A proposta

4279 Palavras
Will Cheguei na casa do Lui naquela noite. Tudo estava escuro e deprimente, como sempre. O silêncio se estendia fúnebre e majestoso por todo o lugar. Já no jardim, haviam plantas sem vida, mato alto, ratos que fugiam de mim, mas não do meu amigo. Até os ratos riam dele. Eu vinha há cada três dias, até essa casa no meio da floresta densa. Precisava arranca-lo deste inferno lungrube e assustador. O castelo de Dracula era mais acolhe vcdor do que este lugar que cheirava a morte. Entrei porta a dentro muito contrariado com o que veria agora. Um homem feito, largado em uma proltrona de onde contemplava o tempo passar. Isso era ridículo! Nunca esperei tal coisa do jovem humano que conheci. O Lui exalava vida, beleza, encanto. Cativava até o coração mais duro e frio com um sorriso e poucas palavras espertas. Cheguei ao seu quarto abrindo a porta que rangeu. _ Há ratos rindo de você no seu jardim, velho amigo. Me olhou por cima dos ombros como se despertasse de um transe. Ignorou as minhas palavras e levantou-se em alta velocidade para se vestir. Sentei a beira da cama intocada desde que fora feita. Olhei para a grande janela aberta vendo a paisagem que servia de palco para o Lui. Ele nunca foi feliz depois de transformado. Ser vampiro quebrou algo dentro dele. O amor o consertaria. Mas nunca aconteceria. Amar a predestinada de outro era um impessilio enorme para qualquer um sem a metade da carência do Lui. A cada vez que encontrava a sua amada, ficava mais deprimido quando ela morria. Mas nunca experimentou a felicidade de ser amado como a amava. Nem eu tampouco. O amor da nossa amada pertecia ao nosso criador. Isso era claro como a noite diante dos meus olhos noturnos. Mas eu me conformei com uma fração do seu amor, era melhor do que amor algum. E minha vida seguia em frente. Chegou parecendo gente de novo diante dos meus olhos. Até sorriu o seu lindo sorriso sedutor, ainda que os seus olhos estivessem tristes. Me cortava o coração vê-lo assim. Mas o máximo que eu podia fazer, era levá-lo para beber sangue quente de pescoços afáveis ou hostis. Levantei e seguimos para fora da casa e de lá para a cidade. Apostamos corrida. Sempre apostávamos corrida. Paramos no beco escuro de sempre. _ Eu ganhei, Will _ apontou quando eu parei ao seu lado. _ Me distraí um pouco. _ Sempre a mesma desculpa _ gargalhou. Sorri por ouvi-lo rir. Ja fazia um tempo que ele não ria gostoso como agora. _ Eu não perdi o interesse pelo mundo como você, é fácil me distrair. Tossiu, cortando o assunto que o aborrecia, ajeitando as mangas do sobretudo nos pulsos. _ Vamos caçar alguém bem r**m. Eu não quero poupar a vida de ninguém hoje. Observei a impaciência no seu olhar. Havia uma forte raiva de si mesmo ali também. _ Claro. Seguimos pelas ruas limpando a cidade das escórias. Eu ja estava saciado, Mas o Lui insistiu em caçar mais um, antes de voltar para o seu túmulo de inércia e dor. Concordei. Faltava um pouco mais de uma hora para o nascer do Sol. Estávamos pelas ruas de um quase subúrbio. Quase ri, pensava que não haveriam m*l-feitores aqui. Mas havia. Segui o Lui que sumiu pelos becos atrás da sua última vítima desta noite. Pude ouvir os últimos pensamentos do grande homem de uns cinquenta anos. Ele lamentava não ter conseguido matar uma mulher, antes de ser morto pelo Lui. Paralisado por reconhecer a mulher presente nos seus pensamentos, levantei o olhar para a rua aonde aquele p****e a vira ainda agora. Foi com agradável surpresa que eu constatei que diante de mim, estava a minha amada. Caminhava apressada, mas tranqüila. Devia fazer sempre o mesmo percurso para o trabalho. Roupas brancas denunciava que era enfermeira ou algo assim. O barulho do corpo do jantar do Lui quicando sobre o grande coletor de lixo antes de cair no chão a assustou e ela começou uma quase corrida. Foi quando o Lui se juntou a mim para observa-la. _ Ela está linda! _ falou baixo