No dia seguinte, o enjoo voltou. Tínhamos acabado de acordar, a luz do sol atravessando as cortinas com aquele dourado preguiçoso de sábado de manhã. Eu estava me espreguiçando, ainda meio grogue, quando ela se virou de lado na cama, fez uma careta e tampou o nariz com as costas da mão. — Nicolas… você… você trocou de perfume? Abri os olhos na hora, confuso. — Perfume? Não. Por quê? Ela sentou na cama, franzindo o rosto como se tivesse cheirado alguma coisa podre. — Esse cheiro… é horrível. Tá me dando náusea. Tá me embrulhando o estômago. — O meu perfume? — perguntei, tentando entender. — O mesmo de sempre, o que você disse que gostava. — Sério? Não parece… nossa, tá muito forte… tá me dando uma ânsia horrível. Ela saiu da cama, foi até o banheiro de novo, e eu fiquei ali sentado

