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1909 Palavras
Capítulo 77 Rodrigo narrando Eu olho para aquela moça na minha frente, ela fica vermelha quando pergunto a ela quanto tempo ela estava sem comer. — Nossa comida vem pelos caminhoneiros, faz alguns dias que está chovendo muito e por causa da previsão, eles refizeram a rota, normalmente eles pagam os programas com mantimentos e outras – ela me responde. — Você é g****************a? – eu pergunto para ela. — Sou – ela fala – do lado da balsa. — Entendi – eu falo — Posso te pagar a comida. — Não precisa – eu interrompo ela – eu não vou te cobrar a comida. — Mas a comida é sua – ela fala me encarando. — Jamais deixaria uma moça bonita passar fome, estou seguindo par para o Rio de Janeiro, mas preciso esperar uma carga chegar a´te aqui, se você quiser pode ir comigo – ela se levanta da cadeira. — Não posso, obrigada – ela fala e eu me levanto – agradeço a comida, estava muito gostosa e a água também. Mas se quiser, eu posso pagar da forma que te disse. — Já disse que não precisa me pagar – eu falo para ela – pode viajar comigo, preciso de alguém para cozinhar durante a viagem, acabo perdendo muito tempo. — Eu não posso – ela fala – preciso ficar aqui. — Nesse lugar? – eu pergunto para ela – você mesmo disse que passa fome aqui. — É só em época de cheias – ela responde – logo normaliza. — Eu espero, preciso seguir a viagem logo – eu falo – Meu nome é Rodrigo e o seu? — Flavia – ela fala dando um leve sorriso — Você é bonita Flavia – eu falo para ela – é um desperdício uma mulher tão bonita como você, estar aqui nesse lugar. — É o meu destino – ela fala me olhando – eu preciso ir, obrigada pela comida. — Se quiser vir almoçar aqui amanhã, acredito que estarei aqui até o rio baixar. — Obrigada, mas amanhã eu me viro, obrigada pela gentileza. — As ordens. Ela se afasta e eu a encaro, eu pego um cigarro e me sento de volta na minha cadeira, meu celular toca e era Nolasco. — Está por onde – ele pergunta — To aqui em Caió esperando o maldito carregamento das armas – eu falo – mas o rio tá cheio, tá difícil liberarem a travessia. — p***a – ele fala – será que vai demorar muito? — A previsão é que daqui dois dias pare a chuva e comece abaixar, no máximo três dias estou saindo daqui. Essa cidade é um inferno, escolheu a dedo. — Por isso mesmo, ninguém quer sabern de Caió – ele fala. — Te dou noticias Nolasco – eu falo – mas acho que vou estar bem servido por aqui – vejo a mulher indo embora. — Se divirta, dizem que ai tem vários bordel – ele fala — Parece que sim – eu falo para ele no telefone. Capítulo 78 Antonella narrando No outro dia, eu vou até uma pequena bica que tinha para tomar banho, eu ganhava muitos produtos de higiene dos meus clientes, eu vou até lá, e lavo os meus cabelos, tiro a minha roupa e começo a me ensaboar, eu olho para frente e vejo Rodrigo me olhando. — Me desculpe Flavia – ele fala – eu vim fazer o mesmo que você, descobri esse riacho ontem e vi que a água era boa. — É boa sim – eu respondo para ele. – Fique a vontade par entrar. Ele me encara e abre um sorriso, ele tira sua roupa toda e entra no riacho. — Confesso que fiquei encantado por você e curioso para saber mais sobre você. – ele fala se aproximando de mim. — Não tenho muito que falar, minha vida é totalmente pacata – eu olho para ele – minha vida é aqui, nasci e cresci aqui. — Flavia – ele fala encostando suas mãos em meu rosto de leve. Ele era um homem bonito, ontem quando fui até lá eu estava fraca, somente epensando no bebê, agora colocando a cabeça no lugar, estava achando difícil ele ser somente um caminhoneiro, nunca encontrei um caminhoneiro tão bem arrumado dessa forma,eu olho para ele estranhando. — Você é desconfiada – ele fala me encarando – parece que sofreu muito. — Você é Brasileiro? – eu pergunto para ele. — Nasci no Paraguay – ele fala me encarando — Por isso o sotaque – eu falo para ele e ele me encara — Cresci mas na parte do Brasil, mas mesmo assim tenho bastante o sutaque de lá do meu país – ele fala — Você viaja ? — Faço transporte com o caminhão, dar bastante dinheiro sabe – ele fala – não me dou muito com meu pai, quero seguir com as minhas próprias pernas. — Entendi – eu falo para ele. — Eu parto amanhã, o rio está baixando – ele fala – você tem certeza que não quer seguir viagem comigo? — Rio de Janeiro? – eu olho para ele – não, eu prefiro ficar aqui. — Tem medo da cidade grande a moça? – ele pergunta e eu o encaro ele. — Talvez tenha. — Você fala diferente das outras meninas aqui – ele fala – se cuida, é cheirosa. — Obrigada pelos elogios – eu falo para ele. — Não deveria estar se humilhando por um prato de comida como ontem. — É o meu destino – eu olho para ele – eu já aceitei ele. Não tenho o que fazer. — Não diga isso, para