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1304 Palavras

Sombra narrando A vingança tem gosto de sangue quente na boca. E naquela noite, eu tava faminta. O telefone na minha mão tremia menos que meu peito. Discagem rápida. A voz saiu seca, sem alma. Sombra: Vocês querem respostas? Então vem buscar. Sozinhos. Atrás da escola velha. Meia hora. Desliguei antes de ouvir qualquer reação. Já sabia que eles vinham, Ele viria. Ele sempre vem. A rua atrás da escola era meu altar de guerra. O chão sujo, as paredes descascadas, o matagal engolindo tudo. O fim de linha perfeito. Lucas tava do meu lado. Leal. Ou covarde. Tanto faz. Era meu. E isso bastava. Lucas: Vai dar merda. Sombra: Já deu. O som dos passos chegou antes da imagem. Davi e ela. A princesinha da favela. A nova dona do meu trono. Ele com o peito estufado, ela com o olhar de santa ar

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