Momentos em família [Parte dois]

4443 Palavras
— Já está tudo arrumado? — Jungkook olhou ao redor, pegando a mala do Jiwan. — Já, agora é só esperar o doutor Kim, para assinar a alta. — ouvi mamãe falar, brincando com os dedinhos do bebê, que estava deitado. — mãe, a senhora ainda ficará conosco? — Vou... Quer dizer, se o kook-ah e você quiserem... Eu não quero atrapalhar vocês. — Minha sogra, a senhora não atrapalharia nunca. É muito bem-vinda na nossa casa. — Então ficarei alguns dias, apenas para ajudar no que precisarem. — Onde está o bebê do papai? — Hyun entrou sorrindo, completamente animado. — Eu não acredito que vou ficar uma semana sem ver essas bochechas. — ele lamentou, aproximando-se de Jiwan. — Eu te envio uma foto todo dia hyung, até você receber alta. — Jungkook disse, buscando também minha mala, a deixando sobre a cama. — Posso ficar um pouquinho com ele? — Hyun pediu a minha mãe. — Claro que pode. — mamãe pegou o bebê no berço e o entregou. Jungkook veio até mim e sentou ao meu lado, me abraçando e dando beijinhos por todo meu rosto. — Você está bem? — ele me puxou para dentro dos braços grandes e me apertou devagar. Não protestei, precisava de carinho e os de Jungkook eram os meus favoritos, então apenas retribui, me amarrando a ele. — Você está lindo amor. — ele beijou minha testa, e acariciou minha bochecha. — Vamos para casa hoje e eu vou cuidar de vocês dois lá. — Você é maravilhoso. — sorri e encostei-me a ele, vendo Kihyun começar a chorar baixinho por ter que deixar o bebê ir. — não acredito nisso. — ri e ouvi a risada de Jungkook, que tirou o celular do bolso e tirou uma foto daquele momento. — Depois eu mando para ele, e o chamo de chorão. — Ele está sensível. — O Hyung parece sentir muito mesmo, é uma pena que ele fique ainda aqui no hospital. — É para a saúde dele. — Me ajeitei mais a Jungkook e senti suas mãos me segurarem mais. — Com licença. — doutor Kim entrou no quarto nos olhando. — Como está o meu paciente favorito? — Estão bem. — sorri e o vi se aproximar. — Ele chorou muito durante a noite? — Só um pouco... Rosé disse que era cólica. Mas ela me ensinou alguns truques de como fazer para melhorar. — Ótimo. — ele veio até mim e me entregou duas folhas. — A primeira é algumas dicas do que comer, porque nessa fase os nutrientes são importantes para você e o bebê, mas aconselho a desde então iniciar um acompanhamento com um nutricionista porque suas taxas andam bem baixas, certo? Precisa se manter bem. — Tudo bem, vou procurar marcar com agilidade uma consulta, não se preocupe, doutor Kim. — Tudo bem. A segunda folha, é sua alta. Já está liberado para ir para a casa com o seu bebê. Sorri e fiquei de pé no mesmo instante. — Muito obrigado por tudo. — Me atrevi e o abracei. — O senhor foi um dos mais importantes para mim durante esse período. — Nos veremos por aí, certo? — ele sorriu simpático para mim. — Espero muito por isso. — Mas é claro que sim. Jungkook também se aproximou do médico e deu-lhe também um abraço apertado. Depois de todas as despedidas, e de mais um tempo de choro do Kihyun em nos ver partir, enfim estávamos no carro, rumo a nossa casa. — Mãe, a senhora já viu o quartinho do jiwan todo completo? — Perguntei. Conseguia sentir meu corpo vibrar em pura ansiedade. Ela assentiu, rindo para Jungkook, já sabendo que eu iria pedir mais uma vez para ver as fotos. — Amor, a gente já está quase em casa, você verá quando estiver lá. — Ah kookie... Já fazem trinta minutos que estamos dentro desse carro, e até agora não chegamos! — É porque a casa fica em uma área florestal, meu anjo. — mamãe falou. — mas você vai adorar, é tudo lindo. — Florestal? — franzi o cenho. — eu não sabia disso. — É. — Jungkook assentiu. — É enorme lá amor, tem bastante espaço para o nosso futuro, e o seu ateliê ficou no cômodo maior, para te dar todo o espaço e conforto. — Tem certeza que não vamos te incomodar, né? — perguntei. — Amor, lá também é sua casa agora. Não é minha, é nossa, então você é a pessoa mais bem-vinda para se estar naquele lugar, é óbvio