Depois que voltou pra casa de Celina, Joyce fingia dormir o tempo todo, com medo da bronca da irmã. No segundo dia, ela se levantou, foi fazer a limpeza do ferimento sentada na sua penteadeira, com o enorme espelho. Viu que estava bem sequinho, quase cicatrizado e agradeceu mentalmente Beatriz e Sophia pelo cuidado e insistência nos medicamentos. Sozinha, ela teria grampeado o corte, limpado com álcool e passado pomada ginecológica. Sorriu. Podia ouvir a mãe gritando com elas por qualquer arranhão: — Passa pomada de periquito nisso aí pra cicatrizar. — Mas mãe, não é periquito, é joelho! — Pois deixe de bestagem! Se a pomada de piriquita mata bichinho proliferando na caverna, imagina esses aí no ar. Qualquer coisa, era sempre pomada de piriquita, e Joyce não entendia como a pomada de

