Nando cap-3

1020 Palavras
fui pra rua encontrar os meno pra vê como ficaria o plantão hoje e acabei vendo a marina andando pela rua, parece um pouco perdida vou até ela nando: Oi, meu anjo! marina: Oi, anjo! vc pode me dizer aonde é a escola? nando: claro, te levo lá! ando rápido com a moto e sinto ela abraçando minha cintura, é uma sensação boa, gosto disso. chegamos na escola e ela desce da moto nando: vai lá, vou te esperar aqui. quero te levar em um lugar. marina: tá bom quando ela entra na escola, recebo mensagens de vitória mensagens on: vitória: mano, dona lindalva pedi pra miríade vim aqui nando: vou levar ela vitória; tá bom, beijos off. marina saia escola com livros e uniforme, sinal que conseguiu a vaga. termino de responder algumas pessoas até ela chegar em mim, ela chega sobe na moto. nando: minha irmã disse que na sorveteira onde ela trabalha estão precisando de atendente, nós vamos lá agora pra vc falar com a dona e depois te levo em casa pra ver guarda essas coisas pra irmos onde quero te levar. marina: tá bom depois de resolver sobre o trabalho da Mari, nós fomos até a praia, comemos sorvete e conversamos um pouco, ela tirou uma foto de nossas mãos entrelaçadas e colocou no status legenda da foto- meu anjo! sentados na areia, observando o mar, olho pra ela distraída nando: Mari, eu não sei como vai ficar sua vida daqui pra frente. agora que vc tem um trabalho. ela me interrompe. marina: quero comprar minhas coisas e alugar uma casa pego a chave de uma kitnet que tenho, que só uso quando chego muito tarde dos bailes ou plantões e mesmo assim nem sempre. nando: quero que vc fique com isso coloco a chave em suas mãos nando: é de uma kitnet que tenho, ela não está sendo usada, se vc quiser sair de casa vc tem aonde ficar. esta mobiliada e pedi pra fazerem uma faxina marina; não posso aceitar, é sua casa nando: mas quero que aceite, vou te levar lá. vc só entra na casa pra morar se quiser e quando quiser, mas até lá eu quero que fique com a chave. vem, vamos até la. voltamos ao morro, levei ela até a casa, não era muito grande, apenas 1 quarto, sala, cozinha americana, banheiro e um pequeno quintal. estava toda mobiliada, então ela não gastaria seu dinheiro pra comprar móveis, compraria só o necessário de mantimentos. entramos e deu pra ver que ela adorou. marina: é linda e confortável, mas não de devo aceitar nando: só quero que fique com a chave marina: tudo bem ficamos lá um pouco, na minha geladeira tinha umas cervejas e algumas coisas de comidas, fiz uns petiscos e ficamos conversando sobre coisas aleatórias. esta com a Marina mas faz esquecer o mundo lá fora, ela me trás uma sensação de paz. talvez é isso que eu precise, paz, pra seguir a minha vida. marina: pq vc ainda mora com seus pais se vc tem uma casa? nando: meus pais preferem assim, tanto que todos os meus irmãos também moram com meus pais marina: nossa, que legal. os meus, quer dizer o meu pai em especifico está quase me colocando pra fora nando: então, mas um motivo pra vc vir pra cá. como vcs vieram morar aqui? marina: acho que posso confiar em vc pra contar essas coisas nando: claro que pode, eu quero só o seu bem meu anjo marina: nós vivemos se mudando, sempre de uma favela para a outra. meu pai é usuário e sempre fica devendo as bocas de onde moramos e juro não sei como ele ainda consegue se safar nando: aqui ele tem que tomar muito cuidado. aqui é diferente, os caras da boca não brincam em serviços marina: imagino, aqui é a favela mas organizada que já vi. nando: e sua mãe? Marina: minha mãe é sofredora, não pode ficar contra meu pai, ele bate nela, ela praticamente sustenta a casa nando: e pq ela não separa? marina; ela já tentou, mas ele quase matou ela. e a obrigou voltar, então ela atura isso e muito mas. nando: complicado né, minha mãe vai fazer um almoço lá em casa domingo. quer ir comigo ? marina: se vê quiser eu vou sim ficamos lá mas um tempo, e eu quis tirar uma foto com ela. quero futuramente a pedir em namoro, quero te-la pra mim! tiramos a foto e eu postei no status do wpp legenda- obrigado meu criador, por me enviar esse anjo! ❤ se passaram as horas levei marina em casa e a noite eu fui pro meu plantão. não ficaria até o amanhecer, mas a maior parte da madrugada eu ficaria lá. coloquei meu boné preto, máscara ninja também preta, casaco branco da Nike, calça de moletom preto, luvas preta, tênis e uma bolsa pendurada ali guarda as coisas e dinheiro. sai de casa em direção a boca, peguei a mercadoria e fui pro meu posto, comecei os trabalhos e um viciado compra comigo e eu reconheci ele. viciado: ia lá, igual ninja. me uma de 30 aí ninja não disse nada apenas vendi, ele pegou e saiu. era o pai da Mari. mensagens on: nando: anjo? marina: Oi nando: seu pai fica agressivo quando usa ? marina: muito, sempre bate na minha e tenta abusar de mim e minha irmã nando: ele acabou de comprar aqui, se arruma vou aí te buscar. marina: vai me levar pra onde? nando: pra minha casa, lá vc vai esta segura off. peguei a moto e fui até a casa dela, cheguei lá ele já estava dando o showzinho dele. portão estava encostado entre e vi ele batendo na mulher Um dos principais tipos de violência empregados contra a mulher ocorre dentro do lar, sendo esta praticada por pessoas próximas à sua convivência, como maridos/esposas ou companheiros/as, sendo também praticada de diversas maneiras, desde agressões físicas até psicológicas e verbais. Onde deveria existir uma relação de afeto e respeito, existe uma relação de violência. diga não a violência doméstica
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