4° Capítulo: Sol, Mar e Provocações

948 Palavras
​Quarta-feira, 10:45 ​Acordei e me virei na cama; Luana ainda estava no quinto sono. Levantei, fiz minha higiene e escolhi um look leve: um cropped cinza de alcinha fina, short jeans e minhas sandálias. Luana finalmente despertou, passou por mim direto para o banheiro e eu fiquei na cama esperando. Minutos depois, descemos para tomar café. ​— A gente vai à praia hoje, né? — ela perguntou, atacando o pão. ​— Claro! ​— Mas antes vamos passar na minha casa. ​— Por quê? ​— Quero avisar meu primo e também pegar um biquíni novo que comprei. ​— Já entendi que você não gosta das minhas roupas — brinquei, revirando os olhos. ​Subimos, arrumei minhas coisas e troquei de roupa. Mandei uma mensagem chamando o Benício para ir com a gente. Entramos no meu carro e dei partida em direção ao morro. Chegamos na casa dela, ela pegou as coisas e se trocou rapidinho. Quando estávamos voltando para o carro, o Benício apareceu. ​— Pensei que vocês iriam mais tarde — ele disse, apoiando os braços na porta do carro. ​— Vai vir junto ou não? — perguntei, empurrando o braço dele de leve. ​— Se der, eu apareço por lá. ​— Beleza — Luana entrou e eu acelerei rumo à praia. ​Chegamos e o lugar estava tranquilo, quase vazio. Alugamos duas cadeiras, deixamos nossas coisas e corremos para a água. Ficamos brincando feito crianças até o cansaço bater. Voltamos para a areia, esticamos as toalhas e deitamos de costas para o sol. Eu estava quase cochilando quando alguém tapou a minha claridade. ​— Quem é o filho da p**a que está na frente do meu sol? — resmunguei. Tirei os óculos para enxergar melhor e quase caí para trás. ​— Oi, primo! O que está fazendo aqui? — Luana perguntou enquanto nos levantávamos. ​— Vim curtir um pouco — ele respondeu, me encarando. Como eu não sou de abaixar a cabeça, sustentei o olhar. ​— Esta aqui é a Geovanna, minha melhor amiga — Luana nos apresentou. — Geovanna, esse é o PG. ​Ele deu um aceno seco e olhou para a Luana. ​— Os caras estão jogando vôlei e falta dois para completar o time. Querem jogar? ​— Pode ser — respondi. Eu já sabia quem era o primo dela, mas nunca tínhamos conversado de verdade; era sempre cada um no seu canto. ​Fomos até a rede onde estavam PK, MPM, CLJ, KG, Benício e mais alguns garotos. O time do PG, PK, MPM, CLJ e KG ficou contra o meu, da Luana, do Benício e mais três caras. Comecei no saque e logo de cara fiz três pontos. No fim, ganhamos de 19 a 7. ​— Vou comprar bebida, alguém quer? — perguntei. PK e MPM foram comigo buscar. ​— Cadê o CLJ? — PG perguntou quando voltamos. ​— Última vez que vi, estava com a Laura — KG respondeu, de olho nos arredores. ​— Primo, você já vai? — Luana quis saber. ​— Sim, deixei o Pernalonga no meu lugar. Falei que seria rápido, mas você sabe que não confio em ninguém. ​Ele estendeu uma latinha de Skol Beats para mim. ​— Toma. ​— Valeu — peguei da mão dele, abri e dei um gole generoso. ​— Amiga, você está dirigindo! — Luana alertou. ​— E o que tem? Você dirige no meu lugar. ​— Se eu fosse você, não dava o carro na mão dessa louca — PG falou, soltando uma risada curta. ​— Ainda bem que eu não sou você. Vou deixar ela dirigir, sim. ​— Primo, você ainda não viu nada — Luana provocou. ​— Quem sabe algum dia eu vejo... — ele disse, dando uma piscadinha discreta para mim. — Já estou indo. PK, vem comigo? ​— Luana, não demora muito para ir embora — PG ordenou antes de sair. ​— Calma aí, "guarda da penitenciária"! — respondi por ela. — Ela está em boa companhia, não vai morrer, não. ​— Já passei a visão, Luana — ele ignorou meu comentário, deu as costas e saiu andando com os meninos. ​Ficamos mais um pouco e decidimos ir embora. Luana foi no volante. Chegamos na minha casa todas sujas de areia, então entramos pela porta da cozinha e subimos direto para o meu quarto. Tomei um banho demorado, vesti uma camiseta vinho e um short jeans preto. ​— Quer que eu te leve em casa? — perguntei enquanto secava o cabelo. ​— Por favor. ​Descemos e meu motorista estava limpando o carro na garagem. Ele se ofereceu para levá-la, mas eu mesma quis dirigir. Estacionei na frente da casa do PG e subimos para o quarto da Luana. Ela entrou no banho e, como eu estava morrendo de fome, avisei pela porta: ​— Vou descer para fazer um lanche para a gente, tá? ​— Tá bom! ​Fui até a cozinha, que estava vazia, e preparei uma bandeja caprichada: frutas, Nutella, torradas e leite. Voltei para o quarto e ela já estava pronta. ​— Hum, que delícia! — ela se ajeitou na cama. — Coloca Supernatural para a gente assistir. ​— Ai, esse Dean Winchester é muito gato... — comentei, pegando uma torrada. ​— Prefiro o Sam — ela respondeu, mergulhando um morango na Nutella. ​— Bem que eles podiam ser brasileiros, né? — rimos juntas. ​A diversão foi cortada pelo som da porta se abrindo. PG e PK apareceram no batente.
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