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1281 Palavras

Ester Narrando. A vida no morro tinha o mesmo cheiro de sempre: poeira, sol forte e fumaça de panela de ferro. Mas pra mim, tudo parecia novo de novo. Depois de dias na casa da minha tia, entre conversas leves e tardes longas com a Eloá no quintal, voltar pro morro era como voltar pra um pedaço de mim que eu tinha deixado quieto por um tempo. Eu e DV não voltamos a morar juntos. Não ainda. A gente sabia que precisava de tempo. E pela primeira vez, távamos respeitando isso. Sem pressa. Sem empurrar nada pra frente sem saber se as pernas aguentavam. Logo nos primeiros dias de volta, eu comecei a procurar alguma coisa pra fazer. Não queria ficar parada. Nara foi quem falou da vaga na padaria. Pequena, ali perto da pracinha do alto, onde a vizinhança comprava pão quentinho de manhã cedo. F

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