ao meu lado. _ Sim. Nunca a vimos com esta idade antes. Quase me faz lamentar por não envelhecer. _ O que vamos fazer? _ os seus olhos brilhavam com uma ideia. _ O que você acha? _ Vai avisar o Uriel? _ Acha que pode esconde-la dele _ ri da sua ingenuidade. _ Vamos tirar no cara ou coroa. Cara eu fico com ela e decido o seu destino. Coroa você banca o puxa saco ou seja lá o que pretende. _ Feito _ concordei com ele, para o seu próprio bem, achei. O Lui ganhou _ Lembre-se. Você prometeu não se meter _ disse antes de desaparecer. Voltei para a minha vida, crente de que o havia ajudado naquela madrugada. Usei a minha moeda de duas caras na decisão. Helena Havia sido uma noite cheia no hospital, onde eu trabalhava como enfermeira. Tinha amigos no trabalho, que ficavam no trabalho. Sempre fui muito reservada, e isso afastou as pessoas da minha vida pessoal, por todo esse tempo. Era madrugada quando retornava para minha casa, a pé por ser bem perto do hospital. Trabalhar a noite me afastava dos vizinhos. Eu nunca os via, e se via, não sabia se era mesmo o vizinho, ou uma visita na sua casa. Era bom para manter o mistério. Quando conhecemos as pessoas, costumamos vê-las como ordinárias e simples, para nos sentirmos melhor conosco mesmos e com nossas vidas. Mas a verdade é que cada ser a nossa frente é extraordinário, não importa o quão chata seja a sua rotina, ou o quanto essa pessoa se limitou para caber na "sociedade". As possibilidades de ser incrível, ainda estão nela. A noite era escura e gélida, e as ruas desertas. Me assustei olhando ao redor, por me sentir observada, e me apressei. Uma vozinha na minha mente dizia "não seja i****a, você não é interessante, ninguém te atacaria. E dinheiro, tá na cara que você não tem". Mas eu a ignorei, entrando em pânico mesmo assim. Tem sempre alguém pior do que você no mundo, e os desesperados fazem um grande estrago no seu caminho pela vida. Não demorou, até que eu ouvisse o barulho de algo pesado caindo, ou sendo lançado, pois pareceu ter quicado após o impacto. Era algo pesado demais, para ter sido lançado rápido o suficiente para quicar. E o som daquilo denunciava algo mole. Me assustei pensado no que faria aquele barulho. Um corpo maior que o meu. Meus batimentos cardíacos aumentaram, era a adrenalina se espalhando dentro do meu corpo, para que eu corresse, me apressei. Um gato preto cruzou o meu caminho, fugindo de onde o barulho vinha. Me apressei, mais ainda, para minha casa, agora mais perto, e depois de uns vinte passos, abri a porta e entrei. Tranquei a porta por dentro, após ligar a lâmpada de minha sala/cozinha, entrei no banheiro, cujo o pequeno corredor a frente, dava no meu quarto. E a isso se resumia a minha casa de aluguel, na qual eu morava sozinha. Tomei um banho demorado e reparador. Saí do banho enrolada na toalha, e me sentei a frente da penteadeira. Comecei meu ritual rotineiro, pentear os cabelos, passar cremes no rosto e corpo e me deitar para dormir. Mas parei, olhado minha imagem no espelho, enquanto com a escova nos cabelos. Meu rosto estava mais velho. Pousei a escova na penteadeira e me aproximei do espelho, reparando uma ruga. Agora com trinta e sete anos, me orgulhava em saber, que podia passar por vinte e sete, sem embaraços, mas ainda assim, estava envelhecendo. Isso era fato. _ Ahh, se o tempo pudesse parar! _ pensei alto. _ Ele pode _ respondeu uma voz masculina, vinda de trás de mim. Virei assombrada para vê-lo sentado em minha cama, me observando. Um jovem de pele clara, cabelo castanho dourado, um olhar intenso vindo dos olhos muito claros. Tinha uma expressão divertida no rosto. Devia estar gostando de conversar comigo. Não sabia se isso era bom para mim. Estava usando um comprido sobretudo e cartola. A roupa por baixo era social, e seus sapatos... caros. Estava muito elegante, para época de mil novecentos e sessenta. _ Como entrou em minha casa? _ mantive o tom calmo. _ Isso não vem ao caso _ desdém no seu tom _ O fato é que posso te tornar mais jovem, por um tempo indefinido _ isso era, obviamente, uma proposta. _ Como? O que quer em troca? A minha avó sempre dizia "quem não quer envelhecer, deve morrer jovem". Pensei que este rapaz falava disso, mas as suas palavras ditas fora "mais jovem por um tempo indefinido" e não "jovem para sempre". Não era um assassino atrás de mais uma vítima, ou era? Mas se fosse, que chances eu tinha? Nenhum vizinho me ouviria. E se me ouvisse, quem arriscaria a sua segurança, pela segurança de uma estranha? Ninguém me livraria do meu belo visitante, e para mim estava tudo bem assim. _ De forma agradável e sem dor. E o que quero em troca, é sua companhia _ seriedade em cada palavra, mas sorriu no final da frase. Que sorriso era aquele! Meus lábios entreabriram em um sorriso bobo e involuntário enquanto eu suspirei sem desviar o olhar dele. Balancei a cabeça voltando a realidade _ O que exatamente esta me propondo, senhor...? _ Lui Bhavarius _ me informou ainda sorrindo, e pediu a minha mão com um gesto, e eu dei, vi o rapaz beijá-la, em um cumprimento _ Estou propondo casamento _ disse logo que os seus lábios se afastaram da minha mão, como se dissesse que o céu é azul. _ Por quê?! _ Porquê você é tão solitária quanto eu, e porque eu sei que você é melhor do que eu, como existência. Ficaria imensamente honrado e feliz, se aceitasse minha proposta. Ponderei por um segundo, e cheguei a conclusão de que eu devia estar tento um surto, ou sonhando, deitada em minha cama. Porque aquilo não fazia sentido algum. O jovem era lindo demais para ser real, ou propor tal coisa a uma mulher da minha idade, ou até mesmo, da idade que eu aparentava ter. Lui sorriu com os olhos, como se lesse os meus pensamentos. _ Eu posso te dar o que você quer. Juventude eterna, Helena _ sussurrou me induzindo a imaginar. Estava me tentando com juventude, mas ele era uma tentação bem maior que isso. Ter aquele sonho como marido era muito mais do que eu poderia querer desta vida. Algo que nem ousei pedir para o meu futuro, por saber que era impossível. _ Quem é você, o d***o? _ relutei, não aquilo não podia ser real. O estranho sorriu divertido por um segundo _ Não sou. Mas se você quiser, posso ser o seu d***o. É juventude eterna o que você quer, e eu sei. Façamos um pacto, então? Meu d***o, ele disse! Seria meu se eu quisesse! A voz do estranho era suave e melodiosa, quase tão sedutora quanto o seu corpo e rosto. Me diverti com sua juventude, era tão jovem em sua aparência! Tão jovem que o seu tom de voz e sua determinação não se encaixavam. _ Quantos anos você tem? _ Trezentos e doze, sem contar minha vida humana. _ Vida humana? O que você é? Como pode ter trezentos anos!? _ Eu sou um vampiro do século dezessete. Mas acabei de saciar a minha sede, bebendo o sangue de um homem que queria te atacar. Um arrepio correu a minha espinha. Lembrei do desconforto que senti na rua, seguido daquele barulho que assustou o gato. _ Isso mesmo _ continuou, como se lesse meus pensamentos _ Pelas as intenções dele, você morreria em grande agonia. _ Você salvou a minha vida! _ Salvei, não foi? _ levantou, ficando perto de mim ainda sentada, e me pegou pelas mãos, me fazendo levantar e ficar diante dele. Tão próximo que poderíamos dançar _ Retribua salvando a minha _ sua voz era baixa e sedutora. Eu pude sentir seu hálito, tão doce para mim, que entreabri os lábios desejando um beijo. Novamente, como se lesse a minha mente, Louie me abraçou contra o seu corpo, e deslizou as costas de sua mão pelo meu rosto _ Tão doce! Tão envolvida em seus próprios sentidos humanos! _ suspirou e me beijou. Me perdi em seus braços por... não sei quanto tempo. Não sei quando, ou como, cheguei a cama, e quando acordei, nua embaixo dos lençóis, lembrei de sua voz dizendo _ Decida-se. Eu voltarei amanhã. Passei o meu dia de folga pensando na proposta... ou