O tempo passou mas nunca diminuiu o vazio que o Marvin deixou. Chorar sem motivo ou engolir o choro se tornou uma característica minha. Quando começava a duvidar dos sinais que recebi dele ( o sonho, os apertos, o pavão correndo em minha direção) eu corria até o meu quarto e abria a gaveta da minha cômoda. A pena que guardei servia de confirmação e estímulo suficiente para continuar a lutar. Para continuar a sobreviver. Foquei exclusivamente no meu filho. Briguei por dias e semanas com a Sarah e por fim eu e a família dela conseguimos por algum juízo em sua cabeça. O aborto foi cancelado. Ela quis voltar comigo mas não aconteceu. Não havia mais amor. Nunca houve, acho. Pra mim ela não era nada além que o ventre do meu menino. Eu sabia que ia ser um menino. Quando meu garoto nasceu (não
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