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714 Palavras

Não foi um pesadelo. Eu estava acordado. Ele não mandou recado, não usou ligação, nem deixou bilhete. Ele simplesmente apareceu. Eu tinha acabado de voltar com meu pai da loja de equipamentos. Estávamos tentando consertar um dos sensores do alarme que vivia falhando — mais por paranoia do que por necessidade. Mas no segundo em que vi o carro preto estacionado na calçada de frente, eu soube. Davi. Dois carros, na verdade. O primeiro com os vidros escuros. O segundo com três caras encostados, todos vestidos de preto, parecendo seguranças particulares de algum político podre. Ele estava no capô. Braços cruzados. A mesma expressão de sempre: desinteressada, irônica, como se estivesse apenas passando por acaso. Mas a forma como me olhava... dizia outra coisa. — Fica aqui. — falei

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