que não vai incomodar em nada. Sorri e concordei. — Sabe o que pensei agora? — Falei olhando-o. — Você já morava lá quando nos conhecemos, certo? — Jungkook assentiu. — Então, como você estava quase todos os dias no centro? — Bom, eu poderia dizer que era somente por causa da cafeteria, aquela é uma das principais e com mais movimento, mas vou confessar que era única e exclusivamente por você. Foram mais dez minutos até que estivéssemos em frente a uma casa enorme, toda em tons amadeirados e com janelas de vidros por todo o lugar, que davam vista para as milhares de árvores enormes que tinham por todo o redor. — Kookie? — o olhei surpreso, enquanto ele me olhava sorrindo e até mesmo um pouco apreensivo enquanto segurava Jiwan dentro do bebê conforto. — Essa casa é incrível... — É perfeita para nós. — Ela é gigante, meu deus! — Eu disse que teríamos espaço, amor. Você verá, é perfeita para sermos felizes como família. — Acho fofo que você sempre fala do futuro com meu chimmy, me deixa bastante feliz. — mamãe comentou ao lado. Kookie sorriu, ficando ainda mais envergonhado. — Eu não me imagino sem ele, sogra. Seu filho é o meu destino. Mamãe suspirou e sorriu toda derretida, enquanto Kook ainda me olhava. — Então... Você gostou? — Tem como não gostar? — Sorri. Ainda estava admirado com a arquitetura daquilo. Inclinei-me para olhar a frente e os andares além, no topo havia uma enorme varanda. — Lá é o seu ateliê. — ele sorriu olhando o topo também. — Eu coloquei no lugar mais bonito e aconchegante da casa, mas caso queira, podemos realocarmos. — Não se preocupe com as escadas, anjo, tem até elevador aí dentro. — mamãe disse simples, me surpreendendo. — Elevador, Jungkook? — olhei-o incrédulo. — Já estava aí quando eu comprei, não me olhe assim. — ele ergueu uma mão em rendição e sorriu caminhando até onde eu estava e deixou um beijo sobre o topo da minha cabeça. — Vamos entrar? — ergueu a mão livre para que eu me segurasse ali. Assenti e aceitei a mão e a ajuda dele para caminhar até o lado de dentro do lugar. A entrada, já era surpreendente. A parte de fora tinha algumas janelas de vidro ao redor como disse, mas foi quando entrei que vi o lugar por dentro, que fiquei boquiaberto. Era simplesmente incrível. A sala era dividida em três ambientes. Perto da entrada havia a sala de estar e prejulgo que a de visitas. Havia dois sofás cinza grande e algumas poltronas próximas, dando um aconchego bom no lugar, e era tudo era completo com a lareira que ia até à parte superior da casa, localizada bem ao centro. No canto, havia a sala de jantar, com uma mesa nos tons escuros, com doze lugares e um lustre ao centro do teto. Era algo completamente sofisticado e bastante confortável. E no fundo, havia a última. Poderia dizer que já era a minha parte favorita daquele ambiente. Não havia paredes concretas e fechadas ali, eram somente janelas com aberturas enormes e que davam vista de toda a floresta reclinada da parte de trás da casa. Também tinham dois sofás na cor cinza e um centro revestido em couro preto no canto, com alguns livros sobre ele, junto a algumas luminárias também na cor preta. Um estofado livre ficava na parte debaixo da janela principal e centrada e não pude me conter em já me imaginar sentado ali lendo um livro ou apenas passando um tempo com Jiwan ou Jungkook enquanto apreciávamos a paisagem. — Você quem decorou? — perguntei a Jungkook, vendo-o assentir. Ele tinha o olhar apreensivo enquanto mordia o lábio inferior para mim. — Sim, mas você pode mudar o que quiser... — Não, está lindo assim. Você fez um trabalho incrível aqui, Kookie, você tem um excelente senso de decoração. Ele sorriu mostrando os dentinhos lindos mais uma vez e me abraçou em seguida, do jeito que dava com o bebê em uma das mãos. — Eu fiz o possível para deixar tudo lindo, para nós três. — Nós três... — aspirei o perfume doce dele e fechei os olhos — Eu amo tudo isso. — sussurrei para que apenas ele ouvisse e recebi um beijo no pescoço. — Eu também amor. — ele se ajeitou à minha frente e me olhou. — Quer