Voraz Quando eu falei que eu não era príncipe, que eu era o vilão, ela continuou me olhando como se eu tivesse arrancado o último fio de esperança que tinha dentro dela. Eu mandei ela comer, mas o garfo nem saiu do lugar. A boca tremia, o olho enchia d’água de novo, e eu já tava ficando sem paciência com aquele choro todo, mas ao mesmo tempo alguma coisa em mim não deixava eu explodir. Ela largou o garfo na mesa, empurrou o prato devagar e levantou. Alexandra: eu não consigo… Virou as costas e saiu andando rápido, quase correndo. Eu respirei fundo, contei até dez na minha cabeça, mas a verdade é que eu também não tava bem. Tava com a mente virada com a história toda do Panda, com o bebê, com a carga, com essa mulher chorando na minha frente. Passei a mão no rosto, levantei e subi as e