seria um sonho?! Tinha dúvidas até sobre a minha sanidade, pois meu visitante noturno conseguia ler os meus pensamentos, o que é impossível. Logo, ele só poderia ser um fruto da minha imaginação. Passeava pelo parque central, entre árvores e um lago. O sol estava agradável. Ouvi alguém me chamar e me virei, não havia ninguém. Ouvi de novo, e desta vez pareceu vir da igreja ao lado do parque. Parei olhando em direção a construção pequena, e ouvi mais uma vez a voz me chamar. Era a voz do meu visitante noturno. Caminhei em direção a igreja por impulso, sem saber ao certo o que fazia, ou porquê. Quando entrei na igreja, naquela escuridão reclusa de sol, demorei um pouco para me acostumar com a falta de luz externa. Parecia vazia. Será que alguém realmente me chamou até aqui? Pensei. Caminhei pelos corredores feitos de longos banco de madeira, as madonas abençoando minha caminhada, com suas mãos levantadas. Encontrei o meu visitante noturno acendendo uma vela, que juntou as outras quando me viu. _ Helena. _ Louie. _ Que bom que veio. _ Você me chamou de fato, ou aquilo foi...? _ Foi telepatia, sim. _ Então, também, pode ler minha mente!? _ a aflição dominou o meu tom. _ Ouvir _ corrigiu. _ O que está fazendo aqui? _ Te esperando. _ Como sabia que eu vinha? _ Você me contou. Lembra disto? _ Não, só do be-i-jo _ gaguejei insegura. _ Te coloquei na cama, conversamos... Você adormeceu. _ Hum _ balancei a cabeça tendo que acreditar nele. _ Imagino que você tenha perguntas pra mim. _ Não sei nem se isso é real _ ri sem humor. _ Entendo. Então, supondo que seja real, você tem perguntas pra mim? _ Você vai querer meu sangue? _ Eventualmente. Se você desejar. _ Explique. _ Para te manter jovem tenho que beber o seu sangue regularmente. O Meu “veneno” te manterá jovem. _ Vai me transformar? _ Nunca _ a palavra saiu urgente como se eu o tivesse ofendido. _ Posso perguntar porque? _ Porque não há beleza alguma no que sou, não há nem mesmo vida. Eu olhei aquele rosto impecável, combinado com todos os outros traços muito bem traçados daquele corpo inteiro, e suspirei discordando totalmente, sem dizer uma só palavra. Ouvi seu breve riso, parecido com uma tosse e, percebi que era encarada com interesse. _ Quando você tem esses pensamentos sobre mim, me deixa e******o. _ Eu não poderia, sou tão sem graça. _ Se pudesse ouvir meus pensamentos, junto com as reações do meu corpo, veria que nem de longe isso é verdade _ sorriu, me deixando tímida _ Mais alguma pergunta? _ Onde moraremos e que concessões eu terei que fazer? _ Moraremos onde você quiser. Campo, praia, cidade você escolhe. Só uma concessão. Quando eu te morder sentirei o impulso de te possuir. Meu corpo se aqueceu inteiro só de ouvir isso. Ele me deu um olhar quente, expirando e virou de costas _ A noite, quero uma resposta _ seu tom frio era um disfarce que eu não notei. Eu deveria ter ido, sabia disso. Mas ao invés disso toquei o alto de suas costas, com a palma da minha mão aberta. Esperava que ele se virasse, para trocarmos mais uma meia-dúzia de palavras, mas como ele poderia? Hoje eu sei que para Louie, aquele toque foi a gota d’água, para um... bem, o que ele era, e estando já sem controle, a ponto de ter que desviar os olhos de meu rosto corado. O calor da palma da minha mão percorreu o seu corpo, abrindo as suas defesas, e enevoando qualquer sentido de moral ou razão. Louie voltou-se para mim, em um abraço rápido e um beijo súbito, que me privou de qualquer reação, e me envolveu completamente. Havia ao lado do oratório, um tanque de água benta, onde Louie apoiou o meu corpo. Seus lábios percorriam o meu pescoço, enquanto suas mãos percorriam o meu corpo. O cheiro de Louie era delicioso. Senti uma dor no pescoço algo penetrar, em minha pele e um forte calor afrodisíaco que se espalhava pelo meu corpo tão forte que sentia meu corpo formigar. Louie fixou o seu olhar em meus olhos e ofegou de agrado. Gemi em resposta, com alguma expressão que nem mesmo eu reconheceria, em meu rosto quente de desejo. Em seguida sentou o meu corpo sobre o tanque de água benta, e levantou a saia do meu vestido, rasgando a minha calcinha. Em outra situação eu protestaria e reclamaria disto, mas naquele momento tudo o que pensei foi “_ Que se dane a maldita calcinha!”