ver o quarto do nosso elefantinho? Assenti animado e apenas o esperei deixar o bebê conforto sobre o sofá e de lá retirar o bebê para o trazer no colo. Mamãe sentou em um dos sofás e buscou o celular. Ela precisava sempre ligar para Suly, a gerente do nosso Hotel, para saber como tudo estava indo e se ela estava dando conta sozinha, então eu sabia que aquele momento era apenas trabalho e apenas segui Jungkook. — Isso é um pouco bizarro. — olhei ao redor, por trás do vidro transparente do elevador quando adentramos. — Eu também acho. — ele sorriu. — Não costumo usar isso nunca, mas é bom para você no começo, não precisará subir as escadas e se forçar. Mas se quiser, podemos tirar depois. Eu não faço questão. — Podemos ver isso depois. Mas bem depois, eu 'tô começando a achar bem divertido. — Olhei o andar abaixo ficando para trás, logo ouvindo o som leve que indicava o próximo andar. As portas transparentes se abriram em frente a um longo corredor que passava por três portas. — Sua mãe está nesse quarto aqui. — Ele abriu a primeira porta e pude ver uma cama grande, bem organizada, no centro do lugar enorme. — Tem varanda, e alguns livros na estante... Eu não sabia como organizar para ela, então liguei para minha mãe e ela me deu algumas dicas. Mas não tem muitos móveis já que era apenas eu aqui. — Sua família nunca vem aqui? — Eles costumam vir, mas sempre é uma bagunça e isso nunca me fez ter a coragem suficiente para encher a casa de móveis. Mas irei mudar isso agora, visto que provavelmente eles irão querer fazer uma festa por causa de você e Jiwan. Mas por hora está bom, certo? Sun-Noona disse que estava ótimo... — Está realmente muito bom, Kookie. Podemos organizar tudo com mais calma depois, eu quero te ajudar com a mobília. — Eu vou amar fazer isso com você, Chim. Até porque, todos os outros quartos estão vazios também... — Uhum, mas e o do bebê, onde é? Jungkook apontou para além do corredor. Depois das três portas, um pouco mais afastadas, existiam mais outras duas. — Esse é o do elefantinho, mas eu quero que feche os olhos. — Por quê? — protestei. Estava ainda mais ansioso; — Para dar emoção, ué. Fechei meus olhos sorrindo, enquanto Jungkook se colocava na frente. — Está pronto? Assenti e ouvi o som da porta sendo aberta. Em seguida sua mão me tocou, guiando-me para dentro. — No três, ok? — assenti novamente, sentindo-me eufórico — Um... Dois... Três! Abri os olhos no mesmo instante. Fitei o local e caramba, meu coração acelerou ainda mais. — Jungkook... — caminhei devagar, indo até o centro do quarto, onde havia um tapete branco, e observei tudo dali. — Ficou lindo, não foi? — Ficou perfeito! — falei extasiado. Caminhei até o berço e vi tudo bem arrumadinho ali. O quarto estava idêntico ao projeto que Lalisa havia entregado, sem tirar ou pôr. Porém, era emocionante ver tudo de pertinho e poder tocar. Era realmente incrível. Os tons de madeira no piso e nas paredes do lugar combinavam com toda a casa, mas o toque delicado, com os brinquedos e pelúcias deixavam tudo com jeitinho de bebê, o que dava um prazer e uma calmaria maravilhosa. Os elefantinhos espalhados por todo o lugar pareciam brincar com o apelido que Jungkook havia criado ao mesmo tempo em que adereçava todo o local. Na parede, a pintura das montanhas, mesclando do cinza ao branco, junto a estrelas marrons e brancas, faziam tudo ficar mágico. Aproximei-me mais, observando tudo de perto e sentindo meus olhos queimarem com a emoção que estar ali me proporcionava. — Ela me deixou escolher a cadeira de amamentação... — kook disse baixinho. — Mas ainda assim, se não for boa para você, podemos trocar. Afinal, será você quem mais usará. Olhei além para a poltrona cinza e um apoiador para os pés e sorri. — Você também usará, ou se esqueceu que aprenderá a dar mamadeiras? Jungkook assentiu, ninando o bebê em seu colo. Na janela do outro lado do berço havia uma bancada acolchoada e que se assemelhava muito com o estofado da sala. Dava para sentar ali ou até deitar, então talvez aquilo tenha sido posto para