tudo tem solução nessa vida. Duvido que o seu destino seja ficar aqui. — Mas é – eu olho para ele – não posso fugir dele. Capítulo 79 Nolasco narrando Eu estava na sede da facção quando chega o caminhão, vejo que era Rodrigo descendo dele, ele se aproxima. — E ai – eu falo para ele — Carga toda no caminhão, demorou mas não tanto quanto imaginava. — Ficou fazendo o que por lá? Nesses dias. — Conheci uma garota, logo tiro ela de lá da vida que leva. — g****************a? — Vive em um dos bordel perto da balsa, bonita pra caramba – ele fala – logo trago comigo. — Vai se amarrar a uma p**a de bordel. — Você se amarrou nan minha irmã – ele fala – falando nisso cadê ela? — Tá lá cuidando das crianças. — Ela tá grávida mesmo? — Sim, mais uma menina. — Aumentando o reino – ele fala e eu o encaro — Ou a dor de cabeça – ele começa a rir — Vamos descarregar que preciso tomar viagem de volta. A gente descarrega todo o armamento e depois Rodrigo segue viaja para o Paraguay de volta e eu fico ali separando a carga junto de Ryan, até que chega Jão o dono do morro do Alemão. — Conhece esse filho da p**a? – Jão larga a foto e eu olho – Está com Toco. — Medrado – Ryan fala — Ele está vivo? – eu pergunto — Eu acho que eles estão na frente de vocês – Jão fala. – Vou falar a real Nolasco, precisa encontrar eles e m***r eles, se não tua credibilidade vai lá embaixo com os outros. To te passando o recado real, to segurando, mas daqui a pouco a corda vai estourar. Eu olho para ele e pego a foto. — Onde ele está? – eu pergunto — Não sabemos – ele fala – ele teve em um bordel no interior de Minas procurando Antonella, mas não a encontrou. Colocou o inferno lá na cidade, procurando em todos os bordel. — Ele não está com ela? – eu pergunto — Parece que não – ele fala – ele está atrás dela. — Filho da p**a! – eu falo nervoso. Capítulo 80 Antonella narrando Dois meses se passaram e eu estava de quase oito meses e meio, eu estava fraca, tinha conseguido ir até o hospital na cidade vizinha fazer um exame e o bebê estava com menos de 1kg e meio, ele estava bem pequeno, por isso não tinha nada de barriga. Era de noite e eu estava esperando cliente, quando vejo Rodrigo se aproximar, eu olho para ele e sorrio. — Ele está apaixonado por você, está na cara – Yeta fala — Não saio daqui para lugar nenhum. — Eu fico pensando, o que você aprontou no Rio de Janeiro – ela fala — Não aprontei nada. — Você é perigosa que nem a sua mãe, está aqui apenas querendo dar o bote. — Não estou entendendo o que está falando. — Sei sobre a morte da ssuas irmãs e do seu pai – ela fala – eu também desejaria vingança. — Eu quero esquecer isso e eu tento esquecer isso todos os dias – eu olho para ela. — Seu cliente está chegando Antonella – ela fala Eu olho para frente e vejo Rodrigo na minha frente. — Senti sua falta – ele fala — Não via a hora de você voltar. — Eu trouxe um presente para você, vamos até meu caminhão? — Claro. A gente pouco se encontrava aqui dentro do bordel, a gente sempre ia para o caminhão dele, ele sempre estava vazio porque ele pegava a carga dele aqui, a gente vai até o caminhão e ele me ajuda a subir na caçamba, quando subo , ele me entrega algo. — Era o que você queria? – eu falo vendo o chocolate. — Era sim – eu respondo para ele sorrindo. Eu estava com muita vontade de comer o chocolate, mas nunca tinha falado para ele sobre a gravidez ainda. — Trouxe isso também – ele fala com algumas sacolas de farmácia — Obrigada pelos presentes, eu simplesmente amei. — Não precisa agradecer. — Mas eu quero – eu falo sorrindo para ele. A gente se beija e eu vou por cima dele, ele me pega pela cintura, ele pega uma c*******a na mão e a gente começa a se beijar, os beijos mais intensos, ele passando a mão pelo meu corpo. (....) Eu acordo e ele não estava na caçamba da caminhonete, eu vou até a porta da caçamba que estava aberta e saio para fora, vejo Rodrigo no telefone um ppouco distante, o dia estava amanhecendo, ele me ver e faz sinal para que eu espere, eu fico esperando ele voltar. — Vou precisar ir – ele fala me olhando – mas não queria deixar você. — Sua carga já vai chegar? — Já – ele fala – ela se adiantou, está tranquilo passar o rio. — Faça uma boa viagem, fico apreensiva por você – eu falo para ele. — Eu não quero deixar você – ele fala. — Eu não posso ir – eu olho para ele – a gente tá se encontrando desde que nos conhecemos e já faz bastante tempo, você me trata bem diferente do que qualquer outro, você me dar dinheiro para me manter aqui sem ter que me envolver com outra pessoa. Mas eu não posso ir ao Rio de Janeiro – ele me olha estreitando os olhos sem entender nada. — Por que você não pode ir ao Rio de Janeiro? – ele pergunta e eu me sinto apreensiva com a sua pergunta.
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