas particulares, os ensaios, a faculdade, seu trabalho no hotel nas noites de quinta, tudo passou como um borrão. A única coisa constante na mente de Ella Guido eram as mãos daqueles homens no corpo da mulher enquanto a olhavam diretamente. Ela teve sonhos em que os dois diziam seu nome e a chamavam para participar, e no sonho ela ia. — Por todos os santos, Ella, esqueça isso! — gritou exasperada enquanto tentava se concentrar em apenas lavar suas partes íntimas no banho, em vez de fantasiar com mãos que jamais estariam ali. Era o último ensaio antes da a