um repouso ligeiro. — Ela pensou nos dias difíceis, para caso precisemos ficar um pouco ao lado dele no berço. — Jungkook explicou, talvez vendo o modo em como eu encarava aquilo. — Ah, e essas luzes não estavam no projeto, eu quem vi no pinterest e perguntei para Lalisa se dava para pôr. Assenti e desviei minha atenção para o teto, vendo as luzinhas se espalharem até por lá. — Ela disse que poderíamos pôr um móbile se quiséssemos, mas não achei nenhum que fosse muito legal, então deixamos assim e ela disse que você com certeza amaria quando tivessem ligadas. — Mesmo? Jungkook assentiu, ainda segurando o bebê e caminhou até o interruptor. Logo a luz principal abaixou, ficando num tom completamente ameno e as luzes se acenderam, não dando sequer algum impacto nos olhos, por suas luzes também serem suaves, mas ficando como estrelas, numa constelação gigantesca. — Woah, são lindas. — sorri bobo olhando as luzes. — Eu preciso abraçar a Lalisa... — Olhei para jungkook e caminhei até ele. — Mas principalmente a você. Obrigado por tudo isso, anjo. Ficou incrível. Jungkook me beijou com calma, mas o toque não se estendeu. Ele sorriu quando olhou para Jiwan em seus braços e enfim o colocou dentro do berço. Repousando o bebê com calma ali e só então retornando para me abraçar como desejava. Ficamos ali abraçados por longos minutos. Comigo, enfim liberando minhas lágrimas e fungando baixinho para não acordar o pequeno bebê e inteiramente rendido quando ele ainda me mostrou todo o restante da decoração e seus detalhes. No fim, Jungkook me puxou devagar até que estivéssemos sentados no estofado abaixo da janela. — Eu quero te bater... — O que foi? — tocou sobre minha bochecha e olhou preocupado. — eu fiz algo errado? — Errado não, mas você fez meu coração acelerar. — encarei-o falando a verdade. — Você é perfeito, parece que fez tudo pensando em nós de fato, mas se importou com cada mínimo detalhes e pôs o seu amor em tudo, é impossível não querer te bater por ser tão perfeito, que saco. Ele sorriu e também tentei sorrir, mas mais lágrimas desceram por meus olhos, e tive que o abraçar apertado, chorando em silêncio sobre seu peito e me sentindo especial quando o senti retribuir. — Vamos para o nosso quarto. — Ele segurou minha mão e a passos pequenos, me guiou até a porta ao lado. — Sente-se bem? Está com alguma dor? — Estou bem. — Sorri animado, caminhando para fora do quarto de Jiwan, mas vendo-o ligar e ajustar a babá eletrônica antes de sair, e então buscar uma para carregar consigo. — Prontinho? — Ele outra vez fez suspense ao tocar a maçaneta do quarto. Assenti e fui obrigado outra vez a fechar os olhos e só abrir quando já estava lá dentro. O quarto, diferente de toda a cama, tem paredes brancas e revestida em algo que eu não saberia distinguir. Há pouca decoração com cor, mas há flores e eu tenho certeza que Jungkook colocou-as apenas porque estou aqui. A constatação me faz sorrir. Caminho até a cama que parece grande demais para nós dois e sento na beirada. Ainda estou absorto com o tamanho de tudo, o quarto é quase do tamanho do meu antigo apartamento inteiro. Há duas portas à frente e alguns móveis espalhados, mas organizados de forma bonita. Uma varanda no canto que nos dá a vista para a floresta atrás também e consigo ver até mesmo um pequeno lago. — Você gostou? — outra vez Jungkook perguntou apreensivo. Assenti. — É bonito, mas é muito grande, kookie. — É o maior quarto da casa. Não há móveis bonitos aqui também, mas pensei em colocarmos um sofá naquele canto e talvez fazermos um lugar para leituras particulares ali. Também pensei em colocar alguns dos quadros do seu antigo apartamento em alguns pontos da nossa casa, eu sei como você os ama e fiz questão de guardá-los com muito cuidado no seu ateliê, você pode dar uma olhada depois. Podemos também pôr um... — eu ouço-o falar sem parar e apontar para cada ponto do quarto vago. E a euforia junto a jungkook que sempre me faz sentir parte de tudo, me deixa inteiramente radiante. — Podemos arrumar nossa casinha juntos, amor. Vai