Na manhã seguinte, o sol m*l havia nascido quando desci as escadas com o celular colado à orelha. Minha cabeça ainda latejava da ressaca da noite anterior, mas a raiva e o ciúmes eram combustíveis fortes demais pra me deixarem de cama. Eu não tinha dormido direito, e o pouco que cochilei, sonhei com o rosto dela… e o beijo. Aquela cena maldita se repetindo como um pesadelo. — Victor — minha voz saiu firme assim que ele atendeu. — A partir de hoje, Helena não sai de casa. Entendido? Do outro lado, um segundo de silêncio. Victor sabia exatamente o que isso significava. — Quer que eu coloque os caras na entrada? — ele perguntou, sem emoção. — Quero mais que isso. Quero segurança em todos os lados. Portões, quintal, frente da casa. Ela não pode sair nem pra pegar ar sem ter alguém olhando.

