Pontas Soltas

1345 Palavras

Nos dias que se seguiram àquela noite, eu fiz de tudo pra ser o porto seguro da Helena. O que quer que ela precisasse, eu me antecipava. Se ela acordava com náuseas, eu já estava na cozinha preparando um chá morno de camomila com hortelã. Se ela se sentia cansada, eu a deitava no sofá e massageava seus pés com carinho, enquanto colocava alguma música suave pra tocar no fundo. Eu observava cada detalhe do seu rosto, do seu corpo, das suas expressões, tentando entender onde ainda doía, onde eu poderia ajudar a curar. A verdade era que, por mais que meu coração estivesse sangrando por dentro, eu sabia que aquele momento era sobre ela. Sobre acolhê-la, protegê-la e mostrar, de todas as formas possíveis, que ela não estava sozinha. Que eu não ia sumir, fugir ou julgá-la. Às vezes, durante a n

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