. As mãos de Louie desabotoaram três botões de minha camisa no tempo de um estalar dedos e começou a acariciar a parte exposta no sutiã com a boca. De repente senti aquela pequena dor e outra onda de t***o, sobre a já instalada, em cada ponto nervoso do meu corpo. Vi os pontos com gotas de sangue em meu seio esquerdo e vi Louie passar a língua sobre eles fazendo sumir os ferimentos que suas presas fizeram. Uma mão puxou o bojo esquerdo do sutiã expondo meu mamilo entumecido, como eu nunca o vira antes, e o sugou com tanto desejo que me fez gemer desavergonhadamente por tempo suficiente pra me enlouquecer, ainda mais, de desejo. O vi desabotoar as próprias calças e deslizando suas mãos entre as minhas coxas conforme se posicionava entre as minhas pernas se encaixando em mim quando segurou os meus quadris com as mesmas. Um gemido soou de ambos. Novamente me perdi em seus braços. Era tanto prazer que não tinha fim, somente orgasmos múltiplos um sobre o outro sem qualquer pausa ou mudança de ritmos da parte de ambos. Quando Louie parou seus movimentos, voltei a mim percebendo que estávamos deitados na escadaria do altar. Ele me beijou docemente e passou as pontas dos dedos pelo meu rosto segurando meu queixo para que eu olhasse em seus olhos. _ Sinto muito interromper, mas já é noite. _ O que? Como o tempo passou tão rápido assim? Louie riu lisonjeado e se retirou de dentro de mim se vestindo facilmente se afastando e sentando no degrau o qual eu estava deitada. Não tive tanta facilidade para me recompor. Corei fortemente ao ver que Louie me observava em meu desajeitado vestir de roupas, ao que ele sorriu. _ Tem compromissos para esta noite? _ Sim. Um Certo senhor, muito peculiar, irá me visitar para ter a resposta do seu repentino pedido de casamento. _ Não _ desacreditou _ Eu não posso ser o seu único compromisso quando a vejo tão encantadora e especial srta. Pin? _ Você é o único que me vê assim _ soei triste e solitária e odiei. Por isso me apressei em levantar para sair dali. Mas uma mão mais determinada que eu segurou a minha mão me impedindo. Olhei na direção do rapaz sentado que mais parecia um anjo, vendo ele levantar se aproximando de mim em um abraço. _ Neste caso, fico muito feliz em tê-la toda pra mim _ sorriu _ e, me atrevo em arriscar um pedido para que jante comigo. _ Não posso sair pra jantar assim _ olhei para meu vestido da moda bege levemente amarrotado me lembrando que estava sem calcinha. _ Por que não? _ soou divertido já sabendo a resposta. _ Porque estou sem calcinha _ soei óbvia e encabulada. _ É uma peça bem inútil de qualquer forma, não acha? _ a contragosto tive que concordar e minha barriga ainda roncou. _ Meu carro está atrás da igreja _ seguiu para dentro da igreja atravessando uma porta que deu para a sacristia e a porta da sacristia para fora e lá estava o carro. Chegamos a recepção do restaurante mais caro da cidade. Minha previsão era de uma grande decepção, pois o restaurante em questão exigia reservas. _ Qual o nome? _ a elegante recepcionista disse com a lista na mão. _ Louie Bhavarius. A reação ao nome dele foi no mínimo espantosa. A moça levantou os olhos para ele como se visse o mais ilustre de seus clientes e apertou um botão. _ Bem vindo sr. Bavarius. Nos desculpe pela espera. O metrai chegou sorrindo _ Muito bem vindo sr. Bhavarius. Por aqui, por favor. Fomos colocados na melhor mesa do restaurante. E recebemos o melhor vinho da casa de cortesia enquanto escolhíamos o cardápio. _ Você vem sempre aqui? _ É um bom lugar para fechar negócios e impressionar pessoas importantes _ assentiu. _ O que me recomenda deste menu totalmente em francês? _ Eu não como _ lamentou _ , mas posso traduzir pra você. E assim eu pude escolher o que comeria. Durante nosso tempo ali vi Lui cumprimentar várias pessoas a distancia e sei que fomos fotografados duas vezes, mas ele parecia extremamente familiar com isso. Depois passeamos de mãos dadas pelo shopping onde ele me comprou um relógio de ouro com uma pulseira delicada e fomos ao cinema. A tela realmente prendia a sua atenção. _ De que mais você gosta? _ puxei assunto durante o retorno a minha casa. _ Além de cinema, de joias e de vinho, gosto de arte. Todos os tipos de arte. Como você percebeu, não posso sair durante o dia para lugares expostos ao sol, mas gosto de sair. Parou o carro a frente da minha casa. Abriu a porta do carro para mim e me seguiu porta a dentro. _ Fica a vontade. Preciso de um banho. Apenas acompanhou os meus movimentos com os olhos até eu sumir de sua visão. Durante o banho, enquanto me lavava, lembrava do toque do seu corpo no meu. Das suas mãos sobre o meu corpo, dos seus lábios, da sua língua, dos seus dentes... Do seu beijo. Eu já havia tido namorados, quando mais jovem, e até um noivo aos vinte e poucos, mas nunca tive nada assim. Não queria que acabasse. Apesar de tudo que poderia ser estranho, que não sabia nem como encarar ainda, eu não queria que acabasse. Pensei em Louie lá fora, tão perto. Imaginei que ele estivesse sentindo o cheiro do perfume de sabonete e água quente que meu corpo exalava agora. Lembrei do perfume dele e da sensação do seu m****o penetrando fundo em meu corpo. Foi impossível não me tocar. E o mais excitante e embaraçoso foi saber que Lui sabia de tudo o que se passava em minha mente. Ah, Louie! O meu desejo gritou na minha mente, o desejo de senti-lo de novo. _ Isso é um convite? _ vi Louie do outro lado do box, como se estivesse se materializado ali. _ É. Vê-lo se despi na minha frente foi lindo, quase tanto quanto o seu caminhar em minha direção. Me abraçou me encarando _ Sabe que posso te ouvir pensando essas coisas, mas você não pára _ pareceu divertir-se com isso. _ É impossível controlar. _ Acho que você nem sabe, realmente, o quanto fez isso durante a noite, não é mesmo? Tentei lembrar dos meus pensamentos durante a noite, e constatei que ele estava certo. Eu havia feito, mas não sabia o quanto. _ O que vou fazer com você, futura sra. Bavarius? _ pareceu esperar uma resposta ao que eu somente sorri. Louie me beijou intensamente, imagino que tenha sido pela certeza que me tinha, de que agora, eu era sua. Se deliciou em meus s***s, e desceu até meu ventre beijando a minha barriga, no percurso. Me encostei na parede precisando de um apoio, quando Louie deslizou a língua pelo meu sexo, pois minhas pernas ficaram bambas. Seu rosto virou para minha coxa e mordeu me fazendo gemer de prazer, dor e prazer que invadia o meu corpo em ondas de t***o e formigamento. Continuou com um maravilhoso sexo oral que me dava um prazer intenso me levando a enterrar os meus dedos em seus cabelos ondulados. Quando eu já estava perdida de tanto prazer, Louie parou e de pé se aproximou deslizando o seu m****o por entre as minhas pernas sentindo um imenso prazer ao me ver ofegar de prazer sentindo o seu m****o todo dentro de mim. Seu beijo, agora, tinha meu gosto. Seus lábios em meu pescoço junto com o movimento do seu ventre me fazia gemer ofegante. Era lindo ver o seu ventre trabalhado se movendo de encontro ao meu. Todo aquele corpo era um sonho. E seu m****o parecia pulsar dentro do meu corpo intensificando mais e mais os meus orgasmos. Louie estava tão ofegante quanto eu. Quando eu quase desmaiava de cansaço pela posição, Lui desligou o chuveiro e me pegou em seus braços, me levando para a cama onde continuamos a noite inteira. Creio. Pois adormeci e quando acordei, Louie não estava mais aqui.
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