— Não, você nunca me atrapalha, Laura. Gosto da sua presença. — Pietro andou até ela, abriu mais a porta para que Laura pudesse entrar. — Aqui deve ser uma amostra grátis do inferno. O ar-condicionado quebrou, o ventilado não dá vazão. Tive que tirar a camisa, mas já vou colocá-la... — NÃO! — gritou, Laura. Ela olhou seu peitoral de cima a baixo. Seus dedos pareceram criar vida própria. Quando ela percebeu, estava tocando seu corpo. — Me desculpa, não sei o que está acontecendo comigo. Eu... Laura quis fugir, sair correndo para se esconder do jeito másculo dele, do seu cheiro amadeirado com um toque leve de café, porém, Pietro era mais rápido, e com apenas um passo a alcançou antes de sair. Fechou a porta atrás de si e a encarou. Seus olhos eram como duas chamas ardentes, que a queimava

