Capítulo 8

1516 Palavras

Pesadelo Narrando Depois que desliguei o telefone com o Galego, fiquei alguns minutos parado, encarando a parede descascada da cela. Aqui dentro, silêncio nunca é silêncio de verdade. Sempre tem barulho de grade batendo, carcereiro gritando, risada falsa, ameaça sussurrada. Mas naquele momento o barulho maior era na minha cabeça. Essa regra nova tinha virado minha rotina do avesso. Cinco anos preso, controlando tudo de longe, e agora um papel, uma assinatura, podia mudar o jogo inteiro. Quando deu a hora do banho de sol, saí da cela com o corpo pesado e a mente inquieta. Os caras já estavam no meio do pátio, disputando bola como se aquilo fosse final de campeonato. Um deles gritou meu nome, chamando pra jogar. Balancei a cabeça em negativa. Não era dia. Quando minha cabeça entra nesse mo

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