acordei cedo, pois tenho uma entrevista hoje. tomei café com meus irmãos.
não coloquei terno, odeio ter que usar terno, coloquei uma roupa mas social. uma calça social, uma blusa lisa preta, uma corrente, meu relógio, e um tênis social.
julia: aonde você vai assim todo arrumado?
breno: tenho uma entrevista daqui a pouco
julia: boa sorte irmão
nando: boa sorte mano
breno: obrigado.
digo levantando, vou até meu quarto, pego minha bolsa e saio. chego lá 3p minutos antes do horário combinado, dou meu nome na entrada principal
breno: bom dia, sou Breno Mendes. vim para a entrevista
mulher: bom dia, claro o senhor Foster está a sua espera, pode subir para o 6° andar. lá você anuncia sua chegada para a senhoria diana
concordo com a cabeça e subo de elevador, chego no 6° andar e dou de cara com a diana, achei que fosse outra mas é ela.
breno: bom dia Di, tudo bem? pode anunciar minha chegada para o senhor foster?
diana: bom dia, breno. claro que sim, só um momento.
entro na sala converso com o senhor foster, ele é quase um senhor, mas é estiloso o que ajuda muito a não sabermos qual idade exata ele tem, mostro meu currículo, conversamos mas um pouco
senhor foster: que ótimo breno, fique atento qualquer coisa o ligaremos
breno: tudo bem, tenha um bom dia senhor
senhor foster: digo o mesmo.
saio da sala, me despeço de Diana. vou pra casa, tomo banho e tomo café com meus irmãos e pais. depois de um tempo meu pai me chamou, ele está super estranho.
pai: filho?
nando: qual deles pai? kkk
pai: breno, vem aqui. eu e sua mãe queremos conversar com você.
Otávio: o que você fez irmãozinho
julia: vai levar bronca kkk
breno: vão a merda.
vou em direção ao quarto dos meus pais, minha mãe está meia aluada, sentamos e minha mãe começa a falar.
mae: filho, antes de tudo quero que você saiba que eu te amo muito
breno: eu também te amo mãe, está acontecendo alguma coisa?
mãe: filho, quando eu estava saindo do posto a Ana me parou querendo saber de você.
eu fico alguns segundo raciocinando essa informação, depois de anos, foram anos da minha vida sem a presença dela, sem saber onde estava, se estava viva ou morta. e agora ela aparece assim do nada! e minha mãe deve está apreensiva achando que eu vou abandonar ela e preferir ana
breno: mãe, eu te amo. a senhora me deu todo o amor do mundo! isso não muda absolutamente nada, a senhora continua sendo minha mãe. se ela vim até mim, irei conversar com ela, mas vai depender do que ela vai me dizer pra merecer meu perdão. mas não tem nada que ela me fale que mude o fato da senhora ser minha mãe. não quero que pense que vou te trocar, pq não vou!
minha mãe começa a chorar e vem até a mim. me abraça e eu retribuo, meu também se junta a nós.
um pouco mas tarde eu saio pra encontrar uns amigos no bar do Zé, bebemos e vimos o jogo, deu certa hora e todos fomos para casa, como o bar era perto de casa fui andando mesmo, estáva distraído até escutar alguém me chamando
XXX: breno, meu filho. quanto tempo! vc está lindo, um homem já
só então me dou conta que é Ana, ela me abraça, me beija. mas eu não tenho reação nenhuma, não retribuo nenhum de seus gestos.
breno: o que vc quer ?
ana: é assim que vc fala com a sua mãe?
breno: não! não é assim que falo com a minha mãe. que não caso não é vc!
ana: como não ?
breno: vc me colocou no mundo, mas quem me deu amor, carinho, educação e muitas outras coisas foi a Julia. ela sim é minha mãe
ana: aquela vaca já fez minha caveira né?
breno: respeita a minha mãe! ela não é esse tipo de pessoa.
falo e começo a andar, não estou afim de ficar rendendo assunto para ela. mas ela não desiste entra na minha frente me impedindo de ir adiante.
ana: filho, me escuta. por favor
breno: vou te dar 10 minutos pra falar o quer depois eu vou embora
olho no relógio contando e ela começa a falar
ana: me desculpe por não ter voltado antes, foi complicado. quero me reaproximar de vc. me de uma chance !
breno: vc começou errado! não tinha que ter pedido desculpa por não voltar antes e sim por ter ido, de qualquer forma não fez diferença. agora tenho que ir, se cuida.
vou pra casa, vejo minha mãe vendo TV sentando no sofá, deito no sofá e coloco minha cabeça no seu colo.
breno: obrigado por não ter me abandonado em momento algum. obrigado por ser a mãe que talvez eu não teria nunca.
julia: eu te amo tanto filho, vc faz parte de mim, vc chegou pra completar a minha vida. chegou de um jeito difícil, mas de um jeito fácil eu peguei amor por vc.
não falo mas nada, minha mãe faz carinho no meu cabelo, volta a assistir o filme que estava dando e sem perceber eu acabo dormindo em seu colo