Jaime Beaumont — INFERNO… INFERNO! Entro no meu consultório jogando a porta com força. Tô surtando por dentro, com a mente fervendo como se mil vozes gritassem ao mesmo tempo. Como ela pôde? Como a mulher que eu amo, a mãe do meu filho, pôde… me trair? Logo com ele. Logo com aquele desgraçado que já a machucou tanto. Afundo na cadeira. Passo as mãos no rosto, tentando me acalmar. Mas não adianta. A cena se repete na minha cabeça. Os dois juntos. Aquele beijo. E o pior? O olhar dela quando me viu. Não era de culpa. Era de desespero. — Idiota... idiota... — sussurro pra mim mesmo. Porque é isso que eu sou. Um completo e absoluto i****a. Respirando mais fundo, começo a raciocinar. O que eu deveria ter feito era simples: conversado. Perguntado. Ouvido. Mas eu não ouvi. Ex

