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887 Palavras

DV narrando A casa tava mais calma desde que ela disse sim. Não um “sim” de conto de fadas, desses de filme, mas um “sim” de quem tá cansada de lutar sozinha. E pra mim, isso já era o suficiente. Ela não tava aqui por luxo, nem por conforto. Tava por proteção. Por causa da irmã. E isso já dizia tudo sobre quem a Ester era. Eu sabia que ela ainda tava digerindo tudo. O pai, o medo, o recomeço. E mesmo com os dias correndo rápido, minha cabeça não saía do vulto encapuzado, da ameaça por mensagem, e agora, desse homem que ousou aparecer. O pai dela. Nem precisei procurar muito. Quando falei com o Ligeirinho, ele já sabia onde o desgraçado dormia, o que bebia, e que horas passava no boteco da esquina da Rua Vala Suja, lá na divisa da favela com o asfalto. Lingueirinho: Chefe — Ligeirinho

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