ficar linda. — Estou ansioso para isso. — O nosso closet é ali. — ele apontou para uma das portas e abriu-a. — Eu deixei suas coisas organizadas aqui, mas ainda tem muito espaço. — Woah... — eu fui até ele, adentrando o lugar. — Há muito espaço mesmo. — É um closet dividido, eu nunca sequer consegui encher a primeira parte com minhas coisas, mas guardo algumas caixas no fundo, espero não te chatear. — Você precisa parar de pensar só em mim, anjo. Como você mesmo diz, a casa é nossa, então a sua opinião e conforto é tão válida quanto a minha, tudo bem? — Tudo bem, é só que estou extremamente feliz em te ter aqui, mochi. Eu esperei tanto por isso, é como um sonho se realizando. Os olhos de Jungkook chegavam a brilhar. Era impossível não achá-lo fofo e inteiramente apaixonante, então por isso tudo o que fiz foi abraçá-lo e beijá-lo, sentindo a pressa e a saudade de tê-lo assim, tão perto. — Você parece feliz. — ele diz. — Estou realizado também. Eu sonhei muito com isso. — Mesmo? — os olhos são redondos e atentos. — Mesmo. Eu também sonhei em ter um lugar para ficarmos e fazermos nossa própria família, amor. — Teremos uma família grande, Jiminie. Seremos muito felizes, te prometo. Jungkook continuou a me mostrar todo o restante. A porta seguinte era o banheiro. Também não tinha muita cor ou decoração, mas havia uma banheira com cerca de dois metros logo depois dos chuveiros e ele ainda me animou quando disse ter hidromassagem. A bancada da pia era grande também, com duas pias para não nos atrapalharmos e os nichos eram de uma imensidão, acoplados no box duplo e já com alguns cremes ali. Alguns que até mesmo reconheci ser das marcas que uso. — Você deixou tudo pronto, Jun, é realmente admirável. E você nem sequer saiu do meu lado por todos esses dias. — Eu me esforcei bastante, apenas para te ver feliz no nosso lar. Ainda preso a ele, permiti que mais beijos viessem. Ele parecia ainda mais apaixonado e tal coisa não me surpreendia porque meu próprio coração parecia ser invadido com brutidão. Jungkook buscou minha mão quando deixou um último selar em meus lábios e me olhou nos olhos. — Eu tenho uma surpresa para você... Mas ainda não está pronta. Na verdade, ainda vai demorar algumas semanas, então teremos que esperar um pouco, tudo bem? Sorri e assenti, caminhando de volta ao quarto e agora fuçando os móveis ao lado da cama. — É o desenho que você disse que tinha feito? — apontei para a folha deixada em um dos móveis de cabeceira. Ele assentiu e buscou-o. — Eu fiz no dia em que demos o nosso primeiro beijo... Eu não conseguia dormir direito porque pensava algo como: Meu deus, ele me beijou? E então continuava com: E eu o beijei de volta! — Você realmente pensou em mim naquele dia? — Por todos os segundos até terminar o desenho e enfim dormir. — Eu também pensei em você naquele dia... mas ainda era um pouco confuso para mim, eu pensava que havia agido errado, talvez você sequer quisesse olhar para mim depois e só não havia tido educação para dispensar um homem grávido... Mas naquele dia durante o banho, tudo que me vinha à mente era o seu sorriso, e o seu cheiro, e quando eu deitei, o nosso beijo passava pelo meu pensamento como um vídeo repetido e sempre me fazia sorrir como um bobo, eu só não queria me envolver de cara. Senti os lábios finos, se apressarem para me beijar mais uma vez, apenas em pura súplica. Talvez minhas palavras, minha verdade, houvesse feito aquilo, mas o beijo era bom, era como se eu não quisesse parar de beijá-lo nunca. E foi rápido quando minhas mãos rodearam o pescoço dele, o trazendo para mais perto. — Essa é realmente a nossa cama para fazermos amor. — ele sussurrou sorrindo e me beijou mais uma vez. — Seu bobo — Falei. Jungkook se esgueirou e me entregou um bilhete que havia também sobre o móvel. — Eu fiz para você, mas esse eu escrevi a poucos dias. — Posso abrir agora? — Perguntei sentando-me sobre a cama e ele assentiu, me olhando em expectativa. "Olá meu amor. Procurei palavras surpreendentes para pôr aqui e te ver sorrir completamente