​1° Capítulo: O Baile

655 Palavras
Luana e eu estávamos jogadas na cama, cada uma mergulhada no próprio celular, aproveitando a preguiça da tarde. ​— Miga, me responde uma coisa — Luana disse, sentando-se e deixando o aparelho de lado. ​— O que foi? — perguntei, sem tirar os olhos da tela. ​— O que você tem, afinal, com o Benício? — Aquilo me fez olhar para ela na hora. ​— A gente dá uns "pega", mas nada sério — respondi, voltando minha atenção para o celular, mas a curiosidade bateu. Olhei para ela de novo. — Por que a pergunta? Tá interessada nele, é? ​— Tá doida? Só queria saber mesmo — ela riu, pegando o celular e deitando novamente. ​O resto da tarde passou voando. Quando deu 19:30, fui para o banho e Luana foi logo em seguida. Começamos o ritual da produção: pele bem feita, o famoso delineado gatinho, muito rímel e aquele gloss que não pode faltar. ​Eu, Geovanna, escolhi um body de renda preto, shorts jeans e um tênis preto para aguentar a noite. Como a Luana não tinha trazido roupa, emprestei um body de renda vermelho, saia de couro e um salto preto. Estávamos prontas. Descemos, entramos no carro e o motorista deu partida em direção ao baile. ​Na entrada, dois caras fizeram sinal para encostar o carro. PK encostou na porta, com aquele jeito folgado de sempre. ​— O que estão fazendo aqui? — perguntou, encarando a gente. ​— Viemos pro baile, agora dá licença! — Luana respondeu, empurrando o braço dele. ​— O seu primo sabe disso? ​— Como se eu precisasse de autorização, né? — Eu não aguentei e caí na risada com os dois. ​PK fez um sinal e os caras liberaram. O baile estava lotado, como de costume. Fomos direto para o camarote. De lá, vi a Laura dançando para o CLJ e outra menina, a Juliana, se não me engano, no colo do MPM. O clima estava quente. ​— Vamos dançar! — puxei a Luana para a pista. ​No meio do movimento, senti uma mão firme na minha cintura. Era o Benício. ​— Tá gostosa, hein? — ele sussurrou no meu ouvido, tentando superar o som alto. ​— Querido, eu não estou gostosa. Eu sou gostosa! — respondi na mesma altura. ​Passei as mãos pelo meu corpo para provocá-lo. Ele sorriu, me puxou para mais perto e me beijou com vontade. Quando paramos, pedi: ​— Pega uma bebida para mim? ​— Já volto. ​Ele sumiu na multidão e logo retornou com dois copos. Viramos em um só gole, sentindo o efeito subir rápido. Não demorou para um cara puxar a Luana para um beijo, e o Benício fez o mesmo comigo. Dali para frente, a noite foi um borrão de música e adrenalina. ​04:15 da manhã ​Saímos do baile exaustas e fomos direto para a casa da Luana. m*l chegamos no quarto e nos jogamos na cama, apagando quase instantaneamente. ​Segunda-feira, 13:45 ​Acordei com a cabeça pesada. Fui ao banheiro e vi que Luana ainda estava no quinto sono. Peguei meus sapatos e desci, ligando para o motorista me buscar. O caminho até a entrada do morro era longo, e descer aquela ladeira meio tonta de ressaca não era minha atividade favorita, mas eu já estava acostumada. ​Quando cheguei lá embaixo, o PK ainda estava de plantão e me olhou com um sorriso de canto. ​— A festa rendeu, hein? — ele começou a rir da minha cara. ​— i****a! — Mostrei o dedo do meio para ele, retribuindo o carinho. ​O carro já estava me esperando. Entrei, relaxei no banco e o motorista seguiu para minha casa. Assim que cheguei, só tive forças para tomar um banho, vestir meu pijama de manga longa e me jogar na minha cama.
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