Dulce Maria Depois da conversa com os meus pais, eu fui até o meu quarto onde encontrei Amber olhando em minhas gavetas, usando alguns dos acessórios que eu não havia levado comigo quando fiz as minhas malas e saí dali. Meus pais haviam mantido os mesmos móveis. Os lençóis da cama eram novos, mas eram tão rosa quanto os antigos. As paredes ainda eram amarelas, a cor claramente retocada com o passar dos anos. As fotos eram as mesmas, os quadros nas paredes pintados por mim também. Foi como voltar há quinze anos atrás. — Sabe... — Amber se virou para mim, segurando uma correntinha de prata com um pingente de cruz. — Olhando bem para a decoração do seu quarto, eu acho que nós não seríamos amigas. — Não? — eu ri e cruzei os braços. — Você era uma beata, não? Olha todos esses quadros de

