Capítulo 19

1044 Palavras
Quanto mais as horas de passavam, mas desejava criar coragem e ligar para Benjamim. Precisava contar a ele sobre a minha decisão. Estava ansioso, respirava fundo e soltando o ar pela boca devagarinho pensava na falta de coragem, que estava me faltando para ligar pro meu amor e dizer que precisavámos conversar. Conhecia ele o suficiente para saber que logo perceberia a minha tonalidade de voz, que algo estava errado, mas precisava ligar e dizer para ele que já tinha conversado com os meus pais e tomado a decisão. - Filho! Ouço a voz de minha mãe chegar abafada no meu quarto, e ignorando achando que talvez seja só impressão volto a olhar para o meu celular que estava jogado ao lado. - E se ele não entendesse ? - Se Benjamin tivesse uma impressão errada de mim ou pior, tornasse com que o meu maior medo se tornasse realidade ? Não queria perdê-lo. Eu não suportaria ter que vê-lo ao lado de outra pessoa fazendo as coisas, que eu poderia estar fazendo estando com ele. Nossas vidas estavam conectadas, e nos amando da forma com que sentíamos tamanho sentimento nada faria com que nos separassemos. - Meu Deus! Preciso que me dê coragem para enfrentar ele e dizer que não poderemos mais casar. Digo para mim mesmo assentindo tal pensamento, e olhando para o cantinho religioso a minha direita. Som de celular... Era dele. Atendendo a ligação percebo o quando ele estava empolgado. - Meus pais me apoiaram, meu amor. Isso não é ótimo ? Boquiaberto e sem saber o que responder apenas gaguejo fazendo com que ele perceba que estou surpreso. - Sim, meus pais disseram que tudo que - Amor , amor ? Minhas mãos começam a suar e os meus pés também, olho para todos os lados buscando forças e coragem para dizer a ele que todos os nosso planos precisavam ser repensados. - Claro que sim! Meu amor. Disfarçando a tensão finjo ter gostado, ouvir ele tão empolgado e feliz partiu meu coração, estava tão contente que quase cheguei a pensar em desistir do que já tinha em mente e fugir com ele. Mas os meus sonhos pesavam mais e nada nem ninguém poderia mudar. - O que você acha da gente sair hoje ? - Claro que sim, passo em sua casa depois da aula. Depois que a ligação deu por encerrada, passei a tarde inteira remoendo tudo que tinha para conversar com ele, embora soubesse que juntos poderíamos chegar num consenso, o fato de magoar ele me destruía por dentro. Quando ouvir o som dele buzinando na porta de casa foi como se o chão me faltasse. - Boa tarde sogrão! Era como ele costumava chamar o meu pai. - Dia cheio, hein ? Ele pergunta com uma voz eufórica e animada. - Nem me fale, meu filho. Estou há dois dias dando um jeito nesse amortecedor. - Pensei que o senhor só mexesse som solda. Eles sorriem. - Eu faço de tudo um pouco. Sorrindo ele se despede do meu pai e chegando na sala, minha mãe o cumprimenta e ouço os passos dele se aproximando do meu quarto. Toc, toc. Era ele. Pode entrar. Por um momento esqueço de toda tensão e me envolvendo nos seus braços te beijo intensamente e me perco no sabor daqueles lábios gostosos e carnudos. Suas mãos por trás da minha cintura e as minhas segurando o seu rosto, sinto que a respiração está prestes a me faltar quando largo seus lábios e te olho apertando com os olhos sentindo a melhor sensação do mundo, que era poder olhar para o homem que me fazia voar sem ter asas. Sim, sempre fui dramático e minucioso o que fazia de mim um ser único na vida do meu Benjamin. - Sentir tanta saudades de você. Ele me diz com um sorriso de orelha a orelha. - Eu sempre sinto a sua. Respondo olhando para ele com um olhar distante e triste. - Está acontecendo alguma coisa, eu te conheço bem. Desde a ligação você parecia distante, a voz mais calma do que o normal você m*l me respondia. Ele tinha toda razão. Realmente estava longe, sentia tanto medo de perde-lo que chegava a sentir o coração bater tão forte prestes a pular de dentro do peito. Só havia um jeito de descobrir e era contar tudo de uma só vez, sem enrolação. Se Benjamin realmente me amasse ficaria comigo do jeito que estávamos, certo ? Errado!!! Quando contei que não poderíamos casar e vivermos uma vida do jeito que ele estava esperando, vi a decepção no seu rosto. Os olhos vermelhos as lágrimas escorrendo pelas suas bochechas se perdendo no linho da sua camisa azul. Por alguns segundos ele apenas me observou e não falou nada, mas percebi que enxugava suas mãos suadas em seu jeans e tentava disfarçar a tristeza que eu havia causado em nele. Nada surpreso para mim, durante aquela tarde eu já havia criado a cena do seu semblante decaído e decepcionado. Por um momento cheguei a imaginar que tudo que ele mais desejava era sair dali e não olhar na minha cara. Estava com o coração em pedaços ,sentia que estava destruindo com o sonho da pessoa que eu mais amei na minha vida. - Você não me ama mais ? Ele pergunta com uma voz plangente. - Claro que eu te amo, Benjamin. Respondo em imediato. - Então por que você não vem comigo ? Por que não quer mais se casar ? - Você não me entenderia. - Então me explica, eu preciso entender. - Desde o primeiro dia que nos conhecemos sempre foi o nosso sonho nos casarmos. Ele me olha de remanso. - E agora você diz para mim que a gente não pode fazer isso ? Eu não consigo entender. Benjamim estava frustrado e tinha toda a razão para tamanha inquietude. - Eu quem devo te perguntar se você me ama. - Como pode duvidar do que sinto por você, será que não já não dei provas o suficiente para isso ? - Mas como alguém muda da noite pro dia ? A poucos instantes estávamos nos beijando com tanta euforia e amor. Acha que fugir de mim vai ajudar ?
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