Rafael desceu para pegar um café na cantina do hospital. Já era mais de meia-noite, e Carol pegara no sono. Ele conseguiu, finalmente, aproveitar aquele dia com Carol. Conseguiu olhá-la como olhava antes, conseguiu rir com ela, conseguiu ser ele com ela. Rafael pegou o cappuccino, voltou para o quarto e sentou-se na poltrona ao lado de Carol. Enquanto bebia, a observava. Ela emagrecera muito nesses meses, a pele sempre bronzeada de sol estava pálida, e os cabelos antes vermelhos, agora tinham um castanho escuro. Que por sinal, caiam-lhe muito bem. Ele lembrou-se daquele dia, que poderia ter sido totalmente diferente se ele não tivesse estragado tudo. "No momento em que Carol parara do lado oposto a ele, no altar da igreja, no casamento de Luana, ele sentiu como se um litro de água ferv

