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1668 Palavras
Capítulo 50 Antonella narrando Eu chego no morro e saio do carro, mas não vou para casa, eu pego algumas bebidas e me sento em um beco, eu preciso pensar em um plano B, eu não podia mais pensar em algo somente com Toco, eu precisava dar um jeito na minha vida por fora. E fico pensando no que Ryan me disse mais cedo, as suas palavras me vem na minha cabeça. — ‘’ Você sabe que já se queimou com o fogo uma vez e sabe muito bem, que foi a única que saiu viva – eu arregalo os olhos para ele e ele abre um sorriso – se cuida, porque o teu teto é de vidro. ‘’ Ele sabia de muita coisa ou da metade, mas de uma coisa eu sei, ele já deveria saber de quem eu era filha, mas agora, eu não sei se Nolasco também sabia ou se ele estava jogando comigo, se ele seria mais um Medrado na minha vida. Flash black onn — Ela vem comigo – Donatella fala — Por favor Ornella não – eu falo – não sabemos quem está ali fora. — Vamos – Donatella fala As duas sai andando, eu me visto rapuidamete e vou atrás dela , a casa era enorme mas não consigo encontrar, chamo por elas o tempo todo, até que escuto uma explosão. — Ornella? Donatella? – eu falo gritando por elas – Ornella? Donatella? Eu começo escutar vozes de homens, passos e eu me escondo, a casa começa a pegar fogo. — Procurem por elas – um homem fala – procurem por elas. — As duas estão aqui mortas – ele fala — Onde? – outro pergunta — Aqui – ele responde — Falta uma – o outro fala. Eles saiem correndo, as lagrimas desce em meu rosto sem parar, eu consigo sair da casa e me esconder no jardim, a casa começa a pegar fogo totalmente, tinha alguns homens andando pelo jardim e isso me dava calafrios. As lagrimas descia sobre meu rosto sem parar. — As filhas estão mortas – um homem fala — As três? – outro pergunta — Pode falar a Nolasco que as três estão mortas – ele afirma — O pai também está – eu escuto. E nesse momento o meu chão abre. Flash black off Eu começo a limpar as lagrimas que desce sobre meu rosto e encaro uma pessoa entrando no beco e era Nolasco. Eu o encaro com raiva, mas me controlo. Mas ai eu me questiono, quem foi que mentiu naquele dia dizendo que as três estava mortas? Sendo que só havia dois corpos na casa? — Você está bem? – ele pergunta me encarando e eu o encaro – aconteceu algo na visita? Eu olho para as garrafas de bebidas e vi que eu já tinha bebido de mais, eu respiro fundo, porque se não eu era capaz de jogar tudo no ventilador. Capítulo 51 Nolasco narrando Eu olho para ela e ela me encara, eu me ajoelho na sua frente e olho para as garrafas de bebida. — Ele te machucou? – eu pergunto e ela me encara. — Toco jamais me machucaria – ela fala me encarando – eu só quis beber e me drogar, isso é crime? — Quando é você, quem sabe – ela me olha — Você quer? – ela me oferece o baseado. Eu pego o baseado da sua mão e me sento ao seu lado, naquele beco escuro e logo ela me oferece a garrafa de bebida. — Você não parece ser um bom pai – ela fala olhando para a parede — Não? – eu pergunto — Você nunca sequer comentou sobre seus filhos, será que você sabe o nome deles? – eu abro um sorriso para ela. — Leticia, Larissa e Luan – eu respondo — A idade? — 5,7,9 – ela me olha – na ordem dos nomes. — Porque eles não estão com você? Assim, perto – ela me olha ao questionar. — Estão com a mãe, o pai deles é suicida, não estariam seguros ao meu lado. — Não importa, os filhos precisam do amor do pai também, não somente eda mãe – eu a encaro – eu não conheço Carina, por mais que eu ache que ela seja meio descontrolada e um pouco neurótica. — É – eu olho para ela – saber que vai estar no mesmo lugar que a amante do marido, é um pouco estranho, não acha? — Eu sou sua amante agora? – ela fala rindo – fala sério Nolasco, realmente acha que eu sirvo para isso? — E você serve para o que? – eu pergunto — Para ser patroa, agora amante jamais – ela me encara — Você não ver a hora de Toco tomar conta do morro novamente né – eu falo para ela. — Você deveria tirar ele de lá, pegar sua mulher e seus filhos, e dar um lar para eles – ela