Girei a caneta entre os meus dedos e encarei enquantos todos saíram da sala em silêncio, me encostei na cadeira e fiquei parado encarando o teto, automaticamente eu parei quando vi a sombra de Samuel parar ao meu lado, ele mantinha um sorriso que eu conhecia, com o tempo se aprende a mandar ele para o inferno mentalmente para não gastar saliva. Mas era difícil quando ele se aproximava. Mesmo não estando no mesmo ramo de negócios ainda nos vemos e esbarramos por aí, se eu pudesse evitar isso eu teria feito isso da maneira mais clara e objetiva que podia. - Vejo que se recuperou muito bem – Ele puxa uma cadeira e se senta. - Vivo graças a sua mulher, devo parabenizá la pessoalmente – Eu paro de rodar a caneta em meus dedos e encaro ele. - Ótimo, agora tenho sua atenção. - O que veio fa

