DV narrando. Os dias se passaram e eu resolver dar um baile. A noite o baile tava explodindo de gente. As luzes piscavam como se o morro inteiro tivesse em festa. Os vapô dançavam. Os cria sorriam. A mulherada se jogava no batidão. Tinha riso. Tinha abraço. Tinha criança correndo. E eu ali, de longe, observando tudo como quem tenta guardar aquilo na memória. Paz. Era isso que eu tinha prometido. E era isso que eu tava tentando entregar. Quando subi no palco improvisado, os olhos vieram tudo em cima de mim. O DJ abaixou o som, e eu falei com o povo. DV: A partir de hoje o Vintém vai viver diferente. Sem guerra, sem tiro, sem criança perdendo noite de sono por causa de caveirão. DV: A gente venceu. Não foi só eu, não. Foi cada um aqui que resistiu, que lutou, que não desisti