me olha – deixar a gente em paz, deixar o morro como estava. — O problema – eu olho para ela – é que esse morro está me dando muito problemas. — Não acredito que seja culpa nossa – ela me olha – nem mesmo do morro. — Eu também acredito que não seja culpa do morro, nem dos moradores, mas que a culpa seja do Toco – eu respondo e ela me encara – você é gostosa, atraente, uma filha da p**a de gostosa , mas você é perigosa Antonella, perigosa de mais, a cada palavra sua você tenta me envolver mais, é que nem uma aranha envolvendo a presa na teia. — Você não me ofende, agradeço os elogios – ela fala e eu sorrio com o baseado na boca. — É tão filha da p**a, que sabe o que é – eu falo para ela – seria uma pena eu ter que te m***r queimada nos pneus. — Ué, é só não m***r – ela fala pegando a garrafa e bebendo no bico – aliás, eu acho difícil você ter motivos para me m***r no pneu. — Será mesmo? – eu pergunto para ela. — Eu tenho certeza que sim – ela fala – o meu futuro é ser que nem a Clarissa, me encher de filhos e viver na sombra de um traficante gostoso. – eu começo a rir da sua ousadia – ou – ela me encara e estreita os olhos e agora nasce um sorriso em seu rosto – ou fazer um traficante gostoso comer na minha mão porque sei de algum segredo dele. – ela se levanta – pense nisso. – ela sai andando. Capítulo 52 Antonella narrando Eu entrei dentro do quarto e tranquei a porta na mesma hora, tomei um banho e desmaiei na cama, acordei já era quase 17h da tarde, hoje era dia de baile e não pensei duas vezes, comecei a me arrumar, eu sai para fora e encontrei Malu pronta, mas a cobra da mãe do toco estava ali também, conversando com quem? Carina, as duas bem amiguinhas. — Olha – Katia fala me encarnado – resolveu acordar para vida? – eu olho para ela. — O AZILO resolveu dar festa? Está arrumada – eu falo para ela sorrindo. — Não discute Katia – Carina fala – não vale a pena. — O que foi? – eu pergunto para Carina – quer outra surra? Me diz uma coisa, seus filhos não tem mãe e nem pai? Porque o pai vive comendo fora de casa e a mãe só sabe arrumar confusão. — Olha Antonella – ela fala — Abaixa o dedo colega, tenho mais o que fazer. Eu saio da casa e vejo Ryan na boca, ele me encara e eu o encaro, eu precisava descobrir algo sobre Nolasco com Carina, e Ryan já estava cheio de marra para cima de mim, era ele que ia abrir a boca para falar algo. Vejo que Maya vai em direção a ele e eu me afasto, vou até os vapores, pego baseado e compro bebida, fico esperando Maya sair e ela vai em direção ao baile, Nolasco também não estava na boca, estava somente ele. Eu entro na boca e ele me encara, eu tranco a porta com a chave que tinha na chaveadura. — Antonella – ele fala — Vamos conversar – eu olho para ele — Que tipo de conversa você quer ter? – ele pergunta — Eu sei que você desconfia de mim – eu olho para ele e ele abre um sorriso. — Depende – ele fala — Sei que você também não atura Nolasco – ele me encara – não é mesmo? — Não acha que está com achismo de mais. — Não – eu olho para ele – eu sou uma boa observadora. — É ? – ele pergunta — Sei que você não o suporta, não suporta estar abaixo dele – ele me encara – você é a sombra do Nolasco e vamos falar a verdade, muito mais esperto que ele. Enquanto Nolasco anda em uma roda, você já observou muita coisa, você já cresceu aqui dentro – eu me aproximo e paro na sua frente – já tomou respeito dos moradores e dos vapores, enquanto Nolasco, parece uma criança birrenta – eu coloco a bebida em cima da mesa – querendo arrumar confusão com Toco, porque vamos falar a verdade, que verdade é essa que ele quer descobrir se até agora ele não descobriu nada? Até agora ele só sabe dizer, que a gente esconde algo, que o morro esconde algo, mas não provou nada. — Onde você quer chegar com isso? – ele pergunta — Eu sei que ele está no comando da facção somente por estar casado com a Carina, sem Carina, ele não é nada – Ele me encara – até quando Ryan, você vai ficar na sombra dele? Olha para você, quem deveria ser o chef da facção, ele ou você?
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