A cada passo que eu dava pelo corredor do prédio onde morava, passava a sentir a sensação de carregar um ser dentro de mim. Era uma sensação diferente de todas as que eu já havia sentido naqueles dias, desde que descobrir estar grávida. Apesar de entender que eu tinha um bebê e que tudo mudaria na minha vida. Naquele corredor, eu entendi tudo. Entendi que deveria agora, a partir de hoje, viver por dois. Entendi que o mundo seria muito mais louco do que eu já havia visto. Entendi que a minha responsabilidade dobraria agora, como mãe. E principalmente, entendi, que para ser feliz e para cuidar de um bebê, eu não precisava do Thiago. Talvez ele nem fosse um bom pai, ou quem sabe seria, mas isso, era algo que não pertencia mais ao meu pensamento. Passando pelas prateleiras da farmácia,

