Amanda Meus olhos se abriram com dificuldade, tudo nublado ainda, confuso. Me mexi um pouco, mas senti tanta dor que parei. As vistas foram desanuviando e foi possível enxergar, ainda assim demorei a visualizar uma pessoa do outro lado do quarto, parada e encostada na parede de braços cruzados. Era o Davi. Eu ia falar alguma coisa, mas também percebi que era difícil falar, então eu apenas olhei para ele que me olhava de volta, mudo. Ele já havia visto que eu tinha acordado e que o olhava, mas permaneceu lá, quieto e imóvel. Memórias de tudo que havia acontecido me invadiram, eu me lembrava de tudo. Preta estava a salvo, o tio dela morto e eu, bom, eu estava um pouco machucada, mas aliviada até o meu último fio de cabelo. Davi continuava de braços cruzados me olhando e sem dizer nada,