apaixonado para mim, mas percebi que não há sequer uma palavra que define o amor, que eu já não tenha te dito e que soe tão surpreendente assim. Sempre te falo de amor, seja em sussurros ou juras, porque eu sempre deixo com que essas palavras escapem de mim e te façam sorrir quando menos espera. Como agora, estou louco para dizer que te amo, mas possivelmente já disse isso uma centena de vezes e só hoje! E isso nem sequer é mentira, é apenas o meu modo de expressar o quanto de amor existe dentro de mim e como ele pertence a você e a família que estamos formando a partir de agora. Esse bilhete não é nada muito especial, só escrevi porque quero que saiba que você faz parte de cada centímetro meu. Tudo em mim, existe você. Só desejo que sejamos felizes nessa nova fase como família. Eu te amo, e com certeza vou para sempre te amar. Esse desenho que fiz é apenas para que veja como é lindo o meu amor. O meu Park. Mas agora precisarei pedir algo a você. Vire-se, por favor, e me beije, preciso sentir mais do Park que teve o destino entrelaçado a esse Jeon aqui". Dobrei o papel novamente e ri baixo antes de me virar. Jungkook me olhava a todo tempo, e se assustou quando fiquei de pé e o puxei pela mão em silêncio, o deixando de pé a minha frente e o abraçando forte, apressando-me a realizar seu pedido e beijando-o com calma, sentindo seus lábios se encaixarem com maestria aos meus. — Eu também te amo jungkook... Ele sorriu, repetindo o beijo e me apertando mais um pouco, apenas para senti-lo ali. — Descanse um pouco. Eu vou buscar algo para você comer, e depois fico com jiwan. — ele falou tocando meus cabelos, encarando-me nos olhos. — Podemos ficar só mais um pouquinho aqui? Preciso de um pouco de carinho... — Claro. Sorri subindo sobre a cama, e deitando ali, apoiando minha cabeça sobre o braço dele para me aconchegar mais. Suspirei aliviado, sentindo o carinho leve nos meus cabelos, e o som calmo de sua respiração. — Você está feliz? — perguntei-lhe, observando o sorriso calmo que brotou nos lábios desenhados em seguida. — Não há palavras que possam definir o que estou sentindo agora. — ele me encarou de lado e sorri apenas por sentir meu peito se derreter um pouquinho mais. — Estou mais que feliz, amor... Estou me sentindo realizado. — Eu fico imensamente feliz em saber que te faço bem... Sabe, quando eu te conheci, nunca passou pela minha cabeça que ficaríamos juntos. Eu achava que você era só um moleque, que talvez quisesse se divertir, mas eu me enganei, e ainda bem que me enganei, porque olha só você... Você é perfeito. — Eu não sou perfeito, amor. Sou apenas um homem feliz... Um homem que está amando, e que sabe que é amado... Estamos construindo nosso futuro, e apenas isso me faz sorrir como um bobo. — Nós somos bobos então, porque você também me faz sorrir à toa, toda vez que fala assim. Ouvimos um chorinho baixo pela babá eletrônica e me atentei. — Eu vou lá. — Avisei-lhe. — Não, descanse um pouco. Eu vou. — Está tudo bem, Kookie. Mas enquanto eu estiver lá, pode fazer algo para eu comer? Estou faminto. Ele assentiu me ajudando a ficar de pé e caminhou comigo até o quarto ao lado. — Acho que a cólica voltou... — Eu vou descer para fazer um chá. — ele avisou. Assenti e o vi sair. Busquei o bebê que chorava um pouco mais alto e sentei-me na cadeira de amamentação. — O que foi meu amor? — perguntei vendo o pequeno fazer bico, quebrando meu coração em mil pedaços. Ajeitei meu pequeno sobre meu colo, e iniciei uma cantiga baixa. Jungkook retornou depois de alguns minutos com uma mamadeira feita com chá de camomila e me entregou. A noite toda foi inteiramente assim, regada a choro, colo, muita paciência e músicas cantadas em um tom de sussurro. Tentei ficar ao máximo com Jiwan mas em torno das quatro da manhã, jungkook praticamente me obrigou a ir dormir, que ele cuidaria de tudo ali. Sorri e o permiti, me permitindo vê-lo sentar sobre a cadeira e balançar devagar, enquanto encarava Jiwan de pertinho e cantava baixo outra vez.
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