O estampido da bala rasgou o silêncio. Por um instante, tudo pareceu parar. O tempo se esticou, e o som do tiro ficou ecoando nos ouvidos de Matheus como se fosse um trovão distante. Ele sentiu o impacto antes mesmo da dor. O corpo foi jogado para trás, o ar escapando dos pulmões em um gemido rouco. O chão frio encontrou suas costas, e tudo ao redor pareceu se dissolver em um torpor estranho. O cheiro de pólvora e sangue era forte, queimando suas narinas. Elias se aproximou lentamente, um sorriso de pura satisfação nos lábios. — Eu disse que você não sairia vivo daqui. — Sua voz soou como veneno. Matheus tentou reagir. Tentou se mover. Mas seu corpo não respondia como deveria. A dor latejava forte em seu abdômen, quente e pegajosa. Ele sentia o sangue escorrendo, se espalhando